segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O Hezbollah reage às provocações de Israel


                        

       O líder do grupo libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou Israel  com represálias depois de um ataque com drone contra alvos do movimento ao sul de Beirute.  Nasrallah declarou que a ação marca início de  uma nova fase "muito perigosa para o Líbano", na qual Israel empregaria drones armados contra o país a "cada dois ou três dias" e garantiu que fariam de "tudo para impedir" que algo do gênero acontecesse.
         Nasrallah definiu o bombardeio  como o "primeiro ato de agressão" de Israel no Líbano desde a guerra de 2006.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Ex-congressista será rival de Trump nas primárias


            

        O ex-congressista Joe Walsh anunciou no domingo, 25 de agosto, sua candidatura às primárias do GOP contra o presidente Donald Trump, ante as eleições presidenciais americanas de 2020.  Walsh, de 57 anos, é o segundo adversário republicano declarado de Trump, depois que o ex-governador de Massachusetts William Weld, um moderado, anunciou sua candidatura em abril.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Cerca de trezentos migrantes em Malta


                                    

            Depois mais de dez dias à deriva, um acordo entre países da U.E. permitiu o desembarque em Malta das 356  pessoas resgatadas pelo navio Ocean Viking, o que é um alívio para as organizações humanitárias SOS Mediterranée e Médicos sem Fronteiras, já que os alimentos estavam acabando. Os migrantes foram então transferidos para embarcação da Marinha de Malta.

( Fonte: O Estado de S.Paulo )

Hong Kong: por primeira vez, jatos d'água


                      
        Iniciados em junho último, por primeira vez, a polícia de Hong Kong empregou canhões de água, além de bombas de gás lacrimogêneo, contra os manifestantes pró-democracia, em um segundo dia seguido marcado por protestos violentos na ex-colônia britânica.

           É sempre oportuno lembrar que a cidade de Hong Kong, grande centro financeiro na Asia, enfrenta sua maior crise política desde que foi entregue pela Grã-Bretanha à China comunista em 1997. Com carradas de razão, os manifestantes declaram que lutam contra a erosão do modelo "um país, dois sistemas", pactuado na época, e que, por conseguinte, previa expressamente a continuidade das liberdades democráticas que inexistem na China continental.

             M. Sung, um engenheiro de software de 53 anos, declarou que participou de quase todos os protestos, e que pretende continuar atuante.  "Sabemos que esta é a última chance de lutarmos pelo lema "um país, dois sistemas". Do contrário, o Partido Comunista da China vai penetrar na nossa cidade natal e controlar tudo." E "se nos mantivermos fortes, podemos seguir com este movimento por Justiça e Democracia. Não morreremos."

              A Polícia, a soldo do poder chinês, condena veementemente os manifestantes que estão "destruindo o espaço público" (sic), e, persistindo na prática repressiva, prendeu dezenove homens e dez mulheres após os atos de protesto deste sábado, 24 de agosto. No seu obscurantismo repressivo, desde o início das manifestações a norma é prender os que mais protestam, e por isso além de setecentos habitantes de Hong Kong já foram encarcerados.

                 Houve até um segundo protesto, nesse fim de semana, que reuniu centenas de pessoas, incluindo parentes de policiais,e que também foi realizado em outro local da cidade, na tarde deste domingo. Em um primeiro sinal de uma orientação toscamente de intento de divisão, uma mulher que se disse casada com policial, se "juntou ao protesto" ... para declarar seu apoio à polícia...

                  A polícia do território de Hong Kong, regularmente criticada pelos ativistas, tem sido alvo há semanas da ira dos manifestantes. No sábado, essa polícia enfrentou os radicais que ergueram uma barricada no leste de Hong Kong. Tais confrontos marcaram o fim de um relativo período de calma de dez dias.
                    Em consequência, a polícia disparou gás lacrimogêneo e agrediu manifestantes que atiravam pedras e garrafas. Por causa desses confrontos, dez pessoas foram hospitalizadas.

                     Não há negar  que tais protestos na relativamente pequena cidade de Hong Kong constituem um senhor desafio para os líderes do Partido Comunista, sob a orientação continuista e repressiva do novo líder Xi Jinping, cuja admiração por Mao Zedong que em outros períodos recentes fora consideravelmente reduzida, passou novamente às aléias de uma perigosa idolização, dado o profundo pensamento repressivo que presidira à longa predominância desse líder chinês, com consequências que muita vez oscilaram entre o bárbaro, o devastador  e o grotesco.

                     Há semanas, a polícia, esse símbolo da repressão sob o pensamento de Mao Zedong (e hoje de seu fervoroso discípulo Xi) de novo enfrentou os ditos radicais manifestantes, que haviam erguido mais uma barricada no leste de Hong Kong. Tais confrontos, por conseguinte, marcaram o fim de um período de calma de cerca de dez dias. Mas será sempre oportuno ter em mente que, diante da repressão policial, toda calma será sempre ilusória, enquanto houver manifestantes que tenham lúcida e corajosamente bem presente o lema da reunião de 1997 - um país, dois sistemas.

                       Os líderes chineses que, na virada do século, lograram recuperar a velha Hong Kong para o abraço de sua mãe China, pertenciam decerto a outra grei assaz diversa da atual. No entanto, a História, essa velha e caprichosa senhora, preparou uma espécie de journée des dupes para a corrente liberalizante encabeçada pelo então Primeiro Ministro Zhao Ziyang, e já antes prenunciada pelo líder comunista, Hu Yaobang, que trabalhava na então chefia do PCC, em um engajamento por viés mais liberalizante para o comunismo chinês. Caro por isso aos estudantes, a sua morte, ao cabo de longa enfermidade, desencadeara as primeiras manifestações universitárias  que abraçavam a democracia e a lembrança do então já saudoso Hu Yaobang.

                        Quem poderia prever que um obscuro e medíocre chefe de corrente dita conservadora, Li Peng, se prevaleceria naquele momento capital da política chinesa, ao lograr que o dito supremo líder Deng Xiaoping assinasse um editorial no jornal oficial do Partido Comunista, que censurava os estudantes então empenhados em manifestações que convergiam para a Praça da Paz Celestial ?  Tal somente se tornaria uma realidade política porque Zhao Ziyang se achava ausente, como representante oficial da China, nas comemorações da data nacional da Coreia do Norte, presença esta que era indispensável, protocolar e politicamente,  pelos estreitos laços de Beijing com Pnom Penh?

                          Ao assinar, no principal jornal do PCC, Deng precipitava, sem o saber, uma corrente de eventos que afastaria o futuro líder Zhao, com a sua tendencia liberalizante já definida, e condenaria o velho Deng Xiaoping a ser manipulado pelo medíocre, mas oportunista Li Peng. Nunca uma tal ausência - a de Zhao - teria tantas nefastas consequências para a progressão na China, com o massacre dos estudantes e toda a caudal de nefastos resultados negativos. Há, de resto, um pensador argentino, José Ingenieros,  de fins do século passado que frisa com oportunidade a importância dos medíocres na História.  Li Peng é um triste exemplo disso.   

                          O passado - é um dito corrente - tem grande poder sobre a História, e tal pode ser muito acentuado em regimes como o do atual Xi Jinping, em que o autoritarismo prevalece em um isolamento que o torna presa das piores pulsões e tendências. O lema de Hong Kong "um país, dois sistemas" torna-se de progressiva quase impossível implementação, diante do autoritarismo de Xi Jinping - que idoliza o monstro Mao Zedong - e de sua inexorável e inevitável confrontação com a realidade  da pequena cidade de Hong Kong, que no entanto lá abriga importante centro comercial, cuja défaillance traria relevantes prejuízos ao comércio e intercãmbio chinês, como a própria revista Economist tem enfatizado. Daí a preocupação da liderança chinesa e de seus chefetes com ingerência direta no drama em evolução dessa pequena grande cidade que luta pela própria preservação, tanto no aspecto ideológico que presidiu à respectiva reintegração, quanto no seu apreço por uma democracia que inexiste na China Continental.

                         E aí está o principal problema que os corajosos manifestantes da pequena grande  cidade de Hong Kong colocam para os subservientes servidores do atual grande líder, Xi Jinping, que armado do pensamento do seu ídolo Mao Zedong verá com crescente irritação essa atitude pró-liberdade, para ele de todo inadmissível...

( Fontes: O Estado de S. Paulo, Prisoner of the State (The secret Journal of Premier Zhao ZiYang) , Mao - The unknown Story, por Jung Chang e Jon Halliday, de Anchor Books, a division of Random House, Inc., José  Ingenieros   )

domingo, 25 de agosto de 2019

Ainda a jovem deputada Tabata Amaral


                           
         Já objeto do blog pela repercussão de seu voto pró-Previdência. e a reação de seu atual partido, o PDT, que a ameaça de expulsão,  a deputada Tabata Amaral (SP) atribui grande parte das críticas recebidas ao machismo: 'Se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria afirmando que A, B, C, ou D disseram como eu voto", afirmou ao Estado.  "Tem pessoas que não acreditam que eu tenha inteligência e capacidade de decidir o meu próprio voto". Sobre o risco de ser expulsa, respondeu que, se isso acontecer, vai procurar uma legenda que tenha como prioridade a pauta da Educação. "Recebi convites informais de vários partidos." Segunda parlamentar mais jovem da atual legislatura, Tabata costuma dizer que se espelha na deputada americana Alexandria Ocasio-Cortez, do partido Democrata.  Descendente de porto-riquenhos e eleita pela força das redes sociais, Alexandria é a mulher mais jovem a ocupar uma cadeira no Congresso nos EUA. Embora atuante, Tabata diz que lida com as redes sociais de forma ponderada."As redes não são um fórum democrático para ouvir as pessoas e tomar decisão. Para mim, as redes servem mais para comunicar o seu mandato, ser transparente."  

             "Ao se aproximar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a senhora está se reposicionando  politicamente mais ao centro  do espectro político?"

             " Eu tenho reuniões quase que semanais com Maia, desde que fiz uma provocação a ele: a Câmara precisa se posicionar na pauta social. Aí tem um vácuo.  Ele falou: 'se você conseguir levantar projetos, traz para mim'. Eu, quando cheguei aqui, olhei esse Parlamento conservador e a agenda do governo e não achei que ia conseguir falar com o presidente da Câmara e ter espaço para falar de uma agenda social. Então vou aproveitar."

                " E qual é essa agenda?"

                 " Sou de centro-esquerda. Eu escolhi o PDT porque eu acreditava naquele momento que era o lugar que eu teria mais espaço para defender a minha agenda de Educação. Se o PDT me expulsar, e essa decisão é deles e não minha, porque eu não converso com o conselho de ética, vou para um partido que tenha essa pauta como prioritária. Agora, para qual partido que eu vou, não dá para eu conversar. Eu não fui expulsa."

( Fonte:  O Estado de S. Paulo )

Miriam Leitão


                                                Miriam  Leitão

            Miriam Leitão está, sem sombra de dúvida, no círculo dos principais colaboradores de O Globo,  - hoje firmado como o maior jornal do Rio de Janeiro, e não é aqui decerto o momento de reportar-me a outros tempos, em que a primazia era disputada por pelo menos outros três  grandes diários, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, e Última Hora, sem esquecer tanto o Jornal do Commercio, que datava ao que parece da Independência e que lutava para continuar a circular, e o combativo Diário de Notícias.   

              Mas nessas salas de leitura que amiúde caracterizam aqueles que guardam nas suas estantes a crônica de sua passagem, o nome de Miriam Leitão  constitui referência de grande interesse para a maior parte de seus leitores, embora se deva lamentar que, pelo seu brilho e o respeito despertado por suas opiniões, já teve de enfrentar momentos difíceis. Se tivermos presente que tais experiências representam não raro o preço, ainda que descabido, pago pela coragem no desempenho do respectivo mister,  por vezes amargas e desagradáveis, tais experiências se associam à personalidade, que cresce em consequência. Assim, se se depara o valor como merecedor de palmas e de belas palavras, esse mesmo valor há de transparecer, passados os dissabores do momento, como uma estranha medalha, que mais resplende com o passar do tempo.

                 Com o perdão pela digressão,  o comentário hodierno - como recuperar a imagem queimada - além das oportunas informações sobre o trabalho da Ministra Marina Silva e o porquê da contribuição da Noruega - decerto um esforço  daquele país, que deveria ter merecido melhor juízo de parte desta novíssima Administração - espera possa trazer mais luz ao atual Governo, que, ao que parece, sacudido pela reação internacional e também a nacional, deve cuidar de tratar de recuperar a imagem queimada, pois sabemos que o Fogo, esse por vezes bárbaro instrumento de hordas pouco cultivadas, é por demais radical no eventual  alcance de suas ações, e por isso merece ser cuidado com toda a necessária moderação, e se me permitem respeito aos seus predecessores, para que aqueles usuários contumazes desses processos radicais possam ver - e com muita  cautela - os  respectivos múltiplos efeitos colaterais que sóem acompanhar análises por vezes apressadas das contribuições trazidas por seus antecessores.

( Fonte: O Globo )

Confrontado por reação internacional, Bolsonaro age


            

         Após reações internas e externas, dentre essas últimas notadamente a UE e o presidente da França, o governo Bolsonaro afinal deixou a postura não-reativa, com o anúncio das primeiras  medidas efetivas de combate aos focos de incêndio na Floresta Amazônica.

          Duas aeronaves da FAB foram acionadas, levando doze mil litros de mistura de água e produto químico que combate as chamas. Por sua vez, no âmbito do Ministério da Defesa, o ministro Fernando Azevedo e Silva afirmou que está combinado para que o Ministro da Economia desbloqueie R$ 28 milhões em operações da GLO.
             Por sua vez, o Ministro Ricardo Salles ainda adotara ante as ponderações do agro-negócio uma postura reativa, deixando irritados os representantes do setor agrícola, como se ainda não tivesse presentes as novas instruções do Governo Bolsonaro.

             Nesse sentido, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deu clara impressão de reação mais antenada com a realidade, e dessarte atuou diretamente para  que a repercussão internacional não prejudique os produtores brasileiros.
             Diante dessas somas desproporcionais para o desafio, não se pode deixar de ter presente a reação anterior do governo Bolsonaro, recusando com obtusa arrogância as doações de Alemanha e Noruega (está fora até 'reprendida' pelo Ministro do Meio Ambiente)
               Faltou à Administração  Bolsonaro um mínimo de acuidade política para sequer intuir a reação européia ante as suas provocações no que tange às questões ambientais. 
                 Mas não é hora de perder tempo com posturas fora da realidade. Nesse sentido, com a Ministra Tereza Cristina à frente - e ela, por suas fontes, sente de mais perto a barra a ser transposta - é bom que tenhamos gente competente como a própria, para que as providências indispensáveis sejam tomadas e logo.

(Fontes: O Globo (Risco de Virar Pária ambiental - Bernardo Mello Franco ; Queimadas na Amazônia - Mobilização)