quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Crise Ucraniana ?


                        

        Recordam-se da recente e estranhíssima apreensão em um estreito vizinho do Mar Negro de navio ucraniano pela marinha russa?
           Agora, a montagem da "crise" relativa a esse grande país próximo do sudeste russo, com uma para lá de estranha declaração de que talvez em breve não mais exista um estado independente da Ucrânia.
            Pois não é o secretário de um Conselho de Segurança russo,  gospodin Patrushev. ou coisa parecida, que vem fazer essa peculiar assertiva?  Por favor, não confundam com o outro, que demora nas Nações Unidas, em Manhattan. Quando não há problema algum, e um funcionário de organismo do poder maior na região aparece para dar esse estranho tipo de declaração, tem-se a impressão de que alguém que se crê muito poderoso está muito interessado em fomentar algum gênero de problema. No entender da Rússia - guess who is behind  the assertion that is President Poroshenko the person that is most keen to provoke this situation?[1]

            Com o irrequieto gospodin Vladimir Putin - que já provocou várias 'rebeliões' e ressuscitou antigos movimentos separatistas, sempre na Ucrânia - tem-se a crescente incômoda impressão de que o Czar de todas as Rússias está de novo inquieto, e parece desejar maquinar outras crises, que estranhamente se assemelham àquelas que surgiam em torno da Alemanha nazista, quando Berlin, sob Herr A. Hitler começou a mexer-se, em propósitos nada pacíficos?  Como a anexação da península da Crimeia transcorreu sem maiores dificuldades, naquela invasão por um estranhíssimo exército cujo uniforme não mostrava distintivos nacionais, e que se apossou da península no curso de uma única jornada?  Tudo correu bem (para eles, é claro), e excluída uma recomendação sem dentes da Assembleia Geral das Nações Unidas, condenando a invasão, o único problema para o Kremlin foram as sanções, inventadas por Barack Obama, e que até hoje subsistem?

             Agora que o amigão de Vladimir Putin ao que parece está sendo incomodado por notícias no Times e no Washington Post de que Donald Trump não gosta de que as anotações de suas reuniões com o grande amigo russo fiquem disponíveis nos arquivos do State Department, como era  a prática quando o presidente estadunidense era outra pessoa? E que por isso determina a esses intérpretes que não as deixem disponíveis, para integrarem no futuro arquivos - obviamente confidenciais - de tais reuniões de cimeira, o que é a prática corrente nos demais países, quando se trate de conversações de tal alto nível?

( Fontes: The New York Times, O  Estado de S. Paulo et al. )


[1] Adivinhe quem está por trás da assertiva de que o presidente  Poroshenko  seria a pessoa mais interessada em provocar  tal situação?  (trad. do indigitado autor)

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