quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Turismo: quatro países isentos de visto ?


                  
           Assim como a Base Militar que o Brasil do  Presidente Jair Bolsonaro pensava ofertar aos Estados Unidos, e que tanto agradou ao Secretário de Estado Mike Pompeo, até que alguém com trânsito internacional observou: ei, cuidado, o Brasil não é nenhum paiseco para oferecer o solo pátrio como território para base da Superpotência!
              O presidente decerto não sabia, mas alguns de seus colegas militares mais antigos o terão relembrado que o Brasil só tem um exemplo de haver aberto espaço para base militar estrangeira.

               Trata-se do episódio do Presidente Getúlio Vargas que ofereceu ao presidente Franklin D. Roosevelt base militar no Nordeste, durante a Segunda Guerra Mundial, de que o Brasil participara com força expedicionária no campo aliado (contra a Alemanha Nazista e a Itália fascista). Dada a maior proximidade do Nordeste brasileiro a África foi instrumental para que os Estados Unidos  chegassem mais rápido à África, sobretudo nas regiões ao norte desse continente e com isso contribuíssemos para abreviação da guerra naquela região contra as forças alemãs e italianas  ( Eixo ).
                 Por isso, salvo essa exceção no Nordeste brasileiro,  o Brasil nunca abrigou bases militares seja da Superpotência, seja de outros países.

                 Agora, o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio pretende isentar quatro países de visto para turista. Estariam na lista Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.
                    A ideia é que os brasileiros precisam de visto para irem como turistas a esses quatro países, mas os nacionais americanos, canadenses, australianos e japoneses, não!
                      Essa determinação nunca foi adotada pelo Brasil. Tem a ver e muito com soberania, e por isso o Brasil, quando se fala de visto, não isenta nenhum país.
                       Pelo seu tamanho, o Brasil é candidato a membro-permanente do Conselho de Segurança.  No passado, quando da fundação das Nações Unidas em Lake Success o Brasil parecia predestinado a uma Cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas.  O nosso grande eleitor  era o Presidente Franklin Delano Roosevelt. Se não houvesse morrido prematuramente, a cadeira seria nossa, e não da França, como ocorreu, depois da morte de Roosevelt e a acessão do vice Harry Truman.
                          Mais tarde, na presidência de Lula da Silva,  o seu ministro iniciou campanha para o Brasil tornar-se membro permanente do Conselho.  Para tanto, se encetou custosa campanha de colocar um grande número de missões diplomáticas em capitais da África, Asia e Oceânia, mas além do gasto acrescido com as embaixadas a tal campanha  nada conseguiria em termos de o Brasil tornar-se um candidato viável a assento do Conselho de Segurança das Nações Unidas..

( Fontes: carreira diplomática, embaixador Miguel A.Ozório de Almeida (falecido) , Grande Enciclopédia Delta-Larousse )       

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