A
frase não é minha - e o que é, em verdade, de alguém? - nesse mundo, vasto mundo do
poema de Drummond?
Maduro, o ditador inventado pelo moribundo Hugo Chávez Frias, ora rubicundo, pois o poder, mesmo alimentado
de entranhada miséria, costuma engordar e muito aqueles que o instrumentalizam,
não é que ora brande o sabre, aquela recurva espada com que busca espantar
todas as ameaças que pairem sobre seu suposto reino, tinto de fome e miséria, e
que se multiplica pelas estranhas graças da hiper-inflação, e tudo isso em
plena Latino-América, hoje, a pobrezinha, se já livre das longas garras do PT, do demiurgo Lula da Silva e das
turbas a que encantavam as estranhas, por vezes até violentas, falas da loura
coelhinha, a quem ritualmente acompanha Adamastor, o gigante desse crédito
especial muito peculiar, do chamado crédito
consignado, de que se valem as ignotas gentes das tais contribuições
pequeninhas, que os sub-reptícios, ávidos bancos lhes tiram dos magros salários
?
Mais
um trânsfuga foge do TSJ - o que quer dizer, minha gente,
Tribunal Supremo de Justiça - mordendo nos dentes algum válido pretexto para
escapar... Imêmore dos erros cometidos pelos ratos que sóem abandonar os úmidos,
podres porões das ditaduras, quando porventura sentem que começam a fazer
demasiada água, e que vão dizer em Estados Unidos o quanto choram pela
democracia, não é que o paradigmático
ditador Nicolás Maduro - a quem vem a calhar o caro e interesseiro apoio do amigão gospodin Vladimir V. Putin - empunha em puro, lídimo mesmo, figurino da pobre Latino America o sabre
ritual, que do triste figurino do ditatorial mando na antiga terra da
Liberdade, onde nasceu faz muito, muito tempo o grande Bolívar, que essas
torpes figuras saídas do imenso baú de um viveiro de cobras e de homens fortes,
tiranos de boa cepa, que não sabem ,os infelizes, quão traidor é o lenho em que
se apóiam, e que lhes promete, com a falta de imaginação dos séculos sem luz,
um final horrendo, digno de tais monstros que engordam pela dilapidação dos
tesouros alheios e dos infernos particulares das mofinas, mesquinhas mesmo,
ditaduras que longas sombras de vilania e abominação nutrem na terra lamacenta,
por vezes pútrida, de o que antes, outrora mesmo, afloravam por toda parte,
pensando engordar amantes de uma liberdade na realidade triste, fazendo crescer
as ignavas plantas da cupidez, da traição e do cínico poder que, ritualmente, empunham
os canalhas da vez, como esse reles protegido do ditador Hugo Chávez, que imitaria
todos os defeitos e vícios do hombre
fuerte de Latino América, mas, infelizmente, olvidando as poucas, mas importantes qualidades dos grandes líderes.
(
Fontes: Carlos Drummond de Andrade, O Globo, TV Globo )
Nenhum comentário:
Postar um comentário