terça-feira, 20 de março de 2018

A Hora de Cármen Lúcia


                                       
             Como se poderia já verificar pela coluna da Cantanhêde, de que se ocupou este blog, as pressões se acumulam no Supremo, e a presidente Cármen Lúcia  atravessa uma hora difícil.
              Como terão lido os leitores deste blog, lhe assinalei a resposta no foro da Folha, como Momento de Grandeza. Tais instantes são decerto raros, mas quando acontecem eles marcam a personalidade e a própria presença na instituição.
              Como que saída do público, e por conseguinte anônima como a voz da multidão, a pergunta trazia no seu bojo viés quase afirmativo, com aquela segurança da assertiva que pensa ter o controle da resposta.
              Todo o desafio, por mutável que seja, traz consigo, dentro da própria mutabilidade, aquela incoata ameaça do enigma que se posta no meio do caminho.
                Porque a tais reptos, são poucas as respostas e uma apenas será valida.
               Há pessoas que passam a vida em branca nuvem. São como países ou personalidades que, ou não enfrentam os reptos existenciais, ou os deixam passar como se nada fora.
               Há outras, no entanto, que se singularizam, ao preferirem fazer a hora, ao invés de deixá-la acontecer.
               Serão momentos ou não, é sempre difícil determinar. Eles por certo regem o destino, e marcam uma trajetória.
               Antes será quase impossível predizer-lhes o resultado. Mas neste hiato aparente, se concentra a história futura. Virada a página, tudo tende a ficar muito claro.
                 Há situações e desafios que fogem do cotidiano. Entre enfrentá-las ou não, eis a grande decisão existencial.     

 ( Fontes: Arnold Toynbee, Guimarães Rosa,  Geraldo Vandré )

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