sexta-feira, 20 de maio de 2016

Parente na Petrobrás

                   

       Como indica a Folha, a escolha de Pedro Parente, ex-Ministro da Casa Civil de FHC, se insere na estratégia do Presidente Temer de escolher nomes de peso para postos-chave do seu Governo, como o de Henrique Meirelles (Fazenda), Maria Sílvia Bastos Marques (BNDES) e Ilan Goldfajn (Banco Central).
        Em outra boa sinalização, Parente declarou, em entrevista coletiva,  que não haverá indicações políticas na Petrobrás, por orientação do próprio Presidente Temer. Como observou o novo Presidente da Petrobrás (isso)"vai facilitar muito a vida do Conselho de Administração e a minha vida, porque se esse fosse o caso, o que não será, certamente, elas não seriam aceitas".
         O engenheiro Parente substitui Aldemir Bendine, que sucedeu Graça Foster, no início de 2015. A sua principal missão é a de reanimar a estatal que ostenta dívida de R$ 450 bilhões, afundada no escândalo descoberto pela Lava-Jato,
         Na verdade, a Petrobrás pode ser tomada como símbolo das Administrações petistas de Lula e Dilma. Através do Petrolão, sangraram a maior empresa nacional de forma indescritível, na cupidez de seus diretores e da inação de Graça Foster, além do anterior, Sergio Gabrielli tristemente notabilizado pela transação (se se pode empregar tal palavra) da Enferrujadinha, a notória, caindo aos pedaços refinaria de Pasadena, que foi decerto adquirida não por suas qualidades - que não as tinha - mas pelas supostas  oportunidades que ofereceu àqueles que mais pareciam aves de rapina do que pessoas interessadas em desenvolver a nossa grande empresa.



(  Fonte: Folha de S. Paulo )

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