sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Notas da Crise

                      

Nona Fase da Lava-Jato

 
          A Polícia Federal deflagrou ontem a nona fase da Lava-Jato. A ação se fundamenta no depoimento do delator-premiado Pedro Barusco, ex-gerente executivo da Petrobrás e braço direito do ex-Diretor de Serviços, Renato Duque (preso pelo juiz Sergio Moro, foi o único indigitado que logrou obter habeas corpus, dado pelo ministro do Supremo Teori Zavascki).
           Barusco, em sua delação, detalhou a corrupção na companhia e afirmou que o Partido dos Trabalhadores recebeu, de 2003 a 2013, de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões de propina.

           Por isso, a P.F. fez uma visita à casa do Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é acusado de receber diretamente US$ 50 milhões, e por isso foi levado para depor na Polícia Federal. Ele reputa legais as doações recebidas.
           A recepção de Vaccari aos agentes da PF não foi muito amistosa, eis que se negou em abrir a porta. Para adentrar o domicílio os policiais tiveram que pular o muro.

           Barusco, para azar dos corruptos, é metódico. A planilha que apresentou traça o mapa da corrupção com percentuais pagos sobre 87 contratos, e as diretorias envolvidas, inclusive a de Gás e Energia, então ocupada por Maria das Graças Foster (hoje presidente demissionária).
           Contou ele ainda que levava quinzenalmente R$ 50 mil a Renato Duque (o qual nega).

           Para o P.T. todas essas doações foram legais... Assinale-se que o apelido de Duque – My Way – foi utilizado para a operação.

 

Pobre Petrobrás

          Transpirou na internet que Dilma Rousseff indicou como presidente da Petrobrás Aldemir Bendine.  Para evitar as previsíveis reações no pregão, o nome só será divulgado oficialmente quando as operações da Bolsa forem encerradas para o fim de semana.

           Dado o seu histórico no Banco do Brasil, Bendine – se confirmada a dílmica indicação – não é exatamente o grande nome que o mercado esperava.

 

Pezão e Tião Viana no STJ


            Os nomes dos governadores Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Tião Viana(PT/AC) chegaram ao Superior Tribunal de Justiça, consoante petição do Ministério Público como citados na Operação Lava-Jato.

            Em nota, o Governador Pezão refutou ligação com a Lava-Jato, afirmando estar à disposição das autoridades para esclarecimentos. Por sua vez, a assessoria de Tião Viana asseverou que ele nunca teve contato com o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Viana acionou na Justiça o ex-diretor  e os veículos de comunicação que fizeram “tal ilação mentirosa”.
 

O que fazer da nova Capitalização do BNDES?

 
              Depois das capitalizações do BNDES que começaram com Guido Mantega ( a exultância de Lula com o novo brinquedo), e depois continuadas pelo mesmo Ministro sob o dílmico governo, compreende-se e aprova-se o pedido de comparecimento ao Senado de Joaquim Levy para explicar os motivos da nova capitalização no BNDES.

                Trata-se da MP 663, que entre outras disposições, prevê nova capitalização do BNDES. O montante autorizado  pela Medida Provisória é R$ 50 bilhões.  Além do pedido de explicações, o autor da iniciativa parlamentar Senador José Serra (PSDB/SP) apresentou emenda ao texto da MP exigindo transparência nos dados sobre as operações entre a União e o BNDES.

                De forma apropriada, a divulgação de informações sobre as chamadas capitalizações tem sido uma cobrança constante da oposição, e em especial do PSDB.

          
Reunião para  ‘quebrar o gelo’ ?

 
                 Eduardo Cunha se reuniu a pedido da Presidenta com a própria no Planalto.  Participaram da reunião, além do Presidente do Senado, Renan Calheiros, o vice-presidente Michel Temer, os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e de Relações Institucionais, Pepe Vargas.

                Na foto, o Ministro Mercadante ora  sorridente, enquanto estava carrancudo na visita a Cunha, quando da apresentação da formal Mensagem do Executivo ao Congresso.  No instantâneo, desta feita, quem menos sorri semelha ser Cunha.

                 A conversa, segundo foi informado, foi de temas gerais, inclusive relação do governo com o Congresso, e terão pregado a harmonia entre Executivo e Legislativo.

                  Talvez mais tarde o recheio desse diálogo possa ser mais precisado.

 
O PT e as Freiras

 
                Com interessante nota-editorial  de Bernardo Mello Franco sob o título acima, se resume o contraste entre o PT da fundação, em auditório de colégio de freiras, e a festa programada para Belo Horizonte. Tal contraste deveria envergonhar o partido e os respectivos militantes.

                Segundo o ex-gerente Pedro Barusco os desvios (que alimentaram as propinas) ocorreram de 2003 a 2011, assim do início do governo de Lula da Silva ao início do governo Dilma.

                O protagonista desse enredo é o tesoureiro do PT, João Vaccari.  O dito tesoureiro nega tudo, “mas o que ele diz não condiz com o que faz.”

                 Poucas horas antes, agentes da PF haviam tocado sua campaínha na zona sul de São Paulo. Embora os visitantes tivessem em mão um mandado judicial, o petista se recusou a abrir a porta. Os policiais tiveram que pular o muro da casa para conduzi-lo à força até a delegacia.  Na nota em que se refere ao depoimento prestado à PF Vaccari afirma que “há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal”.

 

( Fontes:  O  Globo; Folha de S. Paulo)

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