quarta-feira, 18 de julho de 2018

The Day After


                                            

        Um dia depois será que as coisas ficam mais claras? Um dia depois...
          No caso do presidente Donald Trump, será que vinte e quatro horas bastam?
   
        Ele não está mais no salão de Helsinque, ao lado de Vladimir Putin. As feéricas luzes dos lustres gigantes já são impressões do passado.
          O Air Force One, que é símbolo do poder presidencial nos Estados Unidos, já o trouxe para Washington.
           No avião e na Casa Branca, a repercussão de seu encontro com Putin surge muito diversa das reuniões anteriores com outras personalidades.
         Se o silêncio predomina a principio, na sucessão do tempo vem depois a estranheza, as censuras, muitas censuras e, por fim, a generalização do repúdio que carrega consigo o peso de muitas impressões e reações, amálgama de uma larga, ampla,  sentida, por vezes raivosa condenação.
           O presidente, sobretudo o dos Estados Unidos, traz com ele a representação da Superpotência. Ora a sua atitude na conferência de imprensa com o presidente da Rússia surge como o contrário do Líder do Mundo Livre.
      
         Será que tudo isso é passado?
  
          A sua postura surge como  oposta à atitude de já afastado antecessor seu, Richard M. Nixon que, dedo em riste, à frente do então líder soviético Nikita Krushev, expõe com veemência que a velha foto não dissimula a firmeza de sua convicção.  E a entourage do Primeiro Secretário do Partido Comunista, acusa o golpe pela contrafeita surpresa, que ao evidenciar a cena,  fala mais alto, na magia da imagem, ao trazer-nos emoções e convicções que não só a destreza do fotógrafo, mas a firmeza de quem as externa restam como que gravadas para sempre.
           Não é todo dia que isso ocorre.
           Com efeito, o que ontem aconteceu, também foi momento de verdade.           
           Segundo a sabedoria dos Povos, a grandeza de uma foto pode valer mais do que mil palavras.
      
     Quanto à atitude e palavras de Mr Trump, buscando desmerecer de seus expertos, e por conseguinte de seu país, seria melhor que se busque esquecê-las...  máxime se as compararmos às do passado.

( Fontes: The New York Times,  The New York Review )

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