segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Wilson Witzel: a zebra do 1º Turno


            
        Witzel surgiu praticamente do nada político  para, com a ajuda de um ex-colega de farda,  o candidato presidencial Jair Bolsonaro, fazer a surpreendente arrancada de ultimíssima hora, que o leva à disputa com o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), no segundo turno (28 de outubro).
           A experiência em política desse natural de Jundiaí (SP), não chega a oito meses, desde que abandonou a toga para filiar-se ao PSC, e disputar a governança fluminense.
            Como não dispunha da opção  de afastar-se, Witzel foi obrigado a pedir a exoneração da carreira de juiz federal, em fevereiro, para concorrer no Rio. Era um caminho sem volta, após 17 anos de carreira estável.
             Para ele, o momento mais difícil foi contar à esposa, Helena, que abandonara o Judiciário.  Preocupado, preferiu dar a notícia somente depois  de entregar a carta de exoneração.
            Passara por diversas varas, começando em Vitória, e foi substituto na 8ª Vara Federal Criminal do Rio, da juíza Valéria Caldi, atuou em turmas recursais de juizados especiais, e foi titular da 6ª Vara Cível, no Rio de Janeiro, seu último cargo.
              De duas semanas para cá, amigos do candidato montaram uma rede de apoio no WhatsApp. Desembargadores, juízes e policiais numa espécie de corrente, enviaram muitas mensagens com a apresentação do novato, estimulados pela pesquisa Datafolha do dia cinco, em que o ex-juiz Witzel e Romário aparecem empatados com 17%.
                Naquela altura, os organizadores já acreditavam que seria possível ultrapassar o ex-prefeito do Rio.

( Fonte: O Globo )

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