domingo, 8 de janeiro de 2017

A Fila dos 134 mil pacientes

                              

        Um serviço médico - e não há outra maneira de definir o sistema de saúde pública no Rio de Janeiro - que apresenta para o paciente que dele visceralmente depende uma fila de centro e trinta e quatro mil pacientes, que esperam seja por consultas, seja exames e por fim internação para cirurgia nos hospitais municipais do Rio de Janeiro - o que pode, na verdade, oferecer a esse paciente do futuro?

         Como se assinala que há casos em que o atendimento acontece só um ano após o diagnóstico, pode-se afirmar com seriedade que há real perspectiva de ser tratado ?

        E se for realmente tratado, que perspectivas existem para que esse paciente imaginário saia curado desse suplício, que é determinado pela falência do serviço municipal hospitalar da cidade do Rio de Janeiro?
       


( Fonte:  O  Globo )

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