sexta-feira, 28 de junho de 2019

Brasil passa às semifinais


                         

         Foi um jogo nervoso e muito disputado, mas acabou no tempo regulamentar e nos acréscimos, zero a zero. O embate com o Paraguai voltou, por isso, aos penalties, e à vitória, afinal, da seleção brasileira sobre a paraguaia, na Arena do Grêmio, pela diferença de um único gol, nos penalties, com Gabriel Jesus, que converteu a última penalidade máxima, enquanto os paraguaios desperdiçavam.

              O adversário do Brasil na semifinal  sai do jogo de hoje, no Maracanã,  entre Argentina e Venezuela, esta última até agora a surpresa da Copa América.

( Fonte:  O Globo )

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Senado tira do baú projeto contestado


                              

        Em sete horas, o Senado da República ficou um pouco menor. Não é que aprovou ontem a criminalização do abuso de autoridade, projeto que estava parado havia dois anos?

            A proposta é, sobretudo, um ataque contra a Lava-Jato.  Ela prevê a punição a juízes em determinadas situações, e é considerada reação da classe política  às operações contra a corrupção, simbolizadas pela Lava-Jato.

            A chamada "Lei da Mordaça" é um dos seus ítens mais polêmicos. Consoante a proposta, juízes não podem expressar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo  pendente de julgamento.
                A estranha decisão foi criticada por membros da Força tarefa da Lava-Jato, e por senadores que apóiam o combate à corrupção, e que classificaram a proposta como uma reação à divulgação de mensagens atribuídas ao então  juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradores da República.
                  O texto volta para nova análise na Câmara, visto que sofreu alterações após ser aprovado, em 2017.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

ONU critica Brasil por mineração na Amazônia


            
        Relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU citou o Brasil como exemplo de país que tem tomado medidas no sentido oposto ao necessário para enfrentar as mudanças climáticas.
          Nesse contexto, caíu  mal a promessa do governo do presidente Jair Bolsonaro de liberar partes da Amazônia para a mineração, a restrição a demarcar terras indígenas e o enfraquecimento das proteções a agências ambientais foram alvo de críticas.
            O documento, firmado pelo relator sobre pobreza extrema do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Phillip Aston, focaliza os efeitos do aquecimento global, máxime sobre a parcela da população que já é mais vulnerável.  Segundo o relator, o mundo está caminhando para um apartheid climático, onde os ricos compram saídas  para os piores efeitos do aquecimento global, enquanto os pobres têm de suportar-lhe o peso.
              Ainda em 2018, o Brasil anunciara haver desistido de sediar a Conferência do Clima das Nações Unidas, no ano corrente. A justificativa oficial foi a falta de verba para sediar o evento. Sem embargo, se teve presente a circunstância de que Bolsonaro sempre fora crítico de discussões sobre o aquecimento global.
                 O documento da ONU assevera que as empresas têm papel vital nas questões de mudança climática, mas não podem ser confiadas na observação das condições das camadas mais pobres da população. "Uma dependência excessiva do setor privado poderia levar a cenário de apartheid climático, em que os ricos  pagam para escapar do super-aquecimento, fome e conflitos, enquanto o resto do planeta é deixado sofrer", assinala o relator. 
                     O relatório em causa critica governos - v.g., Estados Unidos e China - por fazer pouco mais do que enviar representantes a conferências para discursar, apesar de cientistas e ativistas estarem realizando alertas desde os anos 1970. Só os Estados Unidos sofreram, desde a década de oitenta,  241 desastres climáticos, o que custou mais de um bilhão de dólares.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Sargento da FAB preso na Espanha por transporte de droga



           Um sargento da Aeronáutica que faria parte da tripulação do avião-reserva do presidente Bolsonaro na viagem para o Japão, foi detido ontem, na Espanha, por levar drogas na bagagem.
              A prisão do militar causou desconforto no Palácio do Planalto, e por isso a escala do Airbus 319 passou de Sevilha para Lisboa.
               O fato de Bolsonaro haver-se pronunciado sobre o caso (através do Twitter), preocupou  assessores, que o avaliaram como se o presidente levara a questão para "seu colo", enquanto o assunto era tratado "longe do Planalto".

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

2ª Turma do Supremo mantém Lula preso


                 
          Conforme previsto, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira, 25 de junho, manter preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Suspendeu, no entanto, a análise do processo  em que o ex-presidente acusa o ex-juiz federal Sérgio Moro (atual Ministro da Justiça), de julgá-lo com parcialidade e motivação política no caso do tríplex do Guarujá. Na mesma sessão, os ministros também negaram pedido de liberdade do petista contra decisão do STJ, no que montou à quarta derrota de Lula na Corte, em suas tentativas de deixar a prisão.

              Nesse contexto, o ministro Gilmar Mendes fez referência ao parecer da Procuradora Raquel Dodge, em que ela reporta existirem "fundadas dúvidas jurídicas sobre os fatos" apresentados pelo "The Intercept Brasil".

                 Conforme já se antecipara, o placar final foi definido pelo ministro Celso de Mello. Ao votar contra a liberdade de Lula, Celso frisou que a posição expressada ontem não representa uma antecipação de como irá votar no futuro sobre o caso, quando julgar do mérito da questão - se o então Juiz Moro foi ou não parcial ao condenar o ex-presidente no caso do tríplex.

( Fonte: O Estado de S. P|aulo )

Balanço da visita da Bachelet


                               
    Teve sucesso a missão de Michelle Bachelet?  Se tivermos presente, que o regime chavista mantém setecentos venezuelanos presos, em inimagináveis condições, com base em acusações políticas, a resposta terá de ser não.

        Poder-se-ía antever algo melhor dessa visita da Bachelet à ditadura chavista ? A Alta-Comissária para os Direitos Humanos terá tentado a libertação desses infelizes, presos sob fragilíssimas acusações de ordem política? Não excluo que o haja feito, mesmo que de forma simbólica. Ressalta, no entanto, que malgrado tudo o que se diz sobre as terríveis condições nas enxovias dessas setecentas "ameaças" ao Estado chavista - além de ter presente a imanente precariedade desse Estado, com os seus hospitais em condições miseráveis, a ponto que militares - que têm acesso aos 'melhores' - enjeitam o que de saúde tais estabelecimentos possam hoje oferecer, correndo para o atendimento nos hospitais de Roraima.
            A Bachelet insistiu em escritório de direitos humanos,e ela tenciona manter na terra de Bolívar dois comissários durante três meses , e não é de descartar a possibilidade de criar-se escritório permanente, em até seis meses. Se cumprido esse "compromisso", nunca se terá previsto algo tão inadequado para lidar, não só com Maduro, mas também com o seu soturno vice, Diosdado Cabello (com quem ela também se reuniu).

                 Juan Guaidó, pela foto ao lado da Bachelet, já tem ares presidenciais, ainda que interinos. Não se deve, contudo, negar, que Guaidó é um sucesso, e um senhor porta-voz de oposição, até hoje infelizmente atenazada pela interna desunião. Só não repetirei, por respeito ao leitor, o número de países que o reconhecem como tal.  Também me parece importante que a Bachelet saiba do número de pessoas, ou escorraçadas para o exílio, ou refugiadas em missões diplomáticas.
                     Outro testemunho de grande, talvez maior pertinência  foi o de Gilber Caro, deputado ex-preso político do regime chavista. Caro logrou encontrar-se com a Bachelet. Ele já foi preso duas vezes, e, guarda caso!, foi liberto nesta semana, após 51 dias de cadeia. Condições dessa última prisão:  onze dias algemado, trinta dias incomunicável, em uma cela de um metro (?) sem direito a tomar banho.
                     Todas essas contradições entre as torturas e as miseráveis condições reservadas aos mortais (quando não visitam altos funcionários e funcionárias internacionais) participam da triste, tenebrosa rotina das ditaduras & Cia.que ainda vicejam nesse mundo,vasto mundo, como a Venezuela parece ser a um ponto de cinismo que é de tirar o chapéu (mesmo que metaforicamente, uma vez que tal adereço do vestuário passou a ser usado apenas por motivos de saúde... )       

(Fontes: O Estado de S. Paulo; Carlos Drummond de Andrade)                           

quarta-feira, 26 de junho de 2019

A Jogada de Salvini


                                            

       O Vice-premier da Itália, Matteo Salvini, ameaçou ontem renunciar, se não obtiver da União Europeia dez bilhões de euros de cortes de impostos.
         Bruxelas, no entanto, nega, e afirma que, com a diminuição da receita, a dívida italiana, que já anda em torno de 132% do PIB, crescerá ainda mais e colocará em risco a zona do euro.

         Por outro lado, Salvini estaria forçando a dissolução do governo, com vistas a antecipar as eleições na Itália, e assim obter mais poder.

          Salvini parece estar jogando em muitas mesas ao mesmo tempo.

        Ao presumir uma série de incógnitas com a repetição de resultados favoráveis, ele pode estar montando um castelo de cartas, e sem dar-se conta, preparando una sconfitta política da non dimenticare.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )