terça-feira, 31 de maio de 2016

Pif Paf

                                         

Queda na Competitividade

           Continua a crise do Brasil no comércio internacional. De acordo com o Anuário da Competitividade Mundial, nosso país continua em queda livre no comércio exterior.  Em 2010, ano 1° da assunção de D. Dilma, o Brasil era o 38°. Desde então, despencamos dezenove posições. 
           No ranking deste ano, caímos ainda mais.  Estamos na 57ª posição no ranking global da competitividade do IMD (Instituto para o Gerenciamento do Desenvolvimento) à frente apenas da Mongólia, Ucrânia, Croácia e Venezuela.
           Que o Brasil esteja em tal situação, já representa a constatação do atraso em nossos portos, da persistência da burocracia, do peso excessivo dos impostos, além do pessimismo generalizado da classe empresarial, que é um reflexo da crise de governabilidade e ética que o país vive.
            A despeito da Lava-Jato, a crise é também decorrência da corrupção ainda generalizada.
             Talvez o escândalo da presente situação do Brasil no comércio internacional possa ter realce ainda maior se atentarmos para o grupo de países que logramos superar: a Ucrânia, invadida pela Rússia e com uma larvar guerra civil induzida  e a Venezuela, o caso extremo do desgoverno, que a administração Nicolas Maduro simboliza.

Avaliação do Governo Temer

              Miriam Leitão, em sua coluna econômica, emite juízo severo sobre o novel governo Temer.  Talvez a colunista de O Globo tenha calcado demais na tecla da crítica.
               Depois de escrever que "Temer escolheu alguns excelentes quadros para a economia e acertou na direção das primeiras medidas fiscais",  acrescenta que já estaria  colecionando um número impressionante de erros.
              Discordo quanto ao impressionante  no que concerne a erros.  O Ministro do Planejamento, Romero Jucá, foi logo afastado. Quanto ao Ministro da Transparência, Fabiano Silveira, o próprio nome do cargo de sua Pasta já indica muito sobre o excesso de ministérios.
               Se se aumenta o número de ministros, e se criam pastas que pela própria designação já são indicativas da demasia, a possibilidade do erro também cresce.
         
Superávit do Governo Temer

              Em abril, as contas públicas voltaram ao azul.  O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 9,751 bilhões em abril.  No acumulado do ano, no entanto, o saldo das contas continua negativo. Assim, o déficit primário registrado entre janeiro e abril foi de R$ 8,4 bilhões - pior resultado da série histórica do Tesouro, iniciada em 1997.
              Segundo explicou o Secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, abril é um mês em que tradicionalmente as contas públicas têm bom resultado, em razão do calendário de pagamentos de impostos.  O resultado de 2016 também  foi influenciado por fatores sazonais e por mudanças nas regras do programa Minha Casa Minha Vida.
              Ladeira lembrou a propósito  que parte dos repasses do Fundeb - R$ 1,1 bilhão - foi adiada de abril para maio por decisão judicial.  Além disso, as despesas do Minha Casa Minha Vida saíram do orçamento da União, e passaram para o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Isso melhorou em R$ 3,32 bilhões as contas do Governo central.
               Também ajudou a redução nos pagamentos de subsídios, subvenções e Proagro.  Os gastos foram maiores  em 2015 por causa do acerto das pedaladas fiscais. Houve redução de R$ 4 bilhões (96,5%) nos desembolsos dessa rubrica em 2016...


(  Fonte:  O  Globo )

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