quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Farsa eleitoral na Venezuela

                         
       Não será através de eleição democrática que o povo venezuelano se livrará de Nicolás Maduro.
        A razão é muito simples. Na ditadura de Maduro uma eleição livre é impossível.           
         Como na antiga Europa  oriental,  então dominada pela União Soviética, o domínio de Moscou garantia o império soviético. Episódios como os da Hungria e da Tchecoslováquia só podiam terminar com malogro e rendição.  Esse império neo-colonial  somente se desfaria quando Gorbachev cria a perestroika e a glasnost, permitindo que a idéia da liberdade permeie  os regimes vassalos comunistas da época.
          O domínio pela ditadura de Maduro do povo venezuelano só se desfará pelo caos interno, causado e continuamente agravado pela hiper- inflação  e as condições extremas lá prevalecentes. Para tanto, as únicas perspectivas de novo governo na terra de Bolívar são um aut - aut cruel. Ou ditadura militar ou outra ditadura neo-chavista, ligada ao narco-tráfico como a presente.
          Ao lançar cinicamente o seu projeto de continuação no poder e na desordem generalizada da Venezuela,  Maduro cuidou de inviabilizar qual-quer candidato que possa derrubá-lo pelo voto livre.
           Como já verificado em outros pleitos, em nível estadual,  não mais existem na pobre Venezuela condições mínimas que assegurem a realização de um pleito livre.
           Mas o cinismo do ditador  Maduro não deseja correr qualquer risco.  Por isso,  em uma manobra de um despudorado descaramento, Nicolás Maduro trata de não correr qualquer risco.
           Assim, os grandes nomes políticos, aqueles conhecidos e respeitados pelo eleitorado,  não podem concorrer,  impedidos que estão por falsas condenações.  As  portas das urnas democráticas  estão cerradas  para  

Henrique Capriles, que concorreu com Maduro para suceder ao falecido  Hugo Chávez,  e que perdeu a eleição  de modo bastante suspeito;

Leopoldo  López,  hoje cumpre pena por incitar protestos em 2014,  que é outro pretexto para neutralizá-lo politicamente.   Foi "condenado" a  14 anos de prisão por alegadamente incitar protestos violentos, e hoje, por pressão internacional está em prisão domiciliar;

Freddy Guevara,  ex-vice presidente do Parlamento, está asilado na missão do Chile, após "a Justiça" ter-lhe retirado o foro  privilegiado e havê-lo impedido de deixar o país;   

e Antonio Ledezma, condenado por falsas acusações relativas a violência e tentativas de desestabilização da Venezuela,  conseguiu sair do país em novembro último do país, em rocambolesca  fuga.



( Fonte:  O  Estado de S. Paulo )

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