quarta-feira, 26 de junho de 2019

Vizinho chama polícia para briga de Johnson e namorada


     

             Aparente favorito na eleição interna do Partido Conservador  para determinar quem sucederá à Theresa May, Boris Johnson teve uma não programada, mas bastante séria altercação  com a namorada Carrie Symonds. A querela  foi tão ruidosa e tantas as baixarias, que  um vizinho no prédio de apartamentos em que reside Johnson foi levado a denunciá-la para a Scotland Yard.  A polícia adentrou o domicílio e, segundo comunicado do próprio Johnson,  terá comprovado que o casal estava "a salvo e bem", e  por isso descartou qualquer tipo de ação.
                  Havendo Johnson construído sua candidatura com base no seu caráter (sic), é óbvio que esse tipo de participação policial num escândalo com a sua atual compa-nheira deverá prejudicar-lhe a popularidade. No entanto, como quem vai determinar-lhe o sucesso ou fracasso da candidatura para suceder à inefável Theresa são os militantes tories, semelham  grandes as possibilidades deste caloroso partidário do Brexit vir a ser o próximo morador de Downing Street,10.

                     May God save the Queen ...

(Fonte: O Estado de S. Paulo )

Visita Bachelet: SEBIN detém quatro militares


             
         A  imprensa anunciara a determinação de Maduro quanto à não realização de prisão política durante a visita da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

           No entanto, o mal-afamado Serviço Bolivariano de Informações (SEBIN)- que se poderia comparar ao SNI da ditadura militar - deteve a quatro militares, no último dia da visita da Bachelet à Venezuela.

             Por denúncias de familiares, o tal SEBIN foi acusado de haver sequestrado os coronéis Francisco António Torres Escalona e Miguel Alberto Castillo Cedeño, o general-de-brigada Miguel Sisco Mora e o capitão de corveta Rafael Acosta Arévalo.

( Fonte: O Estado de S. Paulo)

Gestão financeira: Estados bons e ruins


               
       Como se verifica pelos exemplos abaixo elencados, se um estado da Federação é bem gerido em termos financeiros, e se outro apresenta uma gestão insatisfatória, sendo por conseguinte mal gerido pela administração do novo Governador, os habitantes desses últimos estados sofrerão consequências de que a população dos bens geridos muito provavelmente não será atingida.
            A listagem tanto dos estados mais bem administrados, quanto aqueles com mais deficiente administração, muitas vezes como se verificará adiante, o grau da boa ou má administração não é necessariamente correlacionado com a relativa pobreza ou riqueza do estado em causa, em termos de recursos naturais, ou de maior ou menor participação na distribuição de riqueza na Federação.
              Assim, o levantamento da Secretaria Especial de Fazenda dividiu os estados em dois grupos e observou dados de investimento, receita e gasto com pessoal entre 2006 e 2018. No primeiro grupo, estão aqueles vistos como bons exemplos de gestão fiscal (Espírito Santo, Alagoas e Ceará) e que, nesse contexto, se esforçaram  para conter o avanço das despesas com a folha de pagamentos.

                 O segundo grupo, por sua vez, considera os governos que não alteraram a trajetória de gastos (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul)  e que, por isso, viram o percentual da receita comprometido com a folha subir em ritmo bem mais acelerado que os demais. Por isso, Rio, Minas e Rio Grande do Sul são as unidades da Federação em pior situação fiscal do país.

                      Essa realidade contábil nada tem de teórico, pois ela se reflete também na situação respectiva dos Estados. Assim, os melhores Espírito Santo, Alagoas e Ceará investiram em média R$ 381 por habitante em 2018. Já o investimento médio por habitante do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul  foi de R$ 91 em 2018.

                       Bons governadores, como Paulo Hartung, que se atêm à realidade fiscal, e que por isso contribuem para que o estado respectivo cresça acima da média nacional.Não só porque os que têm finanças organizadas  trazem mais segurança para os investidores. O estudo em tela também ressalta que  o equilíbrio fiscal tem efeitos positivos  sobre os serviços básicos, como a educação e a saúde.  Nesse contexto, é de notar-se que de 2013 a 2017, Espírito Santo, Ceará e Alagoas subiram entre seis e nove posições no ranking do Índice de Educação Básica (Ideb).  Já o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais caíram entre seis e doze posições. 

                           A conclusão do texto é importante, mas é de lamentar-se a omissão sobre o grau de contribuição - tanto positiva, quanto negativa, seja nos estados com boa administração financeira, seja com aqueles de má administração -, com vistas a determinar-se qual foi a incidência nos serviços médicos e sanitários, para que também se possa aferir o quanto a boa administração possa incidir de modo afirmativo na melhoria de tais serviços médicos e sanitários, de que, v.g., os do Rio de Janeiro, no setor público, atravessam grave crise, como manifestam as respectivas más condições e, consequente afastamento daquelas condições ótimas para o atendimento adequado para a população carente que delas  tanto depende.

(Fonte:  O Globo)

O que é hoje a Crimeia


                                            
      A ação militar russa que, em uma jornada, se apoderou de forma clandestina da península da Crimeia, arrancando-a da Ucrânia, na prática, não encontrou qualquer resistência e, sequer mesmo, válida contestação. A sua "formação militar" envergava uniforme castrense, sem qualquer marca nacional. 

        Apesar do formato ridículo, aqueles soldados de chumbo eram expressão da raiva do senhor de todas as Rússias, em que o presidente ucraniano Viktor Yanukovitch houvesse mordido o pó da debandada,  fugindo às pressas do palácio do chefe de Estado, desabalado correndo pela própria vida, enquanto, pesaroso, deixa o que amealhara pelos velhos métodos orientais do entesouramento,  naquela pouco gloriosa escapada de pernas pra que te quero? 
        
         Assim, ela na prática, seria o  tal 'castigo', aplicado por gospodin Vladimir Putin contra o novo governo da Ucrânia e, sobretudo, a seu povo desassombrado, que ousara derrubar o servil presidente pró-Moscou, assim culminando as manifestações da praça Maidan. Feitas ao ar livre, com os ventos cortantes, que trazem consigo o outono e o inverno, e através desse gélido, chuvoso outono e do seguinte glacial inverno, com as suas lacerantes lufadas, já demasiado duras e insuportáveis naquelas paragens, essa gente animosa favorecera a laços da Ucrânia com a União Europeia. ao invés de deixar-se estreitar pela burocrática corrente  com Moscou, por meio da sólita união consular, que condena os ucranianos àquele acordo sem outro porvir que a dependência à capital imperial, que, como se fora pouco, lhes abre o caminho da servidão, dentro de vazio figurino, em que apenas reluzem os escudos de gospodin Putin, Senhor do Kremlin.
       
           Em outras palavras, ao contrário de sensaborona aliança consular, um Tratado com a Comunidade Europeia, que, de alguma forma, abrisse o Ocidente, sua liberdade e seu progresso ao Povo ucraniano, que decerto prefere as oportunidades industriais e comerciais da Europa Ocidental e a consequente abertura à democracia ocidental,  a eventual intercâmbio com a Liga consular russa, larga, desconfortável avenida para a mesmice de um mundo sem porvir,  vazio de esperança e de eventual futuro que comparar-se possa aos acenos da existência de um mundo melhor, como aquele do Ocidente, que, ao invés do sufocante abraço do imperial burocratismo russo, demora em espaços de um sol cujos raios não só prometem  esperança, mas mundo em que a liberdade abre suas asas sobre as gentes, e lhe torne a própria vivência uma promessa da ridente  esperança, e não senda que leve aos descaminhos de uma existência condenada à mediocridade.

( Fontes: The New York Times; Castro Alves ) 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Avança a dolarização na Venezuela


                 
        Quando a hiperinflação atingiu seis dígitos, o bolívar teve ainda mais acentuado o seu empurrão para a irrelevância.
           Como as autoridades ditas competentes nada fazem para resolver  o triste e ignóbil desafio da hiperinflação, torna-se cada vez mais difícil lidar diuturnamente com esse estranho repto Esse fenômeno não se restringe decerto à Venezuela. Contudo, nos países que sofreram tal fenômeno - e o exemplo que vem à memória é o da Alemanha derrotada na guerra de  1914-1918 - o que é incomum constitui a passividade oriental com que a pátria de Bolívar deixa de reagir a esse desafio. O exemplo clássico do combate a esse desregramento financeiro está na Alemanha, que no imediato pós-guerra - e nas penosas condições da sofrida derrota -, o Reich germânico arrosta o desafio, e logra sanear a economia com o novo Marco alemão.

            A inação do governo de Nicolás Maduro tem forçado a paulatina e crescente dolarização da economia venezuelana.  Diante da desmoralização econômica, a hiperinflação e o seu incômodo espelho - que são os bilhetes de bolívares usados com fins decorativos e tal nas diferentes classes sociais  - tem aberto as cancelas para o uso da moeda venezuelana para essa progressiva utilização não-monetária.

             Com efeito, o desvalor das cédulas de bolívares espelhado na sua crescente inutilidade para os respectivos fins específicos, e a consequente utilização em plano decorativo, e ao alcance de qualquer extrato social, o que é a contrario sensu uma espécie de prova dos nove não só  da própria respectiva e final desmoralização, e para qualquer nível de renda, mas também da gritante necessidade de uma urgentíssima reforma monetária.
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( Fonte: O Estado de S. Paulo )

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Celso, voto de Minerva para Lula e Moro ?


                

         A Segunda Turma do Supremo vai ocupar-se do julgamento do habeas corpus em que o ex-presidente Lula da Silva pleiteia a liberdade, sob o argumento dos advogados encarregados da defesa de Lula de que merece fé o texto do site The Intercept Brasil no que tange à troca de mensagens nele atribuídas a Moro e aos procuradores da Lava Jato, o que comprovaria a "parcialidade" e a "motivação política" da Lava Jato, ao condená-lo no caso do tríplex.  
              Já há dois votos contra o pedido de liberdade de Lula, dados pelo ministro Edson Fachin, considerado "linha dura", e pela Ministra Cármen Lúcia.
               Três ministros faltam para se posicionar.  Os votos de Gilmar Mendes e de Ricardo Lewandowski, pertencendo à ala da Corte mais crítica da Lava-Jato, deverão votar contra Sérgio Moro.
                 A grande interrogação está com Celso de Mello. Como assinala Rafael Moraes Mouro, do Estado de S. Paulo, "em momentos de crise, é o decano Celso de Mello que costuma ser o bombeiro do tribunal." Recentemente, tornou-se o principal porta-voz do STF e da liberdade de expressão - ao defender a atuação da Corte na criminalização da homofobia e ao  condenar a censura à revista digital Crusoé e ao  O Antagonista.
                      No entanto, há um ponto relevante a ser sublinhado neste próximo julgamento. Dentre os casos mais importantes analisados pela Segunda Turma, o balanço mostra que Celso acompanhou o entendimento de Fachin em 75% das vezes. Se tal se repetir outra vez, o intento de liberar Lula com base na produção do site The Intercept Brasil, tão bem manipulado pela banca de Lula, dará chabu uma vez mais.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )
                      

Bolsonaro: Congresso quer transformá-lo em rainha da Inglaterra


       
         A luta entre Bolsonaro e o Congresso continua.  Segundo o Presidente, pelo visto, o Congresso quer transformá-lo em rainha da Inglaterra.
             O problema não é simples, e advém de uma série de fatores. Por não dispor de um grande partido para defendê-lo, como era o caso de Lula com o PT, e de Fernando Henrique, com o PSDB,  Jair Bolsonaro dispõe apenas do DSL, e com chefias inexperientes, para cuidar da pauta do Presidente e do Governo.
                A política, como a natureza, tem horror ao vácuo, e se os defensores não fazem alianças para firmar posição, o resultado será inevitalmente o reforço do Legislativo em relação ao Executivo.
                  Faz pouco Bolsonaro tomou conhecimento de um projeto na Câmara que transferiria a parlamentares o poder de fazer indicações para agências reguladoras.
                   Comentário de Bolsonaro:  "Se isso aí se transformar em lei, todas as agências serão indicadas por parlamentares. Imagina qual o critério que vão adotar. Acho que eu não preciso complementar", afirmou o Presidente.
                       Segundo o projeto aprovado. a escolha continua sendo do presidente da república, mas agora ele teria de indicar um nome de uma lista tríplice que será elabo-rada por comissão de seleção.

( Fonte:  Folha de S. Paulo  )