sábado, 12 de dezembro de 2020

Lei obriga Anvisa a liberação automática

       Caso a Farmacêutica Pfizer vier a conseguir nos Estados Unidos a aprovação emergencial  de sua vacina contra a Covid 19 e. incontinenti pedir a liberação urgente também no Brasil, a Anvisa terá o prazo de  72 horas para avaliar a solicitação.

       Na hipótese   de que não venha a ocorrer o exame em tal período, autorização será automática.  Tal forma de atuação é prevista em Lei, aprovada neste ano para a Pandemia. Não obstante, a agência contesta a interpretação...


( Fonte: Folha de de S. Paulo )

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A crise anunciada: UE vs. Reino Unido

           Há muitas causas para o presente impasse entre União Europeia e Reino Unido. Mas a principal é o desconforto das lideranças britânicas com a sua permanência na União Europeia. Não é o caso de empreender um estudo aprofundado na matéria - isto será uma questão para o futuro. Mas é inegável que a ambição de uma geração de não acomodar-se com o veto do general de Gaulle ao pleito inglês de ingressar no Mercado Comum passaria nos anos seguintes a tornar-se uma questão controversa na Inglaterra. 

           Não se carece de ir muito longe quanto à ambivalência do desejo da elite britânica de encarar o ingresso na organização de Bruxelas como uma contradição ao suposto destino manifesto inglês quanto aos sonhos de um superpoder forçado a participar de um organismo continental,  o que contrariava a sua suposta posição política acima dos poderes de Bruxelas e dos muitos países da Europa Central.

             Por isso, o estúpido jogo de volta e meia atender aos apelos da direita ultraconserva-dora teria ao cabo de dar no que deu, com a vitória em um enésimo referendo, mal convoca-do num período estival, em que ironicamente a maior parte dos partidários do Remain estariam em férias na Europa, tornando assim ainda menos densa a disposição dos súditos de Sua Majestade de persistirem no bom caminho da aliança econômica com Bruxelas.

              No passado, até líderes de maior relevo tinham concordado em submeter-se ao perigoso recurso ao referendo. Parodiando o velho dito, não desejes depender de velhas ilusões, e de brincar com a volta do passado, submetendo-se a postulações cretinas, eis que por mais carisma que o líder do momento tenha, sempre virá a hora de que as reivindicações da direita encontrarão pelo jogo dos números a oportunidade de fazer o errado prevalecer, como de fato ocorreu no último referendo que ali aparecera como uma suposta concessão à direita ultraconservadora. De que serve que um líder medíocre tenha visto a própria carreira política ir para o espaço dos políticos fracassados ? 

                Os arreganhos de uma suposta "libertação" das correntes impostas por Bruxelas funcionaram em um processo onde líderes mais jovens, lançados às posições de mando, terão julgado que o radicalismo passara a integrar o ambiente, livrando-os dos dinosauros na liderança e abrindo um espaço aos mais jovens, oportunistas de boa cepa. que não terão enjeitado a oportunidade de entrar afinal nella stanza dei botonni...

                 O afobado e ofegante líder conservador Boris Johnson chega à sede da Comissão Europeia, sendo recebido pela sua Presidente, Ursula van der Leyen.  Mas a preparação do encontro fatídico não foi das melhores. O isolamento da pérfida Albion foi ironicamente ressaltado pelo anúncio supostamente apaziguador de que Londres revogaria cláusula da Lei do Mercado interno que violaria regras impostas pela Lei do Mercado interno - e que terá desrespeitado o pacto que permitiu o Brexit, firmado em fins de 2019.  Ao mostrar certa má-fé  a atitude inglesa terá sido recebida com fúria pela União Europeia . O  organismo até ameaça levar a lei britânica a cortes internacionais...


( Fonte:  O Globo )                 

                  

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Mil dias sem acusar o mandante do assassinato de Marielle

      A Justiça do Rio de Janeiro está em decadência?  A pergunta em tela infelizmente não é uma dúvida que se possa considerar como acadêmica. Na noite do dia catorze de março de 2018 , a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram abatidos a tiros, que saíram de armas sofisticadas, com alta repetição, a ponto de que os executores do magnicídio cuidaram de lançá-las no mar das Ilhas do Tijuco, para que o instrumento  do assassínio não mais pudesse ser encontrado.

      Por isso, a chegada dos mil dias desse crime sem que a Polícia e a Justiça tenham chegado a uma acusação formal no que tange ao mandante do megacídio político levou à organização pelo Instituto Marielle Franco e pela Anistia Internacional de um evento em que despertadores de cor amarela, com o retrato ao centro da vereadora , foram colocados na escadaria  da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que fica no centro, próxima do Teatro Municipal. Posicionados para formar a frase "1000 dias sem respostas", eles tocaram exatamente às 8hs para chamar a atenção sobre a investigação do ataque, que como referido acima também vitimou o motorista Anderson Gomes.

      Para o Instituto Marielle Franco, segundo assinala O Globo, a intervenção mostra que as duas organizações pretendem "continuar lutando por justiça". Houve também homenagens em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, São Paulo e Vitória.

       No Twitter, a hashtag " 1000diassemMarielle " tornou-se uma das questões mais comentadas no Brasil.


( Fonte: O Globo ) 

Pazuello bate boca com Doria

        Segundo noticia o Estado de S. Paulo, a polêmica sobre a vacinação contra a Covid-19 provocou discussão pública entre o Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o Ministro Eduardo Pazuello (Saúde). Dessarte, após bater boca com Doria  durante reunião com Governadores, Pazuello disse , em pronunciamento, que cabe à Pasta, e não aos Estados, fazer o planejamento da vacinação.

       É de notar-se que, anteontem, Doria anunciara  o início da imunização para 25 de janeiro, mesmo sem ajuda federal. Na reunião com os governadores, Pazuello foi cobrado por Doria sobre a Coronavac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantã.  Ele disse que a Anvisa tem até sessenta dias para analisar imunizantes. 

        A reunião com os governadores foi agendada por Pazuello após críticas ao ministério sobre a previsão de início da vacinação em março e por causa da resistência em comprar vacinas como a da Pfizer.  

         O governo vinha apostando no acordo com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca para obter doses, mas tudo indica que os testes devem prolongar-se.

        Por outro lado, o Ministério da Saúde mudou ontem (8 de dezembro) sua previsão para o início da vacinação contra a Covid-19 e agora prevê começar a campanha de imunização no fim de fevereiro.  Segundo a Pasta,  as primeiras 8,5 milhões de doses da Pfizer de uma compra de setenta milhões, devem chegar ao País no primeiro Semestre. Com o primeiro lote será possível vacinar cerca de quatro milhões de pessoas. A farmacêutica americana pedirá  uso emergencial do produto na Anvisa.



A Ilegítima eleição patrocinada por Nicolás Maduro

   A Eleição fajuta encenada pelo Ditador Maduro levou a dezesseis países da América Latina a classificá-la como "ilegítima" . Apesar da denúncia  do Brasil e mais quinze países americanos, o regime chavista encabeçado por Nicolás Maduro  pôde completar a encenação, o que representa um ulterior prejuízo para a triste pátria de Simón Bolivar. 

    O corrupto regime chavista de Maduro pôde realizar com toda a calma a gigantesca farsa que redundará em mais misérias, atropelos, torturas dessa suposta "democracia", de que a população constitui a maior sofredora.

    A democracia na Assembleia Legislativa, presidida por Juan Guaidós, foi  infelizmente uma ulterior farsa. Não basta que a Venezuela dispusesse de um órgão democrático, em que estivesse representada a vontade popular. 

     Ditaduras corruptas como a venezuelana não podem coexistir com um projeto democrático,  como a tentativa de reconhecimento pela sociedade mundial, um esquema que partiu do pressuposto de que toda a estrutura corrompida presidida por Maduro fosse levada corrente abaixo, pela simples manifestação internacional de repúdio àquele regime.

      O domínio das Forças Armadas, o controle de um "Tribunal Supremo", que está acima dos demais poderes (excetuado o próprio Maduro...) constitui a sinalização segura de que, passada a intempérie, e a falsa impressão de que o predomínio na Assembleia Legislativa será bastante para derrubar a ditadura castrense de um chavismo que será sempre o poder maior, se não forem tomadas medidas radicais contra os seus líderes e o chamado Tribunal Supremo.

     Não vejo o boçal e desonesto regime de Maduro colocado em desvantagem por situações como aquela proporcionada por Juan Guaidó, enquanto não forem mudadas as reais condi- ções na Venezuela, que ensejam a continuação indefinida  das práticas antidemocráticas do chavismo. Tampouco semelha razoável imaginar que o chavismo de Maduro seja um regime democrático. Todos esses erros  levaram com uma certeza matemática ao desmonte da pseudo-democracia venezuelana.

       Para livrar a Pátria do Libertador da atual situação vigente com as tramóias e a ìnsita desonestidade do regime chavista de Maduro, somente através de uma verdadeira revolução, em que sejam derrubados os atuais sustentáculos do ditador Maduro

      Talvez o grande erro de Guaidó terá sido imaginar que a demonstração teórica do apoio da população   à proposta democrática seria suficiente para que os corrompidos Maduro & Cia. cedessem os  próprios lugares, vencidos junto ao grande tribunal internacional.

     Quem seus inimigos poupa, nas suas mãos merece, reza uma velha máxima com vigência na America del Sur.  

     Por favor, não me compreendam mal. A fórmula de Guaidó tinha um erro insanável, i.e. o pressuposto de que o desonesto e corrupto Maduro, formado na escola de Chávez,  aceitaria as condições de uma espécie de voto de desconfiança da comunidade internacional. Maduro e sua quadrilha não aceitariam outras "regras" do que a respectiva eliminação política, em que a violência se limitasse ao desarmamento de suas forças, e a criação de condições excepcionais de forma a que a influência perniciosa do chavismo pudesse  ser controlada estritamente.

       Guaidó - se alguma vez teve força para tanto - não poderia esquecer a máxima de quem seus inimigos poupa, nas suas mãos há de perecer.  Esse fim da "democracia chavista" na Venezuela - fim que desejo como necessário - não vai acontecer por acaso, e o fracasso das forças democráticas tenderá a ser inelutável no curto período se  Guaidó & Cia. partirem do pressuposto  de que o ditador Maduro vá se dobrar a um conjunto de fatores políticos que lhe assegure a respectiva permanência no tabuleiro do poder na Venezuela.

         Maduro é um caudilho e não um democrata. Partir da premissa de que é mais um político na terra de Bolivar é condenar a Venezuela ao presente desgoverno e à triste falta de perspectivas em termos de real abertura democrática para esse Povo sofrido. 

          Trata-se de um erro  acrescido por falta de um mínimo de visão política.


( Fonte: O Estado de S. Paulo )

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O provocador-mor da República ?

       O   "Ministro do Meio Ambiente", Ricardo Salles, tem uma personalidade estranha.  Aceitou, na verdade,  de seu padrinho  presidencial, o Senhor Jair Bolsonaro, um  emprego esquisito, como se verificará pela leitura que esse senhor faz das missões da secretaria do Meio ambiente.

       Com efeito,  na verdade Salles não é ministro do Meio Ambiente, mas sim o anti-ministro. Basta ver, de um lado o seu comportamento, e de outro, os ilustres brasileiros e brasileira que, para nosso gáudio, o precederam nessa importante posição, para determinar-se com óbvia e clara consternação que essa triste figura nada tem a fazer pelo meio ambiente, e que se acha em perene plantão contra o meio ambiente.

       Se o senhor Salles merecesse um elogio, na verdade ele o abraça diuturnamente, seja de forma sigilosa (que me parece a sua veste preferida), como cabulosamente o evidenciou naquela reunião ministerial, cujo conhecimento devemos às falsas luzes daqueles que promoveram a sua triste aparição pública (por mostrar-nos, se para tal houvesse necessidade, da pobreza intelectual do ministério Bolsonaro). Coube ao Ministro  Celso de Mello a função - meritória no caso - de mostrar à Nação brasileira o nível do ministério presidido por Bolsonaro. Já a caminho da aposentadoria, o ministro Mello prestou um real serviço à Nação, ao divulgar a gravação daquela longa sessão ministerial, realizados apenas alguns cortes indispensáveis determinados pela segurança nacional. Em consequência,  esse grande ministro pôde colaborar com a nossa história pela sua decisão de dar à Nação a oportunidade de ter um real  conhecimento do atual ministério. 

            \Mas voltemos ao senhor Salles.  Para esse estranho personagem, que se empenha em legislação anti-manguezal  (felizmente anulada) y otras cositas más - como a abertura de reservas indígenas a gangs do garimpo além da  explotação  nessas áreas da mineração ilegal , que é uma prática ruinosa que tampouco deveria ser admitida, a sua triste proposta de transformar o Museu  do Meio Ambiente em uma espécie de hotel-butique. 

            Este senhor que está tentando ou esvaziar, ou o que é pior, desmoralizar o Ministério do Meio Ambiente  - veja-se o arsenal de regras para  enfraquecer  o poder do Estado  para combater as  práticas lesivas (contrabando de madeiras de lei, conforme evidenciado pelo triste espetáculo de Bolsonaro dar nome aos bois em termos  de infrações contra o interesse nacional na exportação ilegal de madeiras de lei e de espécies vegetais em perigo de extinção, para depois recuar e dar o dito por não dito. Que dizer do escândalo do contrabando de madeiras de lei, feito a céu aberto, como se o Brasil não dispusesse de satélite     para controlar tais infratores?

              Mas voltemos a esse triste membro do comando da República, que  a todo dia se empenha em esvaziar os órgãos encarregados da polícia ambiental, que em Pindorama funciona às avessas.

              Como não mais acompanho o trabalho de nossa Secretaria de Relações Exteriores, só posso conhecer do "trabalho" às avessas do Senhor Ricardo Salles, pelas eventuais atitudes daqueles que nos órgãos do Meio Ambiente se tem associado - ao que indicam as aparências - à peculiar maneira do Senhor Salles de transformar ou prejudicar o antigo trabalho dos órgãos antes empenhados na defesa do Meio Ambiente.

               A própria Amazônia, com a ameaça aos chamados rios voadores , e a sua continuada destruição representa um problema que seria triste se não fosse ulterior ameaça às populações indígenas e caboclas, e os outros demais truques contra o interesse nacional, para o que se valem ou da ignorância dos perpetrantes, ou da sua lastimável deficiência de inteligência, quando não de caráter.


( Fonte:  O Globo )       

Sob nova Direção ...

            O Globo tem  apreciável vantagem sobre os jornalões que com ele competem diuturnamente. É que o principal jornal carioca dispõe do trunfo não negligenciável de poder apresentar em sua folha de rostro a caricatura de  Chico Caruso.

           Hoje o cartoon de Chico é outra pequena obra prima do humor desse grande humorista político.

            Debaixo da faixa   Breve! Sob Nova Direção,  

            o humorista político brinca com o pitéu de Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e Davi Alcolumbre (idem, do Senado) vestidos com o branco do uniforme dos grandes cozi-nheiros, e a levantar para o seu público os pratos cílindricos de grands maîtres, os quais, surpresa! estão vazios, na composição da mesa que recorda as linhas geniais desses gigantes da arquitetura e da urbanística nacional que são Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.  

             O arriscado da jogada - e como ela irá terminar - aparece mais no semblante  do "cozinheiro" da esquerda, que aí mostra  gotículas traidoras de uma jogada política que acabou dando chabu ...

              Como mensageiro da verdade, celebremos o aporte que nos traz esse notável cartunista político,  que valoriza tanto o sorriso da ironia, como mensageiro  da verdade, aos poderosos de turno,  quanto  a importância do artista em não exagerar o que ainda pode vir pela frente...


(Fonte:  primeira página de  O Globo )