sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bate-Pronto (IV)

                                      
 
Loretta Lynch

 
        O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell (Ken/Rep) afinal permitiu fosse avaliada a designação de Loretta Lynch para Attorney General. E, como se esperava, ela foi aprovada.

       Pela relativa presteza da ação do Senado dominado pelo GOP, verifica-se que funcionou o rompante do Presidente Obama, a que já me referi. No caso, o “chega!” (enough) foi atendido pela maioria republicana...

 

Crise ou desculpa?

        O Governador José Ivo Sartori (PMDB), do Rio Grande do Sul, resolveu adiar o pagamento da  dívida do Estado com a União.

         Por sua vez, F. Haddad (PT), prefeito de São Paulo, contesta o pagamento da dívida à União na Justiça. Como se verifica, serve-se do mesmo expediente que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes  (PMDB).

 

Pizzolato

 
         O governo italiano autorizou a 23 do corrente a extradição de Henrique Pizzolato.  O Brasil tem um prazo de vinte dias para cuidar do transporte do réu foragido do Mensalão.

 

A  Inflação  de  D. Dilma

 
        A taxa de juros do cheque especial bate nas alturas.  É a maior desde  1995.  Pela irresponsabilidade do Dilma I, a inflação leva a taxa do cheque especial a 220,4% a.a..

        Já, caro leitor, no caso de preferir o cartão, lembre-se que aí a taxa de juros ascende  a 345,8 % ao ano.

 

O Affaire Petraeus

 
        O general David Petraeus  era o Chefe da CIA e tinha bela carreira pela frente, com a previsão de outro posto importante no governo Barack Obama.  Tudo foi para o brejo quando ele teve a brilhante idéia de dar pleno acesso (inclusive amoroso) a uma jornalista americana, Paula Broadwell, que escreveria artigo sobre a sua missão no Afeganistão.

        Como essa fonte teve acesso indevido à matéria confidencial, Petraeus foi processado por infração à segurança nacional. O promotor pediu pena de prisão, mas o então Attorney General (Procurador-Geral) Eric Holder  recomendou a probation (suspensão das respectivas funções), e o juiz seguiu tal orientação.        

 

( Fontes:  site de O Globo;  CNN )

Vendendo o Futuro

                          

        A fórmula poderia ser mais ampla, dadas as óbvias implicações da tragédia da Petrobrás não só com as suas perspectivas no futuro próximo, mas também com o passado digamos recente que está por detrás de o que ocorreu com a maior empresa nacional.

        Aldemir Bendine, que é o novo presidente da Petróleo Brasileiro S.A., “vem a público pedir desculpas pelo que aconteceu na Petrobrás nos últimos anos – ele, que chegou à presidência da estatal há pouco tempo e nada tem a ver com o que se passou,(...), o que dizer de Dilma ou Lula, responsáveis diretos pelo descalabro de corrupção e má gestão, uma consequência da outra, que dominou a empresa nos últimos doze anos?”

         A pergunta de colunista de O Globo não é só decerto retórica, pois muita coisa carece de ser determinada. Por enquanto, a eventual responsabilidade no escândalo da dupla e notadamente de sua maior figura vem sendo tratada de modo facecioso e brilhante pelo cartunista Chico Caruso. A comicidade, sobretudo porque tangencial, é uma forma de versar questões espinhosas. Nesse sentido, a sátira – representada pelos bobos da Corte – foi a fórmula primeva de levantar, nas cortes de antanho, tópicos de interesse geral da sociedade, e que concerniam à figura do Rei.  

          Para acentuar o caráter divino dos imperadores chineses, eles despachavam com os representantes da corte através de um biombo, que lhes assegurava a invisibilidade, e o caráter impessoal das respectivas determinações. A Imperatriz Viúva Cixi (1835-1908) que reinou durante décadas e que trouxe a democracia para a China, se valeu desse costume até aboli-lo na prática no período final de seu reinado. Pelo que fez, e pelo que enfrentou, é uma figura até hoje pouco conhecida. Diante do temor que os atuais gerarcas chineses tem diante da democracia, a ponto de mandarem para masmorra interiorana  o autor de moderada proposta de abertura, Liu Xiaobo,  que se tornaria o Prêmio Nobel da Paz de 2010 O povo chinês, por enquanto, o conhecerá de forma nebulosa (e como ameaça à estabilidade governamental) pois ousara trazer o ideal da democracia para o Império do Meio.

           Mas deixemos, para a pasta do Futuro, esses acertos que pairam no horizonte. O senhor Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e indicação de dona Dilma, quer de certo modo empenhar o futuro para resgatar o presente da ainda maior empresa nacional. Admite-se, por isso, vender até fatias do pré-sal.

           Em entrevista para Miriam Leitão, o presidente Bendine admitiu: “No primeiro trimestre, sim, o impacto do dólar elevará a dívida. A alavancagem deve subir para 5. Para o ano, deve estabilizar, num cenário de dólar a R$ 3,30.”

           Nesse quadro,  uma relação entre a dívida e a capacidade de geração de caixa em 5 anos é mais do que os atuais 4,7 e o dobro do que é considerado normal, que é 2.5, como assinala a cronista.. Mesmo assim, segundo afirmou Bendine, a empresa continua sendo  financiável. Refere  ter recebido várias propostas de linhas de crédito, e fechou com aquelas que não tinham custo superior ao dos bonds (do Tesouro Americano).        

            Na sua entrevista, o novo presidente da Petrobrás pintou com cores róseas a exploração e explotação do pré-sal. Declarou que 80% dos investimentos serão em exploração e produção, a maior parte no pré-sal (minha a ênfase), que afirma ser extremamente atrativo.

            Ele explica a estratégia: “não vamos abrir um campo atrás do outro, os campos que já perfuramos serão explorados. Quanto maior a escala, mais o custo diminui. Há interesse internacional no pré-sal, tanto que a Shell comprou a BG atrás desses ativos. Mesmo com a queda do Brent, a exploração do pré-sal continua atrativa e nós temos uma belíssima reserva.”

             Bendine  não vai desvalorizar os respectivos ativos. Nesse contexto, surge a notícia – cabeçalho do Globo de hoje – que a Petrobrás admite até vender fatias do pré-sal (a empresa diz que pretende ‘compartilhar riscos’ para gerar caixa rapidamente).

             Não se há de esperar que na situação em que a Petrobrás foi deixada pelo irresponsável Petrolão petista, que Bendine não vá pintar com tintas róseas o pré-sal já descoberto. De um lado, porém, a sua explotação, em termos de rentabilidade, depende do valor atual do Brent, que se continuar caindo pode tornar antieconômica a explotação do pré-sal.

             Por outro lado, menciona-se na imprensa que a Petrobrás pode ir até à alienação de fatias do pré-sal para fazer caixa. Aí mora o perigo, pois entramos na faixa perigosa de alienar para o futuro parte do patrimônio da Nação. Nesse contexto, se estaria alienando o futuro ou parte dele, para pôr nos eixos a Petróleo Brasileiro S.A., descarrilada pelo Petrolão.

              Se o prejuízo semelha descomunal, deveria encontrar-se meios de responsabilizar todos os culpados por esse magnicídio. E tal se deveria à impressão que subsiste de que neste magno escândalo muitos ainda não foram indiciados, ou sequer chamados.

 

( Fontes: A Imperatriz de Ferro, de Jung Chang, Cia. das Letras, 2013; Colunas de Miriam Leitão e Merval Pereira; O Globo )

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Farra da Corrupção


                                        

        O novo presidente da Petrobrás, nomeado por dona Dilma, Aldemir Bendine, declarou : “A gente está com sentimento de vergonha por tudo o que presenciou.” Dando nota de esperança, também afirmou: “Os valores da corrupção são recuperáveis. À medida que forem sendo pagos, entrarão no balanço.”

        Pode ser até que sejam totalmente recuperáveis, mas há dois pontos que não o serão: a mancha – ou a sárcina – da corrupção: R$ 21, 6 bilhões de prejuízo em 2014, e a perda de R$ 6,2 bilhões, atribuída diretamente à corrupção, posto que registrada pundonorosamente a “pagamentos indevidos).

        Há 23 anos, desde 1991, em plena inflação, que a Petróleo Brasileiro S.A.  não registrava prejuízo. Quanto ao negativo, o que a corrupção levou é muito mais do que uma virtual reposição dos valores. Além de não serem totalmente recuperáveis – sobretudo pela demora na devolução, acarretada pelos percalços da via judicial – há algo mais do que as quantias supostamente redondas.

        O mais grave é a marca maldita da corrupção, que sacode e fere a grande empresa, e a joga por não se sabe quanto tempo na ralé das firmas de là bàs (cafundós do terceiro mundo), em que os nédios dividendos são o disfarce das contas mal feitas. Confiança é cousa que não se constrói da noite para o dia, e é bom que o Povo brasileiro saiba com lição passada e repassada a quem se deve esse crime descomunal contra a economia brasileira, e sobretudo contra a nossa maior empresa, a que por mais de doze anos os governos do PT, com Lula da Silva à frente, e seguido por sua criatura,  Dilma Rousseff sujeitaram a uma dieta de apaniguados políticos, a que se juntou a infame romaria, à cata de favores de toda ordem, aos gabinetes de direção da Petrobrás.

         Esse gado político, em que os guias não se distinguem da raia miúda, se descoberto costuma choramingar lisuras passadas e injustos agravos presentes.

         Entrementes, um olhar, ao mesmo tempo severo e patriótico – deve cuidar para que não se repitam os “erros” do passado, nem as práticas que a eles conduziram. A Petrobrás é ainda uma grande empresa. Criação de Getúlio Vargas – lembrem-se que este morreu honesto, como honestamente governara o nosso Brasil, e não trepidou no sacrifício extremo para que não se lhe manchasse  a memória. E como o entendeu bem o Povo brasileiro, enquanto o champagne da oposição raivosa se quedava, inútil, na garrafa,  essa mesma gente transformou o 24 de agosto de 1954 em magna data da Nacionalidade. De minha parte, não sei se viverei o bastante para vê-lo transformado em feriado, acostumado que estou a ver desperdiçado esse dever das assembleias, que ao ver preferem sancionar projetos de comemoração por políticos demagogos de datas desprovidas de qualquer significado – a Petróleo Brasileiro S.A. não é propriedade de partido político, mas do Brasil. Ao Povo Soberano interessa que se confie as suas diretorias nem a políticos, nem a carreiristas, mas sim à gente honesta e experiente no mister. Dentro do esquema pútrido do Mensalão e agora do Petrolão, que esteja a boa gente brasileira atenta a que não se jogue aos cães e aos amigos do alheio o patrimônio e os negócios da Petrobrás.  

           Se hoje os números da grande empresa assustam -  baixa de R$ 44,6 bilhões no patrimônio (devido à desistência de alguns projetos). A maior perda foi a do Comperj e surpreende, como já assinalou, Miriam Leitão, a volubilidade e a irresponsabilidade mesmo que caracterizaram o cometimento. Esse Comperj ( R$ 21, 8 bilhões)   junto com a famigerada Refinaria de Abreu e Lima (R$ 9,1bilhões) têm a pesada pegada da corrupção, quase aberta, tão aparente a desfaçatez com que os projetos eram mudados e aumentados. Nesse contexto, é oportuno citar a Folha de S.Paulo, no seu suplemento Mercado: “Idealizadas no governo Lula para agradar (sic) políticos aliados, os custos de construção dessas refinarias explodiram por conta de falhas de planejamento e do cartel.”

          A Petrobrás pertence ao Povo brasileiro, e por isso não deve ser feudo de nenhum partido político. Que se abram as portas para a saída dos políticos de partido. É hora de pôr um limite à corrupção, seja ela distributiva, seja ela setorial.

         Só a velhinha de Taubaté desconhecia que havia sérios problemas com a Refinaria Abreu e Silva.  Só ela mesma seria capaz de inocentemente autorizar a incrível compra do ferro-velho de Pasadena.

         Há notícias de que em Wall Street, o valor das suas ações claudica. 

         Se a PriceWaterhouse afinal concordou em aprovar o balanço,  é hora que aqueles que por boa fé e até patriotismo investiram na nossa maior empresa, apertem o cinto, esperem por melhores dias, e confiem na leda e doce promessa de que desta vez tudo vai ser diferente.

          Sabemos que a Petróleo Brasileiro S.A. dispõe de Conselho de Administração com conselheiros pagos decerto com polpudos jetons. É de esperar-se que doravante cumpram com a sua missão, que não é a de fazer ouvidos de mercador às informações colhidas. Todos recordamos a reação da sua então Presidente, Dilma Rousseff, acoimando de insuficiente – ou vá lá o que seja – parecer sobre a aquisição da refinaria de Pasadena. Dadas as garrafais discrepâncias, o assunto não deveria cercear-se a um despacho raivoso, publicado em jornal, em que se censurava, com brutal atraso, as bases de parecer de conselheiro.

            O juiz federal Sérgio Moro, como refere a Folha, já condenou seis réus a ressarcirem a estatal em pelo menos   R$ 18 milhões.  Se os “pagamentos indevidos” montam a R$ 6,2 bilhões, feitos a ex-funcionários e empreiteiras (acusados de participar de cartel para superfaturar as suas obras), há uma enorme trilha a percorrer.

            Além da baixa em R$ 44,6 bilhões nos seus ativos, porque a estatal acabou desistindo de projetos maiores para preservar o caixa.

             A divida total da Petrobrás ascende a R$ 351 bilhões (aumento de 31%). Em dólares , a dívida líquida da companhia chega a US$ 106 bilhões.    

             Como assinala Miriam Leitão em sua coluna, e como lembra a empresa, 80% da dívida está em moeda estrangeira. E, nesse contexto, a colunista recorda a ascensão do dólar estadunidense: no final de 2013, o dólar valia R$ 2,34; no fim do ano passado, foi cotado em R$ 2,66. A subida continua, porque no primeiro trimestre deste ano o dólar passou da casa de R$ 3,00. A dívida tende a subir, por conseguinte, um tanto mais, embora se deva descontar o efeito especulação de más notícias, que podem ser revertidas até certo ponto.

             Outro índice que piorou é o da alavancagem da empresa, medido pelo endividamento líquido e o seu patrimônio líquido, com um salto de 39% para 48%. Assim, a relação da dívida líquida sobre a geração operacional de caixa, Ebitda, pulou de 3,52 para 4,77 anos. Isso está muito acima do limite máximo recomendado pelas Agências de Risco, que está na casa de três anos.  Em outras palavras, a Petrobrás continuará tendo dificuldades, e carece de fazer longo trabalho para voltar a ter confiança do mercado e melhorar seus indicadores.      

              Por fim, Miriam Leitão fala que entre os desafios a serem arrostados pela Petrobrás estão as disputas judiciais.  São investidores que buscam na Justiça reverter o impacto da corrupção em seus ativos. Há ainda o efetivo negativo da crise sobre os investimentos que estavam previstos no setor de óleo e gás.

              Em um cenário internacional desfavorável – queda nos valores da matéria prima petróleo, o que pode afetar diretamente a explotação do pré-sal, que demanda altos custos comparativos e, portanto, depende muito em termos de rentabilidade, da cotação internacional do barril de petróleo – a feição judicial será decerto imponderável.

              Se não é provável um cenário argentino, ele é possível. Com os chamados fundos abutre, tampouco se pode afastar o perigo de ações de grandes bancas de advocacia estrangeira a perseguirem fins pouco confessáveis.  Dentro os imponderáveis, estão  juízes de New York, cuja visão pode ser suscetível de ‘envenenamento’ por bancas demasiado ambiciosas e apoiadas em discutíveis informações colhidas no lúrido mercado do subdesenvolvimento. 

        A encruzilhada em que se acha a Petróleo Brasileiro S.A. é, em fim de contas, simples: se se opta pelo bom caminho, e encarregamos técnicos (e nunca políticos de partido) da presidência da nossa maior empresa e de seus inúmeros departamentos, o trabalho de refazer a grande companhia continua enorme e desafiante, mas há pelo menos a esperança de levá-lo a bom termo, com a sua recuperação plena.

          Se, no entanto, a presidência da república – seja quem for a autoridade responsável – optar pela via encomendada por Lula da Silva, ao assumir a Presidência da República, em 2003, tudo continuará na mesma. Se são desaconselháveis as peregrinações dos políticos aos gabinetes da Estatal,  se deve sobretudo evitar confiar a políticos de quaisquer partidos a responsabilidade de gerir os departamentos em tela. Nesse particular, a herança de Lula deve ser evitada a todo custo. Quanto aos outros desenvolvimentos, que um assalto de tais proporções ocasionou, não deveria ficar por isso mesmo.

              Ou será que para nossa vergonha e dissabores tudo ficará como dantes no quartel de Abrantes?

 

(Fontes:  O  Globo, Folha de S. Paulo,coluna de Míriam Leitão)     

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Notícias direto do Front

                                  

Condenação do ex-presidente egípcio

          
          Mohamed Morsi, dirigente da Irmandade Muçulmana, eleito presidente  em 2011, foi deposto pelo exército em 2013. Na prisão desde então, foi agora condenado a 20 anos de reclusão. Em eleição posterior, o comandante do exército, o general Abdel-Fattah el-Sisi  assumiu o poder. Restaurou-se, assim, o modelo autoritário egípcio, em  vigor desde o golpe militar  que derrubou o rei Faruk em 1954. Como nota irônica, el-Sisi se tornou o comandante do exército por indicação do Presidente Morsi.

          A  Anistia Internacional, no seu ramo árabe, considerou  o julgamento uma ‘fraude’. Pela descrição dos observadores, o processo judicial foi falho e as provas, na melhor das hipóteses, frágeis.

           Esta foi a primeira sentença em quatro processos, a que deverá submeter-se o ex-presidente. Dado o animus que prevalece entre os acusadores – que se referem aos réus como “o grupo depravado” - não está excluída a aplicação da pena de morte em alguns das três ações vindouras.

           Sisi prometeu esmagar a Irmandade Muçulmana – movimento islamista com 87 anos de existência. Como esta sociedade tem longo histórico de perseguições a ameaça do general tem um árduo caminho pela frente.

           Em revanche, o corrupto grupo do ex-ditador Hosni Mubarak, seus filhos e membros do governo, logrou derrubar todas as acusações que contra ele pendiam, inclusive a morte de manifestantes pró-democracia.

           A diferença de parâmetros entre os acusados da Irmandade Muçulmana e a sociedade em torno de Mubarak – estes últimos absolvidos de todas as imputações – não deixa no povo egípcio  impressão forte de que está sendo feita justiça.

           Morsi cometeu muitos erros no seu ano de presidência. Mas nenhum deles se compara com a cleptocracia do clã Mubarak, nos seus trinta anos de exercício inconteste do poder, depois do assassínio de Anuar el-Sadat.

 
O  PSDB e o Impeachment de Dilma Rousseff   

 
          Há indicações fortes de que nesta sexta-feira, se chegará a uma decisão no que concerne à opção pelo impeachment da Presidente. O processo decisório do alto tucanato nem sempre segue uma trajetória linear.

          Quando houve o parecer do Tribunal de Contas da União de que as chamadas pedaladas de Guido Mantega e Arno Augustin  poderiam implicar no impeachment de Dilma Rousseff, houve o imediato levantar de escudos e febril agitação de lanças nas ameias do Palácio do Planalto. Inquieta, Dilma acionou uma tríade de defensores – o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o Advogado Geral da União, Luis Inacio Adams, e o Procurador-Geral do Banco Central, Isaac Ferreira. No entanto, malgrado a febril – e por vezes apressada reação – das três autoridades,  o front palaciano assinalaria um certo alívio, por reações no campo tucano contrárias àquele caminho para o impeachment.

               Fernando Henrique não hesitou em manifestar-se contra o impeachment, se baseado no parecer do Ministro José Múcio do TCU. Do mesmo parecer, mas talvez por outras razões mais pessoais, o Senador José Serra também se expressou contrariamente ao emprego das ditas pedaladas como base para impeachment.

              Como foram os primeiros, deram a impressão de que Aécio Neves seria abandonado pelo partido, se o candidato se aferrasse àquelas razões para pôr em movimento o mecanismo do impeachment.

              Essas fontes, no entanto, se terão precipitado, porque tomaram a tomada de posição de dois notáveis, como se fora o sentir do alto tucanato.

               E foi nisto, que, ao parecer, as coberturas avançadas erraram por precipitação. Interpretaram o voo de duas andorinhas como se fosse o prenúncio de uma fundamentada decisão partidária.

               Ao que as fontes jornalísticas semelham apontar, o mineiro Aécio não se precipitou. Há uma retaguarda por trás do candidato. Se terá êxito ou não, é outra estória. Mas desde já o PSDB não sobe na cerca para ver o circo passar, e, quem sabe? por milagre abrir alas para o porta-estandarte tucano. Assim, o cenário  pós-estouro do Mensalão não se repetirá.

               Se a infernal maquinaria do impeachment for acionada, e se se chegar aos finalmente, o próximo da vez em assumir a presidência, enquanto Vice-Presidente, é Michel Temer.

 

( Fontes:  O Globo, Folha de S. Paulo )  

O Esvaziamento de Dilma Rousseff

               

        Não me apraz escrever estas linhas. Os meus leitores são testemunha que, quando possível, e levado por essa má conselheira que atende pelo nome de esperança, escrevi blogs em que a elogio, e lhe faço bons votos.

        Não que sejam muitos esses artigos, mas sou brasileiro, e confesso que gostaria de um sucesso seu, se tal redundasse em favor de nosso país.

        Mas os erros, ela os comete a mancheias.  O primeiro mandato, em outro país a teria condenado. Aqui, suas loucuras e prodigalidades foram apresentadas por paisagista de primeira, e as eventuais críticas cerceadas pela autoridade competente, que, dentro do atual aparelhamento dos órgãos públicos, cuidou de evitar que candidata de oposição dispusesse sequer de direito de resposta à propaganda enganosa.

       A par disso, a cara de pau funcionou, a mentira desassombrada armando as negativas, e as promessas... ah, as promessas, delas cuidam para mais além do dia em que o diploma já está na bolsa.

       A reeleição é invenção do diabo, sobretudo em país subdesenvolvido. É a grande aliada dos titulares em exercício. Grande corruptora, para quem postula ser reeleito, já costuma sair na frente nesse páreo, e ele (ou ela) carece de ser muito ruim para perder  reeleição.

       Embora o seu primeiro mandato não tenha sido maravilha, por subterfúgios, marqueteiros e prazos, ela logrou cruzar a meta com pequena vantagem, porém suficiente para garantir-lhe o segundo mando.

       Nessa eleição, estava decerto presente o deus ex-machina que é padroeiro dos que postulam o segundo mandato.  Ela devia o primeiro ao seu criador Lula da Silva, que nutria muitas dúvidas sobre a sua continuação. Dilma, no entanto, deve tal benesse ao singular achado do próprio benfeitor, que, na propaganda, a promoveu de chefa de gabinete a gestora de governo. Pensava o fundador do PT que a sua escolha o garantiria quatro anos depois. Ledo engano! Ao alçar às alturas a neófita política, cuidava de ter controle no próximo encontro com as urnas.

       Lula, o magnífico, esqueceu-se, porém, de dado importante. Ao designá-la e entronizá-la, ele cedia o respectivo poder à criatura. Valendo-se, então, dessa mesma força e respectiva aura presidencial, Dilma sabia que disporia do empurrão  da continuação, estando já nas alturas. E, numa lição amarga e sobretudo inesperada ao criador e mestre, ele teve de consolar-se com a condição (que abraçara voluntariamente em 2010),  de ex-mandatário.

       Agora, lançados os dados, a sorte muda de aspecto, e mais aparece como velha desgrenhada, que rola no brejo das pesquisas, as quais soem trazer os erros, cabeludos ou não, do primeiro mandato da Presidenta.

       No governo inicial, encetado sob a expectativa que cerca, ansiosa, os neófitos, ao invés de acertos, ela acumulou erros e falsas promessas. Se o pior viria depois, a sua fé de ofício já registrava a volta da inflação, que muitos julgavam exorcizada pelo Plano Real.  Pensando que tal programa fosse coisa de partido – o detestado PSDB – e não obra da Nação, de forma tão ruinosa quão irresponsável, passou a empregar a retórica para combater  a carestia, enquanto se divertia em plantar ventos que breve virariam tempestades.

         Conseguindo postergar pelo tempo necessário o relógio das críticas e da verdade, ela continuou pensando estar no poder. Sem dúvida, Dilma Rousseff permanece como moradora do Alvorada, e primeira funcionária no Palácio do Planalto.

         Sem embargo, da margarida do mando efetivo, neste momento lhe resta pouco. Perdeu primeiro, por inépcia política de seus favoritos, a presidência na Câmara, que passou a um desafeto seu.

         Em seguida, a sua trajetória imita o desfolhar daquela flor. Se antes tivera de convocar para a Fazenda e o Planejamento, técnicos respeitados, com a missão de desfazer o que aprontara no quadriênio passado, os malogros no Congresso, e a frágil construção de sério candidato ao mais medíocre dos gabinetes da República, lhe iriam afundando a barca e a constrangendo a melancólicos recuos.

        Se há uma terceirização discutida em Câmara e Senado, a Presidenta do primeiro mandato se viu forçada a terceirizar as respectivas funções, passando ao Vice-Presidente  Michel Temer o encargo de negociar o apoio no Congresso.

        De repente o presidencialismo da Constituição Cidadã de Ulysses Guimarães, vira parlamentarismo. Dizer que os escândalos – de que o Petrolão, pela irresponsabilidade de lançar a Petrobrás nesse beco infame, conserva a primazia – circundam esse governo do PT, é dizer pouco.

         Na verdade, eles estão na sala de espera. Do colarinho branco aos desgrenhados, tanto a sua paciência, quanto o trabalho da Justiça, ou aparecem em polvorosa, ou avançam em rumos que nada de bom semelham prometer para a ainda flamante segunda administração de D. Dilma Rousseff.

 

( Fontes: O Globo, Folha de S. Paulo )

terça-feira, 21 de abril de 2015

Secos e Molhados (II)

                                      
 
Fundo partidário

 
          Segundo assinala o Painel da Folha, a pressão maior para que Dilma sancionasse o Orçamento de 2015 sem vetar a emenda que triplicou os repasses para o fundo partidário veio sobretudo do PT. Pela circunstância de haver sido o seu tesoureiro preso e temer ter as contas bloqueadas em ações na Justiça Eleitoral e outras decorrentes da Operação Lava-Jato, o Partido dos Trabalhadores tampouco poderá contar com doações de empresas por decisão do próprio diretório nacional.  Note-se, outrossim, que esse partido deverá ser, junto com o PMDB, o maior beneficiado pelo brutal aumento da verba.  Mais sobre o assunto se lerá no blog hodierno  O Flagelo da Partidocracia.

             Na proposta original, oriunda do Poder Executivo,  estavam destinados ao Fundo R$ 289,5 milhões. Sem embargo, o solícito relator do Orçamento no Congresso, o Senador Romero Jucá (PMDB-RR) elevara o montante para R$ 867,5 milhões.  Tinha decerto razão Magalhães Pinto quando dizia que política era como nuvem...

 

Debate tucano sobre Impeachment

          
             Há algo de bizantino nas polêmicas internas do PSDB sobre a utilização do impeachment. Até hoje desperta desconforto a enorme calinada tucana, no que concerne ao impeachment – que não houve - de Lula, quando este chegou a ir à tevê para pedir chorosas desculpas à população pelos erros cometidos à conta do partido. Então, o grêmio tucano, na expectativa de que o desprestígio fosse bastante para que as urnas o condenassem, optou por nada fazer, em termos institucionais, embalado pela doce ilusão de que Lula se atolaria nos próprios erros, e dessarte perderia a eleição.

             Se bem sabemos como terminou esse ledo engano, fica mais complicado escarafunchar os motivos da atual polêmica, que, ao contrário das aparências, nada tem de acadêmica.

              No PSDB, muita vez se parece temer mais o avanço de uma corrente partidária do que o de outro adversário. Hoje se digladiam através da imprensa, de um lado FHC e o Senador José Serra: “Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto?”; e de outro, o candidato derrotado, Aécio Neves, que não exclui a possibilidade da discussão (“O TCU afirma que houve crime. (...) Se considerarmos que houve crime de responsabilidade, vamos agir segundo a Constituição”).

              Não há de surpreender, por conseguinte, que as declarações de FHC (e as de Eduardo Cunha, Presidente da Câmara, que é do PMDB) tenham levado água para o moinho do Planalto. A avaliação das fontes palacianas (todas elas sob o confortável véu do anonimato) é que tais contradições vão tirar “fôlego” das articulações da Oposição.

               Com amigos desse jaez,  Aécio Neves carecerá acaso de inimigos ?

 

Tragédia mediterrânea 

 
            Diante da magnitude do naufrágio de pesqueiro com setecentos imigrantes clandestinos africanos a bordo, os lideres europeus acertaram operação conjunta, abandonando a inação anterior.

             A principal medida visa a coibir a utilização de barcos empregados para a fuga.  A autoridade europeia aprovou a apreensão e eventual destruição das embarcações empregadas para o comércio do desespero, as quais, em geral, se acham em péssimo estado. Dada a superlotação que caracteriza esse comércio (por conta da ganância dos armadores e o baixo poder econômico dos usuários), não é difícil restringir a oferta para esse transporte macabro.

             Depois do sinistro da véspera, foram apreendidos e resgatados outros dois barcos, um na ilha grega de Rodes, e outro entre a Líbia e a Itália.  Segundo a ACNUR (agência das Nações Unidas para refugiados) 13.500 pessoas foram resgatadas entre dez e dezessete de abril (mil é o total aproximado dos que morreram afogados durante o corrente mês de abril).

             As estatísticas das Nações Unidas frisam a gravidade da situação, definida pelo governo de Roma com o dramatismo do “fora de controle”.  31.500 pessoas já tentaram, em 2015, a travessia do Mediterrâneo, dentro da precariedade dos barcos disponíveis. Em 2014, foram 218 mil, mais de quatro vezes o total de 2013.

           Tal tragédia no Mediterrâneo é reflexo de diversos conflitos sobretudo em África, mas também na Síria  (em guerra civil desde 2011). Conforme  as pesquisas, os refugiados provêm de áreas de conflito, sobretudo no continente africano (Mali, Gâmbia, Nigéria; Somália - estado fracassado desde a queda de Siad Barre, na última década do século vinte, e  Eritréia; Síria). 

 

A Chacina do Pavilhão Nove           

 
            Segundo a polícia paulistana, somente um dos mortos na chacina na sede da torcida corintiana Pavilhão Nove,  no sábado dezoito, era alvo do ataque.

            Em um aparente regulamento de contas, Fábio Neves Domingos, de 34 anos, que era suspeito de tráfico de drogas – e um dos detidos pela morte do jovem torcedor na Bolívia em 2013 (por conta de um sinalizador náutico) teria sido o único alvo do ataque, de uma quadrilha adversária. Por causa do tiroteio, no entanto, morreram, junto com Domingos, que seria traficante avulso, mais sete pessoas, que nada tinham a ver com o litígio.

            Segundo apurado, Domingos já tinha sido preso por tráfico de entorpecentes e atuaria agora na venda a granel, na zona oeste de São Paulo, onde fica a sede da torcida. Por haver perdido um carregamento de cocaína há vinte dias, devido à ação policial, ele ficou em dívida com os traficantes ( naquela ocasião, para ser liberado, Domingos teria oferecido dinheiro a policiais, que ainda não foram identificados).

 

Prorrogada a prisão da cunhada de Vaccari Neto

 
             O juiz Sérgio Moro prorrogou por cinco dias  a prisão temporária da cunhada do ex-tesoureiro do PT, Marice Corrêa de Lima.

             Segundo o juiz, ela faltou com a verdade de forma flagrante em seu depoimento.  Por isso, a sua liberdade, no entender do magistrado, colocaria em risco a ordem pública.

             Preocupa o juiz Moro é a responsabilidade de Marice pelos depósitos. Nesse contexto, ela é suspeita de ser destinatária do dinheiro do esquema de corrupção.

              Marice Lima teria adquirido apartamento por R$ 200 mil, o qual vendeu para a empreiteira OAS por R$ 400 mil.

               O mesmo imóvel teria sido vendido posteriormente pela empreiteira por  preço menor.

 

( Fontes:   Folha de S. Paulo;  site de O Globo )

O Flagelo da Partidocracia

                 
 
         Como está hoje a terra brasileira, é dolorosa faina descrevê-la.  Parece difícil encontrar instituição que nos dê exemplo de que possamos orgulhar-nos.

         Infelizmente, Congresso e Presidente acabam de nos dar mais um presente de grego. O Legislativo deve acreditar-se como de grande mérito, pelo amargo preço que por ele pagamos. A semente do mau exemplo vem de longa data, com as diárias em dobro do tempo da fundação da nova Capital, supostamente para adoçar a pílula  da transferência da velha capital, o Rio de Janeiro, para a poeira e a precariedade da novacap.

         Não surpreende que, malgrado o passar do tempo e as melhores condições de Brasília, o absenteísmo em Câmara e Senado se tornou a regra. Esse Congresso, entra governo, sai governo, continua o mesmo. O centro de sua atividade são as quartas-feiras. A terça é o dia da chegada, e a quinta, o da partida. A farra das passagens continua, farra esta que se estende à representação de Brasília, como se os deputados distritais carecessem de mais esta prerrogativa. Há um único deputado na representação do Distrito Federal, que recusa tais vergonhosas vantagens. Mas é andorinha solitária, que não move nem comove o resto da bancada.

         Como se tal não bastasse, o nosso Poder Legislativo, se é um dos que menos trabalha, aparece como dos mais bem apaniguados. Junto dele está o italiano, que também custa muito ao próprio Erário, embora talvez trabalhe um pouco mais, pois é difícil concorrer com o fazer nada ou muito pouco do parlamento tupiniquim.

         Se alguém de outro tempo aportasse ao nosso país, o surpreenderia o mau estado de nossas instituições. Aqui como na Chicago dos anos trinta, o mais predomina. Mas decerto ele nada tem a ver com algo de bom, que se traduza em esforço, trabalho, dedicação. Nos dias que correm, aludir a tais conceitos, é incorrer (sem trocadilho) no risco de ser rodeado por risotas escarninhas, pela troca de entr’olhares dos chamados cognoscenti. Em termos de alças salariais, dá triste exemplo a pressa do Supremo Tribunal Federal, ora encabeçado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, com a sua presteza na proposta de atualização dos gordos vencimentos dos membros de nossa mais alta Corte. E, dado o sinal, logo acorrem nessa progressão as outras cortes, tanto as superiores, quanto as inferiores, em volúpia que nos recorda os bons maus tempos da inflação, que em má hora nos regalou de volta a Presidenta, posta em tal poleiro por decisão de D. Lula da Silva, primeiro e único. [1]

         Assim, em tempo de corrupção – e que dúvida se pode ter, pois na série maldita do Mensalão, vem agora o Petrolão, com todo o estrago moral e material que imaginar-se possa na terra de Pindorama. O que esse novo Baal vai exigir como carne sacrificial para que a sua pantagruélica fome seja por um tempo saciada, só está escrito nos escaninhos da sorte madrasta.

         Todos os que ora mandam, se declaram sem culpa, abusando quiçá da corroída regra da presunção de inocência. Pode igualmente despertar espécie que os que mandaram antes não dão impressão de desejarem a correção dos costumes, tal a pressa com que acorrem uns a dizer, sem serem para tanto chamados,  que isto ou aquilo não é crime de responsabilidade.

          Mas decerto vivemos em época madrasta, que me recorda avoengo que sardônico dizia aos seus próximos - não chorem muito pelo que lhes ocorre, porque as coisas podem ainda piorar. Não é que a velha regra se confirma?  Nesse incrível país dos trinta e dois partidos – diabólica fórmula que está por trás da armação dos trinta e nove gabinetes, reeditando um país de opereta em que nada é sério, a começar de seus mandantes.

         O mais continua, pois, a ser a grande fórmula dessa medíocre república, que semelha ocultar-se no número para encobrir a própria inutilidade em termos de o que ter possa de interesse público.

         Que a Presidente Dilma Rousseff não se anime a tomar grandes providências, é até compreensível pela sua esquerda posição de dependente de  Congresso que a sua chapa terá ajudado a eleger. Dizem que terceirizou o governo e que não tem autoridade para propor a essa maioria, hoje subordinada a Eduardo Cunha, qualquer medida que possa melhorar o que aí está.

        Na história da República será difícil encontrar Administração que se tenha desmoralizado tão rapidamente quanto esta.

        Hoje, no dizer de um sarcástico embaixador, ela terá dificuldade em receber com presteza o bom e velho cafezinho, que se servia às autoridades.

        Mas na escadaria que leva ao Hades – Caronte está de férias – ainda se encontram propostas condizentes com a atmosfera política atual. Sem qualquer pejo – ou eventuais pruridos republicanos de algum respeito – a Presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o aumento triplicado  dos fundos de todos os partidos – importantes, nanicos, de aluguel ou de vá-lá o que seja – para engordar-lhes as vácuas inserções nos anúncios que situam sempre nos melhores horários, para assim mostrar ao Povo Soberano quem realmente manda neste país que cada vez mais parece ou de opereta, ou de fancaria.

 

( Fontes:  Folha de S. Paulo,  O  Globo) 

 



[1] Conhecedores (italiano).