segunda-feira, 2 de setembro de 2019

UE veta negociação sobre Brexit


                         
           Como era antecipado, o negociador-chefe da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, disse a 1º do corrente que não haverá nova negociação de um acordo para a saída do Reino Unido do bloco.
                "Não podemos impedir que os britânicos optem por uma saída sem acordo", declarou.
                 O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, garantiu que o país deixará a U.E; dentro do prazo estipulado, 31 de outubro, com ou sem acordo.

                A despeito da segurança que deseja fazer passar ao Parlamento de Westminster, e em especial à própria frágil sustentação política, Johnson parece confundir atropelo e balbúrdia com um suposto domínio da situação, que não se vê nem no Povo inglês que demonstra a própria oposição nas ruas, nem na mídia, e muito menos na City, que teme por uma derrocada financeira pela irresponsabilidade do premier em forçar um Brexit sem uma sólida base tanto jurídica, quanto econômica e financeira.

( Fonte: O Estado de S. Paulo)

Conte dá prazo para acordo de coalizão


                
        O primeiro ministro italiano, Giuseppe Conte, estabeleceu um prazo para a negociação do novo governo.
           A delegação do Partido Democrático tem até quarta-feira  para conseguir um acordo com o Movimento Cinco Estrelas (M5S).

          A inopinada atitude do líder do Movimento, Luigi di Maio, se confirma temores sobre as perspectivas das negociações, põe em perigo a relação com o P.D. Ao levantar novas exigências, di Maio põe em risco o já difícil relacionamento com o Partido Democrático, além de indiretamente confirmar o discurso de Matteo Salvini, lider da Liga.


( Fonte: O Estado de S. Paulo )

domingo, 1 de setembro de 2019

Repressão chinesa em Hong Kong


           
       Desafiando a repressão do governo chinês e a proibição de novos protestos de rua, manifestantes pró-democracia em Hong Kong voltaram às ruas,ontem 31 de agosto, jogaram bombas de gasolina em prédios oficiais e atearam fogo em barricadas nas ruas.                    
        A  Polícia revidou com gás lacrimogêneo e canhões de água.  Várias pessoas foram detidas, mas as autoridades não revelara quantas.
          Os protestos de ontem, 31 de agosto, que não tinham sido autorizados, marcaram o quinto aniversário do dia em que o governo chinês negara a possibilidade de eleições abertas em Hong Kong - em 2014 o movimento ficou conhecido como "Revolta dos Guarda-Chuvas".

           Consoante o correspondente do New York Times, ontem foi o dia de manifestações mais intenso desde que os protestos começaram, em junho, como uma reação à proposta de lei do Governo de Hong Kong para facilitar a extradição de dissidentes para a China continental.
               Como se sabe, por força da pressão popular, o governo do Território cedeu e suspendeu a tramitação do projeto.

                 Não obstante, a tensão não diminuiu.  Os manifestantes continuaram nas ruas, ampliaram o leque de reivindicações e pediram a renúncia de Carrie Lam, Chefe do Executivo do Território, então acusada de não defender os interesses da população e de ser subserviente a  Beijing.

                   Segundo observadores, Hong Kong enfrenta  a pior crise política desde que foi devolvida  pelo Reino Unido para a China em 1997.  Os protestos de rua já duram três meses. Analistas dizem que o governo chinês, envolvido em uma guerra comercial contra os Estados Unidos, optou por não reprimir de forma violenta, como é seu hábito, os protestos, para não criar  crise ainda maior.

                      No entanto, há sinais de que Beijng esteja perdendo a paciência com as manifestações. Não habituado ao diálogo e a eventual composição, o curto fio do pavio da ditadura de Xi Jinping tem singular preferência pelo modo brutal de induzir a outra parte seja à composição, seja à servidão. Sob o olhar nervoso dos observadores da antiga colônia, que acreditam ou querem acreditar na força do compromisso assumido por Beijing com o Acordo de 1997, e seus dois sentidos, nesta última quinta-feira, dia 29 de agosto, o Exército de Liberação Popular da China trocou suas tropas em Hong Kong. O governo garante que foi operação de rotina, mas testemunhas disseram  que a movimentação é consideravelmente maior do que aquela que seria a normal.
   
                        Nesta semana, três funcionários do governo chinês disseram à agência Reuters que Beijing rejeitara a proposta de cancelar o projeto de lei de extradição, e ordenou que Lam  não cedesse a nenhuma das exigências dos manifestantes.  Nesta sexta-feira, dia trinta, vários ativistas pró-democracia foram detidos, em operação que foi denunciada por associações de defesa dos direitos humanos como uma tentativa chinesa de silenciar a oposição em Hong Kong.
  
                         Será que Xi Jinping não acredita nos tratados internacionais, que presidem ao comportamento das Nações ? Ou pensa, como seu antecessor Hitler, no tempo do III Reich   Alemão, , que esses documentos  são apenas farrapos, a serem rasgados segundo a conveniência das grandes potências quando estas têm questões com as menores?

( Fonte: O Estado de S. Paulo )         

Pilulas agridoces


                                   

º  O presidente Bolsonaro declarou que, ao convidar Moro para ser Ministro, ele se comprometeu a indicá-lo para o STF, Dias depois, porém, o presidente recuou, e afirmou que não houve acordo. Além disso, o Presidente nega qualquer acerto.

     Não é esta a impressão que foi referida pela imprensa.

 *   Segundo o Estadão, o Presidente Bolsonaro apontou ontem "influência política" no Sínodo da Amazônia, encontro de bispos a que o blog já se referiu, e que deverá reunir-se no mês que vem em Roma.

º     Ainda a esse respeito, participantes de uma reunião preparatória no Brasil divulgaram carta na qual afirmam estarem sendo "criminalizados" e "tratados como inimigos da Pátria" pelo governo.

*     O presidente confirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitora o evento.  A preocupação do governo é de que o evento seja palco para críticas à política ambiental do País.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Quem matou Marielle e Anderson ?


                           
        Na aparência, deve ser uma pergunta muito difícil. Por que a polícia não só não consegue levantar um dossier que incrimine formalmente a alguém, mas tampouco dá a impressão de que esteja ultimando este árduo, anoso inquérito ?
          Passados os anos, cresce a impressão de que algo esteja muito errado  nesse interminável levantamento policial que entra mês, sai mês, e nada acontece de determinante, como a incriminação formal dos respectivos culpados, a que se seguem as providências de seu julgamento e eventual condenação.
             Vejam o que sucedeu com a competente e respeitada Procuradora-Geral da República, que para melhor saber como está o longa travessia jurídica dos autores do processo desse megacídio encomendado da vereadora Marielle Franco, ocorrido na noite de catorze de março de 2018,  e de seu motorista Anderson Gomes, numa rua do Estácio (centro do Rio) que chegou a requisitar os autos do inquérito do processo sobre esse duplo assassinato, e os órgãos policiais competentes tiveram a petulância de negar à maior autoridade do Ministério Público Federal vista dos autos!

                Sa. Exca, Raquel Dodge, que é Chefe do Ministério Público, não é de levar esse gênero de resposta para casa, e nesse momento não duvido que esteja passando em revista os autos do processo.

                  Espero que esta Senhora, que tão bem se houve dos próprios encargos, continue neste posto, mas se tal não for de todo possível, seria de muito interesse que ela pudesse providenciar o empurrão que tal processo interminável exige, eis que é além da vergonha dessa inusitada demora, marca triste para o Estado do Rio de Janeiro e para a Assembleia municipal que vereadora com o carisma e a capacidade de Marielle venha a sofrer tal opróbrio, ser assassinada por torpes motivos políticos, e que os seus assassinos não sejam sequer constituídos para que respondam, perante a população carioca. - pela qual e por sua coragem Marielle fora imolada  - pelos crimes que cometeram, a que se acrescente a audácia e a afronta aos poderes do Estado e da República.

( Fonte: O Globo )

A não-relação Doria - Bolsonaro


            
        Como o governador de São Paulo, João Dória tem liderança no PSDB, e como as últimas eleições ont fait balayé et oublié[1] a Geraldo Alkmin em termos de candidatura viável à Presidência da República, não espanta que Jair Bolsonaro, o espontâneo, já tenha apontado a sua artilharia na direção do governador de Sâo Paulo, João Dória, que se afigura, no painel tucano, como o único candidato viável no embate, mais adiante, contra o atual presidente, para as próximas eleições presidenciais.
               O temor de Bolsonaro é natural, porque Dória será um rival perigoso  que é bem capaz de pregar-lhe a peça de presidente de um só mandato. Por isso, Bolsonaro aparece indócil na pista e vem multiplicando doestos e referências negativas, acusando Doria de "mamar" em governos do PT na semana passada, e nesta quinta Bolsonaro chamou Doria de "amigão" dos ex-presidentes Lula e Dilma, ao referir-se à compra de um jatinho pela empresa do governador, em 2010, com financiamento do BNDES.
                   O tom de Bolsonaro serviu para alertar o tucanato: "Amigão do Lula e da Dilma.Vejo Dória falando "minha bandeira jamais será vermelha". É brincadeira. Quando estava mamando a bandeira lá era vermelha com foice e martelo."
                     A escalada do embate com o presidente vem num momento em que Dória parece não ter força total no próprio partido. Nesse sentido, foi pelo menos um tropeço ver a cúpula do PSDB negar-se a enterrar o velho correligionário Aécio Neves, e ao invés arquivar-lhe o pedido de São Paulo para a expulsão de Aécio do tucanato.
                         Por outro lado, Dória é um "infighter" e tal se vê  no avanço do governador  sobre 'viúvas'  de Bolsonaro. Isso começou  em junho com a filiação do empresário e hoje presidente estadual do PSDB, no Rio, Paulo Marinho. Ele tinha sido um dos maiores apoiadores da campanha de Bolsonaro e estava no PSL.
                           Naquela época, Doria incentivara o ingresso no PSDB do ex-Ministro Gustava Bebianno, que nutre um senhor rancor contra Bolsonaro et. fam. A filiação não deverá sair - Bebianno estã negociando com o DEM - mas Doria tem do ex-ministro uma declaração de apoio.
                              Dentro de sua tática, o governador nega interesse nessas filiações. O governador nega interesse eleitoral em tais filiações. Mas a verdade política mostra que Doria precisa atrair parte do eleitorado que votou em Bolsonaro, e o apoio dos ex-aliados do presidente, mesmo que circunstancial, ajudaria na difusão da mensagem  de que o tucano é a alternativa para os desiludidos.

( Fonte: O Globo )


[1] varreram e fizeram esquecer ao grande nome do PSDB que foi Alkmin.

Bolsonaro: Indulto para autores de Massacres


                      
        Em entrevista a jornalistas, em almoço no Quartel-General do Exército que não pôde ser gravada,(e nem anotada!) o presidente  conversou com jornalistas, anunciando que pretende conceder indulto a policiais que participaram do massacre de Eldorado de Carajás (PA) (no qual 19 sem terra foram mortos em 1996) e do massacre do Carandiru (que matou 111 presos, em 1992), além dos envolvidos na morte do sequestrador do ônibus 174, no ano 2000, no Rio.

           O presidente já falara do seu plano de publicar indulto para policiais. Nesse contexto, Bolsonaro  afirmou que se o comandante da operação Carandiru, coronel Ubiratan Guimarães , estivesse vivo, também seria beneficiado pelo indulto. Ubiratan foi assassinado a tiros em seu apartamento, em 2006.

               Na entrevista, Bolsonaro também afirmou que vetará  nove artigos da lei de abuso de autoridade, dos dez sugeridos por Moro (Justiça).  Entre os trechos a serem excluídos, de acordo com Moro, estão prisões em "desconformidade com a lei", o flagrante preparado,  e o uso de algemas quando o preso não oferece resistência à ação policial.  O presidente ainda avalia um ulterior veto de um ponto da lei, mas não especificou qual seja.

                  Além de querer um evangélico no Supremo. disse também que vai avaliar "dia a dia" uma eventual indicação de Moro a uma das vagas. Por outro lado, o presidente também quer outro nome "terrivelmente evangélico" para comandar a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

( Fonte: O Globo )