sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Reino Unido: o primeiro no Ocidente a aplicar vacina

      O imunizante da Pfizer começará a ser aplicado no Reino Unido na próxima semana. Conforme  divulgado pelo gabinete de Boris Johnson, o Reino Unido se tornou, com efeito, o primeiro país ocidental a autorizar uma vacina contra a Covid-19 aprovada por agência reguladora. e desenvolvido pela empresa farmacêutica americana Pfizer e o laboratório de biotecnologia alemão BioNTech. Como se sabe, a vacina requer a sua conservação sob a temperatura de 75° C negativos, o que representa decerto um obstáculo tecnológico.  Mas pelo visto, tal óbice pode ser vencido, e não está excluído que a vacina da Pfizer  e do laboratório  BioNTech venha a ser aplicada em Pindorama.


( Fonte: O Estado de S. Paulo )    

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Fiocruz: Rio em colapso: crescem mortes em casa

    O jornal  O Globo noticia que a rede pública do Rio já está em colapso, com o crescimento dos casos de Covid. Dada a superlotação dos hospitais e a consequente falta de leitos de UTI - que é o atalho no tratamento para os casos mais graves - sobe o número de mortes em casa, que refletem o déficit no atendimento disponível pela falta de vagas - o que para tais incidências equivale a um preanúncio de morte. 

     Esse cruel diagnóstico é dado pelo grupo de estudos da pandemia da Fiocruz, o Monitora Covid-19. Segundo a referida equipe, a preocupação vai mais além da eventual carência de leitos salvadores de UTI: com efeito, as unidades de atenção básica também não conseguem oferecer tratamento de doenças crônicas, como diabetes, o que numa progressão cruel leva a aumento do número de óbitos por outras causas. Nesse contexto, a proporção de falecimentos em casa chegou a 14,5% em 1° de dezembro; a média em 2019 foi de 13%. Na rede privada, o indice de ocupação de UTIs é de 98%.

      Segundo especialistas, a capacidade do sistema de saúde piorou em comparação com o pico da pandemia, embora o número de casos não esteja no mesmo patamar. Nesse sentido, o comitê científico da Prefeitura carioca sugeriu novas medidas de isolamento social,  como o fechamento de escolas e das praias, e o escalonamento dos horários de comércio, bares e restaurantes.

       Há uma aparente falta de comunicação com a população, que muita vez parece desligada da gravidade do problema, surgindo assim praias da Zona Sul - como Ipanema, v.g. - com um público em número e disposição espacial que discrepam das mais comezinhas regras de distanciamento social. Não há avisos nem bandeiras vermelhas da autoridade municipal. É uma combinação estranha, como se a autoridade ignorasse que as praias repletas são sinal de sofrimento futuro e da próxima presença de Tanatos para os ignaros jovens, como já foi o caso v.g. na Espanha e na Itália, no último verão do setentrião.

( Fontes: O Globo e noticiário da imprensa.)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Israel: futuro político incerto

      O general Benny Gantz, aliado político do Primeiro Ministro Binyamin Netanyahu no governo israelense,  em um governo de coalizão, cansou-se de ser instrumentalizado pelo Likud, e nesse sentido veio a público  para anunciar que apoiará moção da Oposição para dissolver o Parlamento e organizar novas eleições.

      Como será o quarto apelo às urnas em dois anos,  a atmosfera na chamada situação não é exatamente de satisfação.  Uma votação formal para dissolver o  gabinete pode ocorrer na próxima semana,  mas dada a repetição de crises, não se pode excluir uma saída de ultima hora. Nesse sentido, em discurso transmitido pela TV para todo o país Gantz fez questão de assinalar que "o ônus recairá sobre você, Netanyahu".

       O líder da oposição, Yair Lapid, que patrocinou o projeto de lei para dissolver o Knesset, elogiou Gantz: "Seis meses após a formação desse gabinete inchado e desconectado, está claro para todos que Netanyahu não pode tirar Israel da crise".

        A negociação da coalizão previa a aprovação da matéria (votação do orçamento)  até agosto. Gantz e Netanyahu concordaram em estender o prazo até 23 de dezembro, mas nenhum progresso foi feito. Sem acordo, o gabinete pode cair em março.

         Gantz afirmou que Netanyahu atrasa as negociações deliberadamente, pois teria de deixar o cargo assim que a votação fosse concluída, no que cumpriria o pacto de alternância no poder. Cansado de ser ilaqueado, ele  veio a público declarar:  "Netanyahu não mentiu para mim. Ele mentiu para todos vocês".

          Segundo analistas do mundo de pequenos partidos que junto com o Likud (direita) e o Azul e Branco (centro) ditam a política em Israel, Netanyahu, pelas suspeitas de corrupção, tem diversos problemas na Justiça: acusado de fraude, quebra de confiança e até por receber propina em uma série de escândalos (oferta de favores a empresários nos meios de comunicação, em troca de notícias positivas sobre ele próprio e a a respectiva família...)

           Não obstante todas as confusões, as pesquisas apontam que o Likud ainda deve alcançar maior número de cadeiras no Knesset, mas retrocederia de  36 para 30 deputados. A surpresa ficou por conta do Yamina, de extrema direita, que chegaria a pular de seus cinco deputados para vinte, enquanto o Azul e Branco, desgastado na coalizão com o Likud, ficaria com bancada de nove deputados (ao invés dos catorze que tem hoje).

            Seria o preço que o general Gantz pagaria por haver confiado em Netanyahu?


(Fonte: O Estado de S. Paulo)

A Pá de cal

        Quem  perde a medida corre o risco de ficar de repente sozinho. Não é que Joe Biden ganhou nesta terça-feira um improvável aliado no seu caminho para a Casa Branca ? Pois foi através do secretário de Justiça do presidente republicano, William Barr, que veio a público descartar que haja ocorrido um esquema maciço de fraude para beneficiar o candidato democrata na eleição presidencial.

           Na verdade,  o respeitado Secretário de Justiça  veio a público para declarar que a investigação conduzida por seu Departamento não encontrara irregularidades em quantidade suficiente para alterar o resultado.

           A assertiva vai de encontro ao discurso adotado pelo republicano - e por muitos de seus aliados - de que a derrota na  votação ocorreu por conta de um grande esquema de fraude orquestrado pelos democratas.

            Dessarte, o secretário Barr se tornou a maior autoridade do governo Trump a declarar publicamente ...  que a eleição não foi fraudada.  "Até agora, não encontramos fraudes em escala que pudessem ter levado a um resultado diferente na eleição", asseverou  o Secretário Barr, em entrevista para a Agência Associated Press.

            Não se pode dizer que Donald Trump haja perdido a medida, porque na verdade ele nunca a teve. Sem embargo, a sua falta de princípios o levaria necessariamente para ter de passar por essa humilhação - a de deparar que o seu próprio Secretário de Justiça sentencie o ignóbil fim de seus intentos 


( Fonte: Folha de S. Paulo )

Ruina do Brasil

               É uma crise fabricada por um governo que se afasta dos reais objetivos da brasilidade. Não é pensável que possa considerar-se patriota quem se arvora em destruidor de suas riquezas. O editorial da Folha de hoje ainda perseguindo aparências assinala que "em lugar de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, responsável por políticas de preservação - em realidade seu desmonte - a encenação no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foi comandada por Hamilton Mourão, vice-presidente da República à frente do Conselho da Amazônia. Se Salles não pode aparecer, o mais correto seria o presidente Jair Bolsonaro demiti-lo." 

            Nunca uma oposição a um governo da República se confronta com uma linha política que vai "ainda além da Taprobana, em perigos e guerras esforçados, mais do que prometia a força humana."   

             A citação camoniana, diante da gravidade da ameaça, é infelizmente utilizada no sentido  negativo, dentro de um caminho que, felizmente, não lhe é dado percorrer habitualmente. 

              O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, e à testa do Conselho da Amazônia, disse não haver o que comemorar nos 11.088 km2 de devastação.  Ainda de acordo com o editorial da Folha, essa destruição "representa quase o triplo da meta no Plano Nacional de Mudança Climática  (3.925km2) , e na prática, inviabilizaria compromisso que o  país assumira no Acordo de Paris ".

              A Folha sublinha em seu editorial que esse coeficiente de destruição é, na verdade, a "maior cifra desde 2008, a segunda com cinco dígitos sob Bolsonaro e a primeira inteira- mente em sua alçada, já que abarca o período de agosto de 2019 a julho de 2020. Não há como isentar-se de responsabilidade". Já a narrativa delirante "que nega haver destruição, atribuindo  a reação doméstica e internacional a uma conspiração contra o Brasil..."

               Enquanto o vice-presidente faz mesuras, Ricardo Salles, o soturno Ministro do Meio Ambiente, avança com a nefanda missão de manietar Ibama e ICMBio,  que teriam meios, experiência e atribuição legal para proteger a floresta.

                Pois com esses 11.088 km2 de floresta derrubada, cruza-se - como assinala o editorial da Folha -  o limite inferior da margem projetada por cientistas (20% a 25%) para que o bioma entre em colapso, com "a interrupção da turbina de umidade que o sustenta e garante chuvas para a maior parte do setor agrícola".

               

  ( Fontes: Folha de S. Paulo e sentimento nacional  )               

Começa a vacinação dos Idosos

    Segundo assinala a Folha de S. Paulo,  de acordo com proclama do Ministério da Saúde, a  primeira fase da vacinação  contra a Covid será dirigida a profissionais da saúde, idosos a par-tir de 75 anos ou maiores de sessenta em asilos ou instituições psiquiátricas e aos indígenas.   O governo planeja quatro estágios, que devem atingir a 109,5 milhões de brasileiros, com base em dados do IBGE e da Fiocruz.

    As datas ainda não estão confirmadas, mas a previsão é a de que a campanha vá de março vindouro a junho. Pelo calendário, pessoas de sessenta a setenta e quatro anos serão contem- pladas na segunda etapa. Na seguinte, aqueles com comorbidades que tenham maior risco de agravamento da  Covis-19, como portadores de doenças crônicas.

    A quarta e última fase deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.  Segundo informa a Pasta da Saúde, essa divisão de categorias é ainda preliminar.



terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Sob Bolsonaro cresce o desmate na Amazônia

   Sob Bolsonaro, cresceu o desmate na Amazônia em cerca  9,5%, entre agosto de 2019 e julho de 2020, se se comparar com igual período entre de 2018 a 2019.

    No total, a devastação importou na derrubada de 11.088 km2 de floresta nesse intervalo.

     Não surpreende, por conseguinte, que a área desmatada seja a maior da última década.  

     A nota de primeira página da Folha refere, outrossim, que "o salto ocorre mesmo  com a presença do Exército". 

      Toda a política florestal do Brasil se orienta - a despeito de falhas ocasionais -  no sentido da salvaguarda dessa grande herança que recebemos de nossos maiores. Vários países  nórdicos buscaram reforçar tal política que defende a grande floresta, pulmão do mundo, e tal com o sentido de preservar o antes chamado "inferno verde". 

       Um alerta deve ser soado para que se evite a continuação dessa estúpida savanização da floresta amazônica. Destruir é fácil, como hoje o mostra o norte-africano savanizado e, também nesse caminho sem volta, grandes espaços do Pará que já se acham  savanizados. 

        O Brasil não está povoado por energúmenos, por gente que deseja derribar a herança de nossos antepassados?  Àqueles que não sabem ou não tem capacidade de preservar o que nos passaram nossos maiores?  Não creio - e não estou sozinho neste pensar - que seja o caso.  

        Não vamos imitar as povoações que trocaram a floresta por desertos. 

        É isto que o Brasil quer ?  


(Fonte: Folha de S. Paulo )