quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Colcha de Retalhos G 7


                              

STJ solta Joesley e vice-governador de MG


                  O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou,a doze de novembro corrente, a soltura dos colaboradores do Grupo J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, assim como do Vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB),  e de demais presos da Operação Capitu, lançada na semana passada pela Polícia Federal. O magistrado entendeu que as ditas prisões foram ilegais.
                    Também foram soltos na segunda-feira Florisvaldo Oliveira, e Demilton Castro, executivos da J&F.  Ao todo, dezenove presos pela Polícia Federal na Operação Capitu, que investiga suposto esquema de pagamento de propinas na Câmara e no Ministério da Agricultura, foram soltos.
                     A decisão do dia doze foi tomada após o ministro, relator do caso no STJ, ter mandado libertar o ex-ministro da Agricultura Neri Geller e o ex-secretário de Defesa Agropecuária Rodrigo Figueiredo, que também tinham sido presos na dita operação.  Tanto no caso desses últimos, como dos colaboradores da J&F, o ministro entendeu que a alegação de omissão por parte dos delatores não constitui motivo para a prisão.
                        Por outro lado, quando mandou soltar Geller e Figueiredo, o ministro argumentou que a "colaboração do acusado não pode ser judicialmente exigida; é sempre voluntária".  Nesse contexto, o Ministro Nefi Cordeiro, do STJ pontuou que uma eventual ausência de informações na colaboração poderia basear pedido de revisão ou de rescisão do acordo, "mas jamais causa de risco ao processo ou à sociedade, a justificar a prisão provisória".
                           Para o Ministro Cordeiro, "a prisão temporária exige dar-se concretizado risco às investigações de crimes graves e a tanto não serve a omissão de plena colaboração no acordo negociado da delação premial." É de notar-se a propósito que em 2017, o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a anulação dos termos de colaboração premiada de executivos da J&F. O pedido será apreciado pelo STF.


Joesley Batista dispensa fala de R. Janot


                             O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi ontem ao Supremo Tribunal Federal prestar depoimento, mas ex-abrupto a defesa do empresário Joesley Batista, do Grupo empresarial J&F iria desistir de ouvi-lo. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot falaria  no processo em que será decidido se os acordos de delação premiada de quatro executivos  do grupo serão rescindidos.
                              À saída, o ex-procurador-geral não deixou de ponderar que gostaria de ter sido avisado com antecedência sobre sua dispensa para evitar seu deslocamento até a referida Corte: "Por questão de cortesia, eu poderia ter sido comunicado antes."
                               Já para o advogado  Técio Lins e Silva, que defende Joesley, não havia mais necessidade de ouvir o ex-Procurador-geral. E Sua Senhoria assim se expressou: "Foi decisão nossa, prerrogativa da defesa desistir da testemunha a qualquer momento, não existe essa questão de delicadeza."



( Fonte: O Estado de S. Paulo, de 13.XI. 2018 )

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