quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Em decisão arriscada Itália abre crise com França


              
       Os dois principais líderes italianos declararam "apoio veemente" ao movimento dos "coletes amarelos", que continuam a protestar na França há quase dois meses.  Essa clara ingerência em questões internas francesas foi iniciada por  Luigi di Maio (mov. 5 estrelas) e seguida por Matteo Salvini (Líder da Liga, partido fascistóide de extrema direita), que foi ainda mais contundente: "Apoio os cidadãos honestos que protestam contra um presidente que governa contra seu povo."
        A inusitada ingerência dos dois líderes italianos em assuntos internos franceses irritaram o governo francês e criaram um problema diplomático. Ontem, a ministra de assuntos europeus do Pres. Macron, respondeu pelo Twitter: "A França tem cuidado para não dar lições à Itália. Salvini e Di Maio deveriam aprender a limpar a casa antes de falar."
          Líderes políticos de oposição na Itália criticaram as declarações de Salvini e Di Maio. Segundo opositores, os comentários seriam tentativa de mobilizar a direita e os insatisfeitos com a elite política europeia na votação para o Parlamento Europeu, que ocorre entre os dias 23 e 26 de maio.
           "As loucuras que Di Maio falou violam o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e ameaçam as exportações italianas para a França", disse Deborah Bergamini, vice-presidente do partido opositor Força Itália.  "É uma manobra eleitoreira para estimular as divisões e ganhar votos para as eleições europeias."


( Fonte: O Estado de S. Paulo )       

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