quinta-feira, 29 de março de 2018

Suiça congela contas de chavistas


                               

         Embora não revele o exato montante, o governo da Confederação Helvética congelou milhões de dólares da cúpula de aliados de Nicolás Maduro. Foram detectados nos últimos meses mais de US$ 100 milhões em contas secretas, mantidas por venezuelanos suspeitos de corrupção.
         Por outro lado, segundo a mesma diretiva, foi proibida pelas autoridades helvéticas a exportação de tecnologias e produtos de ponta para a Venezuela.
         Foram singularizadas autoridades encarregadas  do ministério do Interior - Nestor Luis Reverol Torres -"responsável por sérias violações de direitos humanos e repressão";  Enrique González López, Chefe  da  " Inteligência venezuelana" e responsável por detenções arbitrárias, torturas e repressão de opositores"; e Tibisay Lucena Ramírez, presidente do Conselho Nacional Eleitoral,  alvo de sanções igualmente por haver tomado medidas para "minar a democracia".
         Outro burocrata de alto bordo  da quadrilha de Maduro é  Maikel José Moreno Pérez, presidente do notório  Tribunal Supremo de Justiça,  que na verdade tem tomado diversas medidas à mando do chefe supremo da ditadura chavista, tendentes a "apoiar e facilitar" atos governamentais tendentes a minar a democracia e "usurpar  a autoridade da Assembleia Nacional". Nesse triste quadro do capanguismo jurídico, o tal Tribunal Supremo se tem notabilizado por procedimentos ilegais quanto inconstitucionais, cumprindo todos os ditames do ditador, com vistas a que a maioria da Assembleia Legislativa não crie empecilhos a Maduro, e para tanto suspendeu arbitrariamente deputados da Oposição no número necessário para inviabilizar qualquer medida constitucional contra o governo de Maduro. Prestou-se, outrossim, à tragicomédia da inconstitucional Constituinte dos Bairros, que sem qualquer respaldo popular (a própria companhia que participara das instâncias burocráticas da alegada criação dessa falsa Constituinte fez saber que o numéro de eleitores que supostamente a elegeram foi trucado pela ditadura...)  E é essa falsa Constituyente que se encarrega da faina suja de criar as condições para montar o pavilhão da inexistente democracia venezuelana. Aliás o único partido que na América latina apóia esse engonço jurídico é o notório PT, presidido
            Por fim, completando a choldra chavista, até o procurador-geral, Tarek William Saab foi sancionado pelas autoridades da Confederação Helvética, acusado de trabalhar contra a democracia, enquanto age não em prol da Justiça, mas para reprimir opositores do governo de Maduro.  Note-se que tal senhor viera suceder à Procuradora-Geral Luiza Ortega Díaz, que nesses últimos tempos tomara várias medidas em favor da democracia. No entanto, ao quanto se soube posteriormente, sob a presumível ameaça chavista, não terá ousado dissociar-se das falsas acusações do processo  montado contra o lider oposicionista Leopoldo López.  Ao fugir para o Ocidente, célere tratou de vestir os alvos trajes de acusadora dos abusos chavistas,  mas se esqueceu de mencionar que se prestara a presidir à falsa acusação contra o lider opositor preso Leopoldo López, asseverando mais tarde que fora constrangida a seguir a linha do governo Maduro, mostrando face antes ignota no Ocidente.
             A par disso, por último mas não por menores razões, é também singularizado Diosdado Cabello, um dos chefões da cúpula chavista, com suspeitas de associação ao narco-tráfico, é também acusado de violações aos direitos humanos, por sua truculência e ameaças aos opositores do governo Maduro.
             Diante do virtual silêncio da OEA, que pávida assiste aos atropelos da choldra  que se apossou da pátria de Bolívar, sofrem os inocentes que constituem a grande maioria da população venezuelana, martirizada pela hiper-inflação, e as consequentes faltas de mantimentos e remédios, que se traduzem em mortes das habituais vítimas da vez, i.e., pobres e  crianças, enquanto a bandidagem chavista assiste dos palácios o descalabro da economia da antes própera Venezuela.
               A única saída aparente é a migração desesperada, seja para a Colômbia, seja para o estado de Roraima, no Brasil, onde novas agruras esperam os infelizes, pela sua falta de meios e os desconfortos mil que sóem acompanhar a sorte ingrata dos pobres refugiados.

( Fontes:  O Estado de S. Paulo; The New York Times, perfil de Leopoldo López )

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