segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Reflexão sobre a Eleição de Suplicy

                           

       Os 301 mil votos dados pela população de São Paulo a Eduardo Suplicy são a afirmação ruidosa, estentórica mesmo, que o Povo sabe muito bem distinguir o joio do trigo.
       Suplicy pode ser taxado de ingênuo por alguns, mas ninguém duvida de seus padrões éticos e de seu carisma político.
       Além disso os quase duzentos mil a mais do que o segundo colocado na disputa para a Câmara de Vereadores em São Paulo é uma ulterior confirmação da capacidade  popular de separar o joio do trigo, e premiar as  pessoas realmente honestas e dedicadas à cousa pública.
        Nesse deserto de valores, Suplicy é avis rara.
         Dada a presente situação do Partido dos Trabalhadores, será decerto muito difícil que o exemplo de Eduardo Suplicy tenha condições de transformar o partido.
         Mas Suplicy - avis rarissima no Partido dos Trabalhadores - surge como a solução possível para empreender a via da recuperação do PT.
        Com o comprometimento de toda a liderança, ele desponta como alguém que pode levar a cabo a promessa de recuperação.
         Não escapará a muitos  quem no passado Suplicy ousou enfrentar nas prévias do PT. Tal lhe valeu reação não pequena, motivada por entrar na arena contra não só o fundador e lider do Partido dos Trabalhadores, senão o próprio monstro sagrado do petismo.
         Se a refundação do PT estiver em causa - como tudo leva a indicar - não há melhor guia para atravessar o deserto e recolocar o Partido dos Trabalhadores nas posições democráticas de retidão e firmeza  que o nome e o passado de Eduardo Suplicy   não só coloca, senão reafirma com o vigor e a autenticidade  que todos conhecemos.



( Fontes: O Globo; Folha de S. Paulo )                 

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