quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O pequeno passo de Robert Mueller



       Nesta terça-feira, dia 20 de fevereiro, o Procurador-Especial Robert S. Mueller III - que está investigando a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 - acusou formalmente um advogado ligado à campanha republicana de haver mentido sobre contatos com Rick Gates, ex-assessor do presidente Donald Trump.
       Uma vez reveladas as acusações formais, Van der Zwaan se declarou culpado em audiência judicial para tanto convocada.
        O Juiz responsável marcou para o  dia três de abril a data da sentença.
         Segundo analistas, a acusação do Procurador Mueller é uma clara mensagem para o círculo próximo de Trump de que a investigação realizada pelo Conselheiro Especial está chegando cada vez mais perto do 45º Presidente Donald John Trump...

( Fonte: O Estado de S. Paulo )







Os leguleios e o fim da ditadura


                       
             Desde que Maduro transforma a Corte Suprema em tribunal de leguleios, braço jurídico da ditadura chavista, só mesmo os cegos se recusam a crer na curva fatídica do chavismo, transformada a Corte Suprema em último bastião da ditadura, encarregada pelo ditador do trabalho sujo de aleijar aos poucos o que de democracia restara. 
              Contornado ilegalmente o "recall", Maduro safou-se à própria maneira de ser apeado do poder pelo Povo. Cinicamente, manda cassar mandatos legislativos, para inviabilizar qualquer deposição por via legal. Dessarte, principia a usar, ou melhor, distorcer o 'poder' do dito Tribunal Supremo, que transforma no atual covil jurídico, sempre pronto a desempenhar-se dos trabalhos sujos que lhes passa o ditador.

              Sem dar-se conta da ruína que o cerca, e como a débil Assembléia Legislativa ainda lhe crie problemas, resolve inventar o monstrengo da Constituinte de los barrios (favelas),  que, desrespeitando todas as normas, mandara eleger sem qualquer maioria, preferindo a segurança de sistema europeu que para ele inventa os votos necessários. Para essa Constituyente de fancaria, na prática, dispensa o quorum e reúne autêntico aborto, que para ele preside a servil e histriônica Delcy Rodriguez.

                Se é certo o destino final de Nicolas Maduro, restam dúvidas apenas no que tange a como terminará. Se pagará in totum o mal que fez na própria terra que conspurcou, ou se será empurrado para algum inferno que não seja dantesco, porque não faz por merecer nem o fim de messer Brunetto. De toda maneira, para quem se cercou mal - e basta elencar-lhe os favoritos para que mala vita e droga sorriam o largo, desdentado, sorriso que na pútrida desfaçatez lhes prefigure o próprio fim - torpe, terrível, turbulento, e ... trágicomico. Como promotor, thanatos exige que seja comensurável à sua visão existencial, mas  não se pode tampouco descontar que apodreça os próprios dias em fétida masmorra, para a qual já se reservam visitas aos camaradas de governo, que poderão, se assim o desejarem, lá também apodrecer, ao lado do compañero, a quem verterão as consuetas lágrimas de crocodilo.  

(Fontes:O Estado de S.Paulo;Dante & the limits of the Law, Justin Steinberg)

A ditadura da miséria


                              

       O domínio ditatorial de Nicolás Maduro só produz no país fome, peste, enfermidades para as quais a farmacologia venezuelana (?) não mais dispõe de medicamentos, e a crescente situação de marasmo e abandono que só podem levar à anarquia e ao consequente levante geral. Por enquanto, os infelizes venezuelanos têm votado com os pés, abandonando na miséria e no desespero um país outrora florescente, e hoje um deserto de víveres, medicamentos e tecnologia médica, todos levados pelo vendaval da híperinflação, que em meio ao descaso da casta chavista avançam com a determinação dos lemingues para o abismo já próximo, após devorarem  todas as possibilidades facultadas pelos recursos de toda sorte que o vento levou graças à torpe mediocridade e incompetência da desgovernança de Maduro, que ora tem todos os títulos de virar a oitava praga do Egito.

Maia e Eunício criticam pacote presidencial


                        

         Surpreendeu pelo tom a crítica por Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado), ao declararem que não darão prioridade aos projetos do Governo Temer. Os comentários refletem mais o nível das lideranças congressuais do que os da própria Administração Temer, que tampouco se assinalam pelo brilho excessivo.
         "Que pauta prioritária é essa que eu não sei?" perguntou-se Eunício Oliveira (MDB - CE). Maia foi na mesma linha, e chamou  o "plano B" à Previdência de "café velho e frio, que não atende à sociedade".
           Como assinalou o Estadão, "pré-candidato ao Palácio do Planalto, e em busca de protagonismo econômico neste ano eleitoral", Maia disse desconhecer a lista elaborada pela equipe de Michel Temer.
           Recebidas com surpresa pelo Governo, e como a equipe de Temer insiste que Maia e Oliveira participaram da definição da agenda prioritária, pareceu ao Planalto que o presidente da Câmara ficou "melindrado" porque o anúncio foi feito no Palácio do Planalto e não no Congresso...

( Fonte: O Estado de S.Paulo )         

Luta de facções na Casa Branca


                 

       A administração Trump já entrou em seu segundo ano de governo, e continuam ainda as lutas internas entre os seus altos funcionários. Tais dissídios se prolongam, em combates intestinos que se podem resumir  em disputas de poder.
        Essa falta de concordância interna espelha uma administração torcida não pelo interesse da Nação (segundo visto sob a orientação do suposto chefe da casa, i.e., o Presidente Donald Trump), mas pelo que aparenta ser pela sede respectiva de domínio da informação e, por conseguinte, do poder que ela traz consigo.
        Esses microcosmos que se agregam pela disputa respectiva de poder muita vez não se traduzem em administrações que tenham por presente o interesse da Nação acima referido, mas por grupos e grupelhos que seguem os diferentes objetivos de seus respectivos líderes.
        Como nos ensina Toynbee, na sua filosofia da História, o que faz forte uma Nação ou  Império é o consenso generalizado sobre o interesse comum. Essa missão é decerto facilitada se o líder respectivo mostrar condições de exercer um poder abrangente, coerente e fundado em premissas que gozam do indispensável consenso, o qual, dependendo do carisma, intelecto e orientação do chefe de todos os chefes, terá a força, a clareza e a óbvia unicidade para a sua realização.
        Assim como o seu ministério, que em muitos titulares tende a abusar da mediocridade, também o que se depara no gabinete lato presidencial é a falta daquela unicidade e da consequente coesão que são atributos sine qua non de uma Administração proficiente e, por conseguinte, que prime pela eficácia e a capacidade de estudar, esboçar, e examinar as respectivas opções administrativas, doutrinárias e executivas, não como facetas de uma luta pelo poder pessoal,  mas voltadas para a implementação de  projeto amplo e orgânico de filosofia de governo, submetido ao imperativo do interesse supremo da Nação americana.
         Na verdade, o que se vê nesta Casa Branca é  governo que não parece imantado por uma filosofia coerente ad usum dos Estados Unidos, mas sim coalizões oportunistas entre os altos funcionários como o chief of staff da Casa Branca, John F. Kelly, e o Assessor Sênior do Presidente, Jared Kushner, cuja ambição de poder semelha apoiar-se mais na própria situação familial, do que nos critérios usualmente empregados para elevar às mais altas responsabilidades as principais autoridades de uma Administração presidencial.
           Existe no entorno do 45º presidente uma atmosfera de Corte, e não de Administração da República.

(Fontes: The New York Times, A Study of History, de Arnold Toynbee)       

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Entrevista de Ledezma


Antonio Ledezma é um dos principais nomes da Oposição.  Depois de ficar preso dois anos e oito meses (acusação plantada: conspirar contra o Governo Maduro), Ledezma conseguiu fugir para o exterior. Em Genebra, foi entrevistado pelo correspondente do Estado.

Ledezma  pende para a hipótese da intervenção humanitária.  Ela se justifica plenamente, pois a situação criada pelo Regime Maduro no seu entender pende para "uma intervenção humanitária como está determinada em tratados internacionais. Fiquei mil dias preso. Tantos outros continuam presos continuam presos e trinta milhões estão sequestrados pela narcotirania. Precisamos  de um resgate."

Pedido pelo repórter  como tal ocorreria na prática, declarou ele: "Seria dentro das normas internacionais.  O tempo da diplomacia contemplativa acabou. A diplomacia de pêsames se esgotou. Agora precisamos de uma diploma que impeça que crimes continuem a ser cometidos. Queremos que as Nações Unidas e a OEA dêem um passo significativo. O que estamos vivendo é pior  que Saddam Hussein, que Muammar Kadafi. A Venezuela é uma ameaça para a região. Dali, saem terroristas com passaportes dados pelo governo."

Luislinda sai do ministério


                                        

       A ministra dos Direitos Humanos entregou ontem, dia 19, sua carta de demissão do ministério. A sua permanência no ministério fora questionada após ter sido revelado que Luislinda Valois pedira para acumular seu salário de desembargadora aposentada com a remuneração da pasta alegando "trabalho análogo à escravidão". Caíra muito mal a solicitação e o motivo de sua insatisfação.

       A pasta será assumida de forma interina pelo subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, que acumulará as duas funções.


( Fonte: O Estado de S. Paulo  )