quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Colcha de Retalhos D 35

                              


Presença de Dilma no Senado


         Tudo indica que Dilma Rousseff está decidida a comparecer ao seu tribunal parlamentar. A data seria o dia 29 de agosto. Acusada de haver cometido fraude fiscal - o que ela nega - Dilma afirma que "será a manifestação de uma presidente julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade"
           A fase final do processo terá início  no dia 25 de agosto. A previsão é que a última votação do julgamento (e a, por fim, decisiva) venha a acontecer na madrugada do dia 31 do mesmo mês de agosto. A previsão, portanto, é que o julgamento dure sete dias.
            A sua presença física tenderá a dilatar de muito o tempo do julgamento. Ela disporá de meia hora (tempo prorrogável...) para discursar. Cada um dos senadores poderá interrogá-la por até cinco minutos. Ela terá o mesmo tempo para responder. Essas informações, dadas por seu Advogado especial, Cardozo, precisam  que ela tem, no entanto, o direito de não respondê-las.
             Como não poderia deixar de ser, para os aliados de Dilma Rousseff, sua presença em plenário poderá influenciar senadores a mudarem os votos respectivos.  Por sua vez, a oposição avalia  que a estratégia pode voltar-se contra a dita, aumentando os votos contrários. O mais provável, no entanto, é que tudo fique como dantes no Quartel de Abrantes (em termos de votos contra e a favor).
              O presidente interino, Michel Temer (PMDB) tenta acelerar o processo para que possa viajar  a um encontro do G20 na China, já como chefe de Estado efetivo.
              Como já dizia o hoje esquecido veterano político mineiro, José de Magalhães Pinto, eleição é coisa que só se comemora depois de aberta(s) a(s) urna(s) e apurado o resultado. Por conseguinte, como não está escrito que os senhores Senadores votarão rigidamente segundo as previsões, a cautela nos ensina a não tomar decisões apressadas,  mas esperar os finalmente.


Os  Mega-Assaltos e a ausência do Poder Público

    
                 Essa nova modalidade de crime - o mega-assalto - pelas suas características deve inquietar e muito a opinião pública.
                 Pois a sua própria realização, com todas as sofisticadas pré-condições de parte do crime organizado, lança muitas dúvidas sobre a capacidade do Poder Público - aonde ele estiver - de reagir contra o mega-assalto, que pelas ditas pré-condições - as quais demandam certos prazos - mostra a arrogância da capacidade criminosa de realizar ações que pressupoem o decurso de tempo, tempo esse que parece não ser utilizado para a pronta resposta dos órgãos do Estado.
                  Segundo descrição da Folha é bom anotar os preparativos para a realização do ato criminoso - no caso assalto a uma empresa transportadora de valores - para o que os bandidos (a) fecharam ruas e avenidas da Grande São Paulo, queimaram carros e caminhões, assustaram moradores com tiroteio de metralhadoras e, por fim, explodiram parte da empresa.
                  Desde março deste ano, o Estado de S. Paulo já registrou outros quatro mega-assaltos dessa magnitude a empresas do ramo acima mencionado, com o macabro resultado de cinco pessoas mortas e pelo menos R$ 135 milhões saqueados.
                   Em mais um ataque do gênero, na tarde da última quarta-feira, oito bandidos foram presos por suspeita de participação na ação acima mencionada nessa madrugada. Foram apreendidas pistolas e quinze fuzis.
                    A audácia desse banditismo achou já oportuno acercar-se da Grande S. Paulo. Para esse gênero de crime, a localidade antes preferida se situava em menores centros, em que a polícia local não dispõe de condições de enfrentar o armamento dessas fora da lei.
                     Surpreende - e preocupa - a lentidão na resposta policial para esse tipo de crime. Quanto mais tempo passe, maior a atração para esses bandoleiros especializados em ações pesadas, as quais para a sua implementação demandam tempo, tempo que pelo visto não aumenta a possibilidade de que venham a ser contrastados por efetivos capazes e à altura desse desafio.


Desemprego no Brasil


                      Ela,  para escapar, tentará engambelar Senadores e o Povo brasileiro,  dizendo o quanto lamenta que a situação esteja como está, já diferente de o que ela tinha feito.
                      Será que se mencionará outra grande realização sua (às avessas, é claro),  O IBGE informa que a taxa de desemprego alcançou 11,3%, contra 8,3%, no mesmo período de 2015.
                       Circunscrito a quatro Estados há um ano atrás, agora o desemprego afeta a dezenove unidades da Federação.
                       O índice do IBGE  ser reporta ao período entre abril e junho.  Contra o mesmo período em 2015 (abril e junho), o desemprego  afeta a mais de 10% da força de trabalho, agora em 19 unidades da Federação.
                        Em todo o País, a taxa de desemprego alcançou 11,3% contra 8,3% no mesmo período de 2015.
                        Conforme se observa, a indústria continua cortando postos de trabalho, apesar dos indícios de estabilização da crise.



( Fontes:  Folha de S. Paulo, O Globo )

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