terça-feira, 25 de setembro de 2018

Bolsonaro para em 28%


                       

          No primeiro turno, pelo Ibope, Bolsonaro (PSL) estaciona em 28% , é seguido por Fernando Haddad(PT) com 22% (três pontos de crescimento), Ciro Gomes (PDT) parado em 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) 8% (subiu um ponto), e Marina Silva (Rede), caíu mais um ponto (5%). Marina chegou a 12% em 5 set., mas a partir de então, enquanto Haddad crescia, Marina encetou a própria queda, de 9%, em tendência que prosseguiu até  o 5% atual.              

( Fonte: Pesquisa Ibope )

Os trabalhistas e o brexit


                             
        O debate interno no Partido Trabalhista inglês  dá impressão de acirrar-se. Há, no entanto, mudança na acentuação, na medida em que ela se situe mais quanto ao incremento na ênfase sobre a posição de remain, i.e., permanecer na U.E.
          São dúvidas de graduação entre os representantes trabalhistas. Essa posição dubitativa do Labour explicaria talvez muito da postura de silêncio sobre o tema guardado pelo líder trabalhista Jeremy Corbyn.

          Com o passar do tempo, no entanto, as antigas ilusões de poder prescindir do Continente - se não prevalecer a densa cortina do jingoísmo misturado com demagogia -  tenderão a dissipar-se.
            Caso contrário, recairá na velha ilha aquele denso nevoeiro  - de que nos contam os escritores de estórias de terror e crime nas ruelas dos embaçados paralelepípedos da Londres do século XIX, com seu império que as naves inglesas disseminariam pelo mundo afora - até que a decadência trazida pelas guerras mundiais do século XX mostrasse que o magnífico isolamento do Império que não conhecia o pôr do sol desaparecera e para sempre.

(Fontes: The Independent;  história da Inglaterra moderna )

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

De Trump, com mesquinhez


                                

         A última proposta da Administração republicana de Donald Trump está em negar o green card (a carteira verde) aos imigrantes pobres, para evitar que eles tenham acesso  a outros auxílios que se costuma dar a classes menos favorecidas, assim como subsídios para a alimentação e medicamentos, entre outros tipos de assistência.

           É realmente comovente a tacanhice desse Presidente, que assim pensaria tornar mais difícil a entrada de alienígenas de parcos meios, com que conta de uma tacada economizar no orçamento e de cambulhada evitar que as classes menos favorecidas possam adentrar o paraíso do consumismo, reduzindo no futuro prováveis adesões ao Partido Democrata (uma vez abraçado o pavilhão americano, pobres tendem a votar pelos Democratas).


( Fonte: O Estado de S. Paulo )

domingo, 23 de setembro de 2018

Acordo Santa Sé - RPC


                              
         O  blog acima referido foi publicado a vinte de setembro corrente. A Folha de hoje, domingo, 23 de setembro, tem artigo sob o título "Igreja Católica e China fazem acordo inédito sobre bispos". Está publicado no primeiro caderno, pág. A-22, sob o título "Igreja Católica e China fazem acordo inédito sobre bispos".
          Como essas duas matérias tratam da mesma questão, parece oportuno que o blog resuma os temas não cobertos pelo artigo precedente. Em linguagem mais coloquial, a Folha anuncia que o acordo é provisório, e visa a resolver a questão da indicação de bispos," que vem atrapalhando as relações diplomáticas há décadas, e que causou uma divisão entre os católicos chineses."
         E o artigo acrescenta: "O acordo dá fim a uma das maiores discussões entre Pequim (Beijing) e a Igreja Católica, com a aceitação pelo Vaticano de sete bispos que haviam sido nomeados pelos chineses sem o consentimento do Papa. Já a China reconheceu  pela primeira vez a autoridade do Papa como líder da Igreja.
           Após indicar que China e o Vaticano "não têm relações diplomáticas há quase sete décadas", o artigo acrescenta que "Pequim insiste em ter o poder de aprovar a escolha de bispos, decisão que a Igreja vê como de absoluta autoridade do Papa". Nesse sentido, o artigo acrescenta "com a questão dos sete bispos agora resolvida, o Vaticano diz que todos os bispos da China estão em comunhão com Roma."
               "A comunidade católica na China,até agora dividida entre os que pertencem à religião católica oficial chinesa, sancionada pelo governo, e aqueles que seguiam a Igreja clandestina, que havia continuado leal ao Papa.
                 "Papa Francisco acredita que, com essas decisões, um novo processo possa começar, que permitirá que as feridas do passado sejam superadas, levando à total comunhão de todos os católicos" (comunicado da Santa Sé)
                   "O acordo (...) foi criticado por alguns católicos chineses, como o Cardeal de Hong Kong, Joseph Zen, que disse antes de acordo ser anunciado que ele era uma afronta (sic) aos católicos que pagaram o preço para continuarem seguindo Roma durante anos de perseguição." (...) "Sua Santidade tem há anos desejo de visitar a China, onde o catolicismo vem perdendo terreno em face da perseguição a religiões não-oficiais pelo governo de Xi Jinping. O número de católicos (na China) é hoje de cerca de dez a doze milhões de fiéis.


( Fonte: Folha de S. Paulo )

Panorama eleitoral nos Finalmente


                       

         Colocados diante de Jair Bolsonaro (PSL) e de  Fernando Haddad  (PT), candidatos do grupo intermediário têm prazo certo  para tentar reverter a sua eventual exclusão do segundo turno.
            De um lado, no bloco intermediário, Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) têm catorze dias para mudar um quadro que lhes barraria a respectiva entrada no segundo turno.
             Ciro Gomes é o que, atualmente, talvez tenha maiores chances de quebrar esse círculo de ferro, que ele chama de polarização odienta. Dentre os seus piores adversários e mesmo inimigos, já foi identificada a mais perigosa e mesmo nociva: a sua própria língua e consequente temperamento.
              Já Geraldo Alckmin não mostra em seus números,  sua presença de antes.  Os próprios marqueteiros não indicam, tampouco. que vão alterar a busca do voto útil. Por outro lado, não seguiram a orientação de FHC, o que, em se tratando de alguém que  venceu duas eleições presidenciais seguidas,  mereceria sem dúvida maior atenção. Até o presente, falta-lhe aquela dinâmica que traduz para o eleitor tanto  a determinação com que se proporia a enfrentar situação por ora pouco favorável, mas da qual não transmite a impressão de férrea vontade de levar de roldão os eventuais obstáculos..
               Por sua vez Marina - que foi a mais atingida pelo crescimento das intenções de voto de Fernando Haddad (PT) -  não mostra o dinamismo que teve no embate contra Dilma Rousseff - do qual só foi afastada do Segundo Turno pela propaganda enganosa (e a proteção oficial) com o ataque odiento que lhe foi feito no mais do que questionável quadro de que ela estaria tirando a comida da mesa do trabalhador... Se ela fosse para o segundo turno e não Aécio Neves, Dilma não teria sido vítima do impeachment, pela simples circunstância de que Marina ganharia a eleição... Mas a  situação era bastante diversa, e a vitória de Dilma - que mais tarde se tornaria vitória de Pirro - era favas contadas.
                 É uma pena que Marina - por uma série de circunstâncias, a começar por um ridículo espaço de propaganda eleitoral (de que ela, me pesa dizê-lo, é em boa parte responsável indireta) não possa transmitir o respectivo programa com a ênfase e o espaço necessários. De qualquer forma, não será uma grande surpresa se Marina, a real defensora dos fracos e oprimidos, surgir dentro da mediocridade ambiente com aquela antiga disposição que já mostrou com a força e a integridade que lhe é própria  na primeira eleição da Rousseff.        

( Fontes: O Estado de S. Paulo; experiência pessoal.)   

   

Panorama do Brexit


                                   
        Talvez o Reino Unido e a Inglaterra, em particular, possa livrar-se em breve das confusões e dos erros de Theresa May e dos conservadores. Nesse contexto, há especulações no meio político  de que se a solução  Brexit não funcionar ou tropeçar, a solução para o problema da indecisão britânica possa ser resolvido com a entrada em cena do líder trabalhista Jeremy  Corbyn.
           Este novo cenário do Brexit - ou melhor de seu malogro - solucionaria o problema que os conservadores criaram, através da anulação da saída do Reino Unido da União Europeia. Tal, como dito acima, pressuporia a intervenção do líder trabalhista Jeremy Corbyn.
            Sem embargo, como se aponta, esperar que Corbyn pegue a espada e corte o emaranhado do intricado problema da saída da Inglaterra da U.E.  pressupõe que esse líder se disponha a entrar em cena, coisa que timbra em não fazer por dois anos a fio!
            No meio político britânico, cresceria o consenso de que a solução pelo Brexit não se ultimaria, e que com o seu fracasso, tudo voltaria à mesma, com a eventual derrota dos partidários do dito Brexit. Será acaso demasiado otimismo colocar suas fichas em alguém que poderia ser considerado - em termos de saída da União Europeia - como o grande mudo nas lutas políticas que, em plagas inglesas, terçam armas para estabelecer prazos para o Brexit, e não para estipular a data de seu término ?
             Apesar de o líder trabalhista ser havido como sem entusiasmo para o Brexit, semelha excessivo que se atribua a esse taciturno personagem o que seria o golpe de misericórdia nesse sacré brexit, que nascido em votação pouco conclusiva no verão retrasado, ainda continua a motivar desencontros no Reino Unido, em uma situação de que são os principais responsáveis David Cameron - que literalmente jogou fora a posição de Primeiro Ministro, ao pensar factível colocar o próprio cargo em risco, em desenterrando mais um referendo sobre a permanência na U.E., ao estupidamente julgar "seguro" apostar no malogro da consulta pró-saída de Bruxelas, e Theresa May, que embarcou na chalupa do Brexit, ignorando as causas históricas da adesão de Londres à União Europeia. Ainda no terreiro dos tories, temos os oportunistas  gêmeos Johnson, com realce para Boris, o arqui-rival de Theresa May. Ambos, na verdade, por razões de oportunidade política se apegam ao Brexit. A pressão, no entanto, sobre Jeremy Corbyn, e o favor do momento - inclusive a grande maioria de trabalhistas favoráveis à permanência na U.E. - tendem a apontar para o cauteloso lider Corbyn que quem deve ditar a permanência em Bruxelas é o interesse nacional inglês, e não o jogo de poder entre May e os irmãos Johnson.

( Fonte: The Independent )

Em 2020: Bloomberg ou Trump ?


                         

        Talvez seja a falsa alternativa. Para muitos - entre eles o Attorney General Rod Rosenstein - o 45º sucessor de Washington  é o 'doomed' (condenado) presidente, que tem como futuro a porta aberta para o campo de desolação dos perdedores da História.
           Na verdade, essa Senhora - a história com H maiúsculo - nos prega demasiadas peças, como a de 2016 (prometo não adentrar mais polegadas nesse closet maldito) em que o eleitorado deu um tiro no pé com o disfuncional revólver de James Comey, escolhendo o péssimo ao invés da ótima.
           O grande problema dos tropeços na política é o que os seus erros são erva daninha, daquela que além de infernizar o futuro, desestabilizam o presente.
            Perdoem-me, mas acaso alguém parou para pensar no que a América teria fruído, se esse engonço da mentira e do disfuncional houvesse ficado pelo caminho, como seria o caso se certas personalidades lograssem reunir coragem e afirmação política (Barack Obama), e se alguém na América tivesse gritado que o lobo das estepes ameaçava a lisura daquela eleição, com tal acúmulo de hacking e de jogadas desleais?
             Mas atroador silêncio caíu sobre a América e o resultado é o tempo desperdiçado com um mau presidente, e muitos, demasiados mesmo, problemas, que jamais irromperiam se esse emissário da discórdia e da decadência não houvesse gritado  seu sinistro presente!  
             
(Fonte: The New York Times)