sábado, 23 de junho de 2018

Clandestino na Copa (5)


                                             

             O jogo entre  Alemanha e  Suécia foi outra partida dramática para o atual campeão mundial. A Suécia fez um gol logo no início, e por algum tempo segurou a vantagem. Já no segundo tempo, o empate - que ainda favorecia a Suécia - durou até os minutos finais da partida.
             É de frisar-se que a arbitragem deu cinco minutos para o tempo suplementar, e no finalzinho, por um foul no limite da área por um defensor sueco - o que ele deveria ter evitado - acabou dando ao atacante alemão a chance de marcar o goal da vitória.
             Com isso, a Suécia acabou jogando fora uma partida que, na prática, estava ganha. Mas esqueceram que do outro lado havia alemães que não estavam muito conformados em terminar o jogo daquela forma.
             Dessarte, a Alemanha continua viva na Copa, depois da derrota para o México e um jogo em que a Suécia não soube administrar a partida.

( Fonte: Tv Globo )

Farsa, um relatório das Nações Unidas ?


                                    

         Quando um regime chega ao extremo de rotular de "grotesca farsa" Relatório  do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, documento este que denuncia a política de repressão contra os opositores do presidente Nicolás Maduro, é forçoso admitir que a situação da Venezuela atravessa momento tenebroso.
            Pois o que foi levantado pela instância das Nações Unidas trata do recurso sistemático pela ditadura de Nicolás Maduro a execuções extrajudiciais, prisões arbitrárias, tortura, violência sexual e simulações de execução nos calabouços do regime chavista.
            Em termos de condições humanas de existência, a situação na Venezuela beira o insuportável, se agregarmos ao contexto sumarizado acima, a híper-inflação, o consequente desabastecimento generalizado, com a falta de insumos básicos em termos sanitários e farmacêuticos, além das prateleiras vazias nos super-mercados, o desastre médico-sanitário nos hospitais, e o que é ainda talvez pior, a falta de segurança da população, diante do banditismo generalizado.
            
( Fonte: O Estado de S. Paulo )

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Nota ao blog "A Cidade Maravilhosa virou monstro?"

 Nota para os  Leitores:

O quinto parágrafo do blog "A Cidade Maravilhosa virou monstro?" saíu incompleto na sua impressão.

Rogo, por conseguinte, que as duas últimas frases da primeira página desse blog sejam lidas da seguinte forma: "parte, tampouco é compatível com a coexistência, na medida em que esse tipo de relação haja sido praticado no passado."

O restante do blog está conforme o original.   Grato pela atenção.

A Cidade Maravilhosa virou monstro ?


                                           
                        
     O Rio que conheci, menino,  vindo em 1948 para esta cidade, então capital da República, nos últimos anos da presidência do General Eurico Dutra, esse Rio de Janeiro, também chamado Cidade Maravilhosa,  essa hoje megalópole poderia ainda reter tal designação que lhe deu em 1935 a marchinha de André Filho?   
        Para nós, moradores do Rio de Janeiro, essa pergunta só pode ser agora acolhida com um sorriso, cujas características hão de variar segundo a relação de cada um com essa megacidade.
        O Rio, como metáfora, há de variar enquanto megacidade na vivência de seus moradores.  A primeira coisa a evitar, no entanto,  é amalgamá-la em um conceito ou numa experiência única.
        Porque esse Rio de Janeiro, se algum dia existiu, não é mais encontrável como experiência singular.
        Basta ler o noticiário citadino para que essa imagem romântica da cançoneta carnavalesca se transforme ou numa velha, esmaecida fotografia em cuja projeção não muitos poderão penetrar, ou na face cruel da mega-urbe que nos repele, seja pelo seu caráter em que a violência passou a representar-lhe a face em múltiplas extensões, a ponto de torná-las irreconhecíveis, ou - o que é ainda mais grave - trazer a violência e com ela a visão horrenda de uma sociedade deformada, em que qualquer convívio se torna impossível pela ínsita malignidade do Outro, que além de poder estar em toda parte, tampouco é compatível com a coexistência, na medida em que esse tipo de rela

         Transcrevo a seguir o caput da notícia sob o titulo "Mãe acusa a polícia por morte de jovem no Rio" : "Os pais de Marcus Vinicius da Silva, de catorze anos, morto anteontem em operação das forças de segurança no Complexo da Maré, Zona Norte, acusam a polícia do crime e prometem   processar o Estado. Em  depoimento emocionado, a diarista Bruna da Silva contou que, antes de ficar inconsciente, o filho disse que o disparo  que o atingiu partiu de um blindado. A Polícia Civil, que coordenou a operação, limitou-se a dizer que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.


          "Atrasado para a escola, o adolescente saíu de casa uniformizado, com a mochila nas costas, quando foi surpreendido pelo início da operação. Resolveu, então, voltar para casa, mas, no meio do caminho, acabou sendo atingido pelas costas. "Quando eu cheguei à UPA, meu filho estava vivo e falou : 'Mãe, eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou', contou Bruna. "Eu perguntei quem tinha atirado e ele respondeu: 'Foi um blindado, mãe, que não viu minha roupa de escola." Depois disso, continuou ali, ainda segurando a camiseta ensanguentada do uniforme do filho."Ele começou a gemer, a pressão caíu e não conversamos mais. Parece que estava esperando eu chegar." 

          "Mais cedo, no Instituto Médico-Legal (IML), Bruna já havia acusado a polícia pelo crime: "Espero justiça. Calaram meu filho, mas não vão me calar. Por ele, eu vou falar." Segundo ela, testemunhas relataram que pediram para que os policiais não atirassem. "Uma moça me disse que gritou: 'Não atira, é uma criança, ele está com roupa de escola." Só que eles não ligaram e atiraram."
            "As 44 escolas que funcionam dentro do Complexo da Maré não funcionaram ontem. Diversos professores da rede municipal e o próprio secretário de Educação, César Benjamin, afirmaram que helicópteros  dispararam tiros contra os colégios. A ONG Redes da Maré contabilizou  na área próxima às escolas mais de cem marcas de tiro.

            Por primeira vez, o prefeito Marcelo Crivella cedeu o Palácio da Cidade para o velório de uma vítima da violência e decretou luto oficial por três dias. Nesse sentido, afirmou o Prefeito Crivella no velório: "O velório no Palácio é um gesto. A população do Rio, eu, o secretário de Segurança, não aguentamos mais ver crianças inocentes morrendo em tiroteios que, a experiência mostra, têm tido pouco resultado efetivo no combate ao crime organizado. Nós precisamos de ações de inteligência que evitem a morte de inocentes."

              Procurado pela reportagem de O Estado de S. Paulo, o Gabinete de Intervenção afirmou que não iria se manifestar sobre a operação.

              Segundo o presidente da ONG Rio da Paz, Antônio Carlos Costa, que questionou a eficácia da operação: "As mortes de crianças vítimas de balas perdidas nas favelas, por causa de confrontos  entre policiais e traficantes ou disputas entre facções criminosas rivais, são a face mais hedionda da violência no Rio de Janeiro. Já foram oito crianças mortas este ano. Que ganho para a segurança pública justifica a morte de um menino morador de favela?"


( Fonte: O Estado de S. Paulo )
          
          
              

Presente na Copa !


                                    

         O jogo Brasil x Costa Rica foi nervoso, suado e árduo. Só no final, mais uma vez Filipe Coutinho marcou. O segundo gol do Brasil, de Neymar, nos segundos finais, foi apenas mais um ponto de exclamação do esquadrão verde e amarelo, contra a retranca da Costa Rica.
         Sua Senhoria, o árbitro, contribuiu com a marcação de um pênalti a favor do Brasil, que, por artes da Fifa, seria depois cancelado...
         Que a Costa Rica seria carne de pescoço já era antecipado. Nossos adversários foram, no entanto, um adversário muito mais difícil que o previsto. Pouco ameaçaram o arco brasileiro de Alisson, mas a retranca costarricence funcionou,  quase até o término do segundo tempo em um persistente zero a zero.
          Como não esperei pelos comentários (e as estatísticas) do Galvão Bueno, não sei se o Brasil já está matematicamente classificado...  
           
( Fonte: Rede Globo )

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A Ditadura de Maduro


                                         
           
            O regime ditatorial de Nicolás Maduro cada vez mais se afasta de qualquer norma democrática. Desde muito que a Venezuela sob o domínio deste senhor se tornou um regime brutal, que persegue a oposição da forma mais iniqua e inescrupulosa, não se detendo sequer diante de qualquer consideração que envolva justiça, honestidade e a isonomia no tratamento dos seus conacionais.
           Para começar, não há mais cidadãos na Venezuela de Maduro. Existem os servos da ditadura chavista, que vendem  suas convicções e o próprio auto-respeito pelas eventuais esmolas que recebam de um poder corrupto e degenerado, na medida em que ainda tenta ajaezar-se com a roupagem dos regimes democráticos, enquanto vilipendia a liberdade e o respeito a seus semelhantes pela própria cupidez, desonestidade e vilania, a todos buscando seja corromper na lama de governança fundada na força cega e boçal, no abandono da justiça e da equidade, enquanto tenta estufar as próprias riquezas, seja recorrendo, ao enfrentar a resistência dos combatentes pela democracia,  toda sorte de vileza e de procedimentos que maculam a espécie humana, como a tortura, o arremedo de justiça, a monopolização da riqueza estatal, que é desviada do povo soberano e empregada para os fins espúrios do auto-enriquecimento, a par da monopolização da economia venezuelana. Tais crimes são, para os cidadãos,  a manifestação da presença do Tirano , enquanto este tenta destruir o que de democracia resta, e se serve de todos os braços do Estado em próprio proveito, inclusive para a destruição do punhado de gente que luta por um país mais digno. 
             Para o Tirano toda resistência democrática e todo empenho em fazer ressurgir a liberdade é tratado como se fora o pior dos crimes. Reeditando as campanhas de Stalin contra os seus supostos opositores dentre as fileiras do Partido Comunista Russo, agora é a vez  do espúrio governo de Nicolás Maduro lançar campanha contra parlamentares opositores da ditadura chavista. Para tanto, foram torturados vários militares para que denunciem a nova invenção do ditador, que seria o envolvimento de Júlio Borges, presidente da Assembleia Legislativa e de Maria Corina Machado, a corajosa deputada democrática, em suposta tentativa de atentado contra Maduro e o alto escalão militar. Nas palavras do ditador, é o "golpe azul", que  recebeu esse nome das cores da Força Aérea Venezuelana. 
            Nesse sentido, o presidente-eleito da Colômbia, Ivan Duque, condenou a manobra do regime chavista. "Acho vergonhoso o que estamos vendo, que é a ditadura de Nicolás Maduro perseguindo agora para levar a líder Maria Corina Machado à prisão. Essa é uma forma de calar as vozes da oposição", afirmou Duque, que pediu a "libertação dos presos políticos".
            Nesse mesmo mítico "golpe azul", o presidente da Assembleia Legislativa da Venezuela, Júlio Borges - que a ditadura de Maduro fechara para efeitos práticos, ao encenar a farsa da Constituinte dos Bairros, cuja presidência deu à copartidária Delcy Rodriguez.  Sem a universalidade das Constituintes, essa assembleia fora "eleita" pelos sufrágios de uma farsa caribenha, eis que a sua ilegalidade fora afiançada pela própria firma suiça que organizara o dito processo. Na verdade, o número dos votos tinha sido cinicamente inflado pelo regime Maduro. Com o assim-denominado "Tribunal Supremo de Justiça" disponível para "legalizar" todos os seus procedimentos, não surpreende hoje que haja logrado "substituir" a legítima Assembleia Nacional, onde a Oposição tem a maioria, pela apócrifa Constituinte dos Bairros.           
             Como se vê, para a paranóia do ditador não há limites nas mórbidas invenções de alguém que crê encontrar nos opositores, sobretudo se corajosos, a possibilidade de que recorram a procedimentos que repugnariam à moral de qualquer mente democrática.
              Mas diante dos padecimentos que a ditadura de Maduro tem trazido para o pobre povo venezuelano (hiperinflação, com o consequente esvaziamento  de toda forma de remédio, alimento e insumos para a rede hospitalar - que não mais funciona na prática, fugindo para Rondônia até militares, para se tratarem nos hospitais brasileiros), se torna cada vez mais provável que esse regime nocivo se torne sempre mais exposto à erupção da cólera popular, dadas as condições existenciais prevalentes na pobre terra de Bolívar, que se incitam à fuga cada vez mais numerosa de nacionais tanto para a Colômbia - bastante mais próxima - quanto para o Brasil, no estado de Rondônia, a despeito dos muitos quilômetros que o separam dos centros habitados da Venezuela, podem igualmente lançar às ruas e praças dos centros citadinos, a começar por Caracas, por verdadeiras colunas humanas, açoitadas por fome e a doença, e tangidas pela raiva, com a força e a coragem que parecem vir dos poços da ira e do  desespero, que só esse regime incapaz de Maduro pode insuflar nos novos miseráveis do século vinte e um, que vivem no país dos maiores depósitos de petróleo, e que a inépcia do regime chavista, por incapacidade técnica dos atuais prepostos, já não logra extrair em quantidades suficientes para alimentar a virtual monocultura venezuelana.
            Em termos de crueldade, é o mesmo que condenar alguém a morrer de sede, ao lado de um tonel de água potável que ele não consegue abrir .

( Fonte: O Estado de S. Paulo )
                           
           

Clandestino na Copa (4)


                                   

          O que aconteceu com a Argentina no jogo com a Croácia  é  a primeira grande zebra da Copa na Rússia.  Que a equipe que disputou a final com a Alemanha na Copa do Brasil tenha agora perdido para a Croácia, na fase inicial,  mostra uma turbadora nivelização dos times. É quase como se todos os resultados se tornassem possíveis na Copa da Rússia.
            E mais ainda: a atuação de Messi é outra indicação de que se está exigindo demais do craque argentino, que sendo humano não logrou resistir a tanta cobrança.

( Fonte: Folha de S. Paulo )