quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Notícias do Front (XXV)

                               
Dilma e a novela  Lupi

        Dentro do modelo lulista da presidência rei Artur, não bastam os múltiplos indícios que apontam para a viagem do Ministro Carlos Lupi no avião particular King Air, assim como as suas relações com o empresário Adair Meira.
        O cenário dessa fritura ministerial evidencia que a Presidente Dilma Rousseff fará todo o possível para não demitir o Ministro do Trabalho. Não é que deseje mantê-lo no cargo, mas busca lancinantemente ater-se ao suposto figurino da ‘faxina’. Sponte sua, ou obrigado pelas circunstâncias, o ministro da vez escreve a exculpatória carta de demissão e sai afinal de cena.
       Será que as suas responsabilidades constitucionais são assim tão fáceis de ignorar? Chegados a um certo ponto, o risco da farsa se transformar em episódio ainda mais burlesco não é decerto pequeno.
      Que mágica a Presidente espera desse loquaz ministro, após as mentiras sobre o avião e o relacionamento com o empresário Adair Meira ? O malentendido, se existe, se cinge à recusa presidencial de assumir a respectiva competência, ou a liturgia do cargo, nas palavras de seu antecessor José Sarney.
      É hora de dar um basta. Para tudo há um limite.


Vazamento de poço da Chevron

      O vazamente do poço de Campos, explotado pela companhia americana Chevron, vai assumindo características que fazem lembrar outros acidentes nesse ramo de atividade.
     Demorou um pouco a iniciativa de proceder-se a inquérito sobre esse vazamento, dadas as suspeitas de que a empresa estaria ‘omitindo informações’ e as indicações de que ‘o acidente parece mais grave’.
    O figurino seguido pela British Petroleum (B.P.) no Golfo do México será sempre uma possibilidade. Por fortuna, não houve vítimas, afora a flora marinha, e o surgimento de uma mancha que, sempre segundo as fontes do ramo, se estaria dirigindo para o alto-mar.
    Após vistoria feita por sua equipe, o delegado de Meio Ambiente da Polícia Federal, Fábio Scliar, constatou que a Chevron estaria “omitindo informações” e que “o acidente parece ser mais grave” do que vem sendo divulgado pela empresa. Assim, a Chevron informa que o volume total vazado até agora é de 400 a 650 barris, o que é desmentido pela Agência Nacional de Petróleo, que orça o derrame em mil barris.
    Além disso, segundo o delegado, “há muitas inconsistências e mentiras que vêm sendo ditas pela Chevron. O dano ambiental deste acidente é de proporções incalculáveis”.  Comentou o delegado que funcionários da Chevron  teriam informado não haver previsão para conter o vazamento. Nesse sentido, a rachadura no solo de onde está vazando óleo, no fundo do mar, tem extensão de 280 a 300 metros.
    Pelo visto, como a Presidente, alvitrando estarem as posições muito radicalizadas, e já mandou vir a bacia com água para lavar as mãos, só mesmo os parvos podem acreditar que Sua Excelência vá mexer alguma palha em defesa dos estados produtores. Enquanto os demais participam do banquete dos lucros, aos estados produtores (e o RJ em particular) fica só com os riscos.
    Pelo andar da carruagem, a única solução de elementar justiça é submeter ... à Justiça – no caso o Supremo Tribunal Federal – dada a pândega legislativa com as emendas Ibsen Pinheiro e quejandas – para defender os direitos dos estados produtores, que se ficarem por conta da multidão dos estados não-produtores  não terão a menor chance de serem respaldados.



( Fonte: O Globo )

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