quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Secos & Molhados: Governo errático

                          

        Como no governo de dona Dilma, as regras são mudadas a toda hora, mais este episódio no Armazém Mantega & Cia.  não deve causar espécie, pois na verdade mantém o retrospecto, o que vale dizer nada é firme, e tudo fica sujeito a chuvas e trovoadas.
         Vejam, ilustres passageiros que o tipo faceiro de Guido Mantega nos apronta mais uma confusão. Recordam-se, sem dúvida, da decisão da Fazenda de suspender pelas montadoras certas medidas de segurança – que são regulamentares em muitos países – a pretexto de que a sua introdução encareceria os veículos.

         Provocou muitas dúvidas e não poucas observações negativas de que o intuito da administração de manter baratos os preços dos veículos a obrigasse igualmente a suprimir medidas de segurança automobilística (no caso airbag e freios ABS).
        Agora, o Ministro Guido Mantega volta atrás, e diz que as peças de segurança serão, afinal de contas, instaladas. A sua inclusão estava prevista desde muito, mas foi cancelada de repente, sob a rationale de manter baixos os preços (além de preservar os empregos).

         Esse estilo amadorista de governo, em que nada é certo (nem aquilo que está predeterminado na legislação) só contribui para gerar confusão. Nessa tática varejista – que se repete nas desonerações fiscais de certos produtos – só se aumenta a incerteza do capital, que não sabe o que vai ocorrer. E esta uma das causas principais do antigoverno de D.Dilma Rousseff.
         Se há setor em que a segurança é elemento fundamental, é na economia. A propósito, me recordo da frase de um velho amigo ‘nada é seguro no subdesenvolvimento’.

         Esta verdade, própria dos países e das economias subdesenvolvidas, seria de pensar que dela estivéssemos livres, porque com o desenvolvimento viria a certeza de que se encarregam as autoridades de transmitir aos agentes industriais, aos investidores, ao capital, e ao público consumidor.
          Se, no entanto, mudamos as regras a cada questão, esse voluntarismo na economia só tende a gerar confusão e, o que é pior, insegurança nos agentes econômicos...

          Será que, ao invés do improviso como regra um, e da inexistência, em princípio de determinações seguras e confiáveis, como regra dois, nos esforçássemos em reestabelecer a ortodoxia econômica e financeira, como regra única, revogadas as disposições em contrário ?
          Se nos livrarmos do errático e do voluntarista, que tal a experiência adquirida e o dever de casa bem feito?  Assim, até em reuniões internas da Secretaria do Tesouro não se increparia ao chefe – que quer apenas agradar sua Chefa – artifícios, lambanças, improvisações e contabilidades criativas nas contas fiscais...  

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