sexta-feira, 17 de março de 2017

Brasil volta a crescer

                           
       Depois de 22 meses de fechamento de  postos de trabalho, o país volta a crescer. Em fevereiro, o saldo líquido foi de 35.612 vagas. E por primeira vez na história, o anúncio  do resultado do Caged (Cadastro geral de empregados e desempregados) do Ministério do Trabalho foi feito pelo Presidente da República, Michel Temer.
        A última vez em que houve saldo líquido de geração de empregos foi no mandato de Dilma Rousseff, em março de 2015, quando, já em prenúncio de tempos ruins pela frente, houve 9.179 vagas abertas.
        Cinco dos oito setores econômicos abriram postos de trabalho em fevereiro último.  O segmento de serviços foi o que mais gerou empregos, i.e., 50.613.


         No entanto, nem tudo foram boas notícias. Na contramão da tendência, o comércio fechou 21 mil vagas, e também na construção civil houve queda de cerca 13 mil vagas.
          Espera-se que o varejo do comércio  volte a contratar em breve, eis que não se sentiu ainda a injeção  de recursos que foi gerada pela liberação de depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
          Quanto à construção civil, o renascimento do setor - que é deveras importante para alimentar a atividade industrial ligada à indústria específica - vai depender de que o ressurgimento econômico corresponda realmente a uma tendência efetiva na estrutura econômica-industrial brasileira.
            Demonstrará, em outras palavras, que a dança do Presidente com a funcionária do Planalto realmente cabia, e não foi apenas arroubo do cerimonial para anunciar um redespertar que na verdade não constitui sintoma enganoso da volta à normalidade e a desejada antiga pujança da economia nacional


( Fonte: O Estado de S. Paulo

Nenhum comentário: