segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

A Candidatura Doria

      Com a vitória  de Bruno Covas e a respectiva reeleição, a despeito do brilho da  atuação do Prefeito,  observadores políticos paulistanos têm enfatizado eventuais resistências em São Paulo contra  João Dória, e para tanto ter-se-á presente , a avaliação da Folha sobre as perspectivas enquanto candidato nacional dos obstáculos existentes às pretensões de Doria. 

       Neste contexto, esse coro grego tanto da Folha, quanto das eventuais repercussões de sua atuação, deve-se ter presente alguns fatos importantes,  que também merecem ser considerados.

        O valor da eventual candidatura presidencial de João Doria tem sido assiduamente reforçado pela postura do Presidente Jair Bolsonaro, que não perde ocasião de mesmo a contrariu sensu enfatizar o peso da ameaça enquanto competidor ao Planalto que para o atual primeiro Magistrado da República vem representando na prática como seu oponente natural o governador paulistano.

         Nessas condições, quer se queira, quer não,  pesa na balança popular o antagonismo natural que é atribuído  pelo atual morador do Palácio da Alvorada ao seu rival paulistano. Tal característica assoma tão amiúde no horizonte político - e por iniciativa do próprio Presidente na implícita rivalidade política - que tal reconhecimento natural   já de certa indiscutível maneira faz parte da bagagem do rival paulista, eis que o seu valor como ameaça já dispõe de saída do implícito reconhecimento de quem o avalia como o real adversário. 

         Essa atenção com que o atual Presidente da República, por assim dizer, distingue a sua relação com o governador Doria.  Ser apontado como adversário do Presidente já me parece o bastante para caracterizá-lo como a sua nêmesis.  Nesse sentido, essa linguagem da valorização a contrario sensu implícito, que está presente no comportamento presidencial, tem a importância de varrer avaliações como a conferida pelo artigo da Folha desta segunda-feira, quando atribui a Doria frágil identidade nacional...

           Que frágil identidade nacional é esta que   faz por merecer  um comportamento oposto da primeira Autoridade da República em termos de atenção e relevo ? Se Doria se afigure tão desimportante assim, como explicar a atitude que assume quase que como reflexo o seu principal adversário ?


( Fontes: Folha de S, Paulo. Estado de S. Paulo )

Sucessão na Câmara

      A disputa pela presidência da Câmara de Deputados se afigura como uma escala fundamental na tentativa  de Jair Bolsonaro em preparar a respectiva reeleição. 

        Nesse contexto,  no meio político parece imprescindível que o Presidente Bolsonaro aplaine a respectiva tentativa de reeleição mediante a presença na chefia da Casa de um comando político que lhe seja próximo.

        Para tanto, o Palácio do Planalto conta com a assistência, à testa dos Deputados, de um presidente como Arthur Lira, um dos líderes do Centrão,  que lhe dê as condições necessárias para que Bolsonaro logre, por segunda vez, a sua travessia para a Presidência.

        Como se sabe, através da maioria ética do Supremo, foi batido, por inconstitucional, o intento de recondução, nesta legislatura, de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados. 

         Nessas condições, Bolsonaro acredita que  Lira, um dos  líderes do Centrão, lhe poderá dar o suporte necessário, na área parlamentar, para proporcionar-lhe condições  de perfazer a árdua travessia que tem pela frente.


( Fonte: O Estado de S. Paulo )

domingo, 6 de dezembro de 2020

O Escândalo Anunciado da Imposição Eleitoral do Chavismo

        É triste, mas vai acontecer, e será pena de que terá a conivência da imprensa com a farsa montada pelo Ditador  Nicolás Maduro.  

        "Quem não vota, não come", a frase de Diosdado Cabello, que é "candidato" e ao mesmo tempo "Homem Forte" do chavismo, como se essa sinalização não fora apenas a expressão da boçalidade no pobre mundo político que caracteriza a corrupta ditadura de Maduro, no que resta de uma Venezuela emaciada e corrompida pela herança maldita de Chávez e seu sucessor  Nicolás Maduro. 

         Os venezuelanos, em grande parte coagidos, que vão hoje às urnas, atuam em um embuste, porque estarão participando da "eleição" de 277 deputados, que se prestarão a uma farsa, por representarem o inconfessável apoio a um governo pútrido, que está há decadas no poder, pela coação e sua irmã corrupção.

           Inexiste  coragem nesse agrupamento de lamentáveis figurantes em uma tragédia que sela a morte - ainda que temporária - da Democracia na pobre Venezuela. São catorze mil candidaturas!

           Para quê? Para  Nada! 

            Há um limite para o deboche e para o achincalhe à democracia, por apequenada e machucada que esteja.

             Meus pêsames a todos aqueles que de alguma forma viabilizaram esse intento de farsa.  Pois só a violência djtatorial é capaz de pensar um tal lúrido cenário. 

              Mais cedo de o que pensam os ditadores de turno, voltará a Democracia, livre afinal de todas as tristes figuras que compõem o atual cortejo de horrores.

               Recorde-se bem,  Povo Sofrido da Terra de Bolívar, que há limite para tudo.

                Hipocrísia, Deboche e Acinte podem ter seu dia de festejos, mas tenha presente,<  Povo Sofrido da Venezuela, que o Dia de Contas não há de tardar, com o seu rastro de lágrimas e sangue a finalizar a celebração do Castigo pelos crimes cometidos  e a Vitória Final da DEMOCRACIA. 


Brasil atrás na corrida pela Vacina

     Ao apostar  as fichas em poucas candidatas, o Brasil de Bolsonaro está ficando para trás na corrida pelas vacinas contra a Covid-19.  Nesse quadro, a população brasileira corre o risco de  não receber os imunizantes por mais tempo ou de ter acesso apenas àqueles que não sejam tão bons, ao contrário das nações mais organizadas e com mais recursos.

     A preferida do Governo  Federal é aquela produzida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca.

      Está a vacina entre as primeiras no mercado,  mas a média da eficácia obtida se acha em 70% A Farmacêutica  deverá conduzir  novos estudos após não conseguir explicar porque uma dose menor foi mais efetiva.

       A chinesa Coronavac, da empresa Sinovac, por sua vez é a aposta do governo paulista de João Dória (PSDB) e tem sido motivo de embate entre o governador e o Presidente Jair Bolsonaro.  Sem dados que atestem a eficácia do produto, o governador Dória promete imunização em janeiro.

         A Pfizer, com aval para uso no Reino Unido e a Moderna, concentram pedidos de países ricos, que já garantiram também vacinas de pelo menos outras quatro marcas.

         Os Estados Unidos já firmaram acordo com seis fabricantes e o Canadá lidera em doses per capita, com nove.

          Data venia, aonde fica o Povo brasileiro? Queremos menos politicagem e mais eficácia na busca de uma vacina que seja bastante para proteger-nos nessa travessia, porque também somos filhos  de Deus, e desejamos que a nossa Pátria e seus filhos também sejam aquinhoados nessa distribuição dos principais imunizantes. 

           O Brasil pelo seu peso demográfico e pela sua atuação no capítulo não pode ficar entregue ao passado retrospecto da Presidência Bolsonaro no que tange a esta etapa fundamental para a proteção de nossa gente.  Não carecemos de vazias politiquices, mas de real eficácia, para que o governo de Jair Bolsonaro mostre afinal ao que veio, na sua luta até agora desigual contra o flagelo da Covid 19

      

sábado, 5 de dezembro de 2020

O Centro do Rio e o que oferece para o pensamento inovador.

     É considerável a demora nos testes de Covid. Se em S.Paulo já chega a cerca de dez dias, na velha Cap, os atrasos são muito maiores. Decerto avulta como característica no Rio de Janeiro que por causa  da desorganização e mesmo bagunça que prevalecia na Prefeitura, os pobres carentes de diretivas médico-hospitalares se viam forçados a pacientarem por largo tempo, tal a desordem existente.

      Mas não é que tal desorganização se haja dissipado tão logo figuras  como Wyzel e Crivella ou estejam afastados, às voltas com o Judiciário - o que de certa forma lhes explica a patética situação, pois quando no poder agiram como se tais condicionantes não existissem - ou se aprestem à longa caminhada que é reservada àqueles que enjeitam o favor do Povo.

       Ao novo Prefeito  Eduardo Paes - que já passou pelo Rio e de que a gestão assoma muito maior do que à da dupla acima, mas quem sabe? importa ainda pacientar, pois se mostra mais capacidade executiva, ainda nos cabe esperar, eis que Sua Excelência carece de desmanchar um tanto o considerável esvaziamento do centro citadino carioca, que, com a devida vênia. ele o transformou quase em um beco das almas - pois onde havia movimento,  comércio, bons restaurantes, livrarias e dadivosos sebos, deparamos agora a pasmaceira de um bairro em que antes as gentes conversavam, circulavam e se instruíam (em livrarias e sebos vivos), hoje se atravessam becos desertos, em tal situação que mais parecem áreas que se vestem daquele perigoso ermo de gente.O centro carioca, pelo que participa do ethos  do povo do Rio de Janeiro, não deve ser condenado a um enterro antecipado, pois naquelas travessas e ruelas ainda tem condições de viver o espírito carioca, que pode, a um primeiro olhar, não luzir com a força do modernoso, mas que ainda guarda a inteligência das longas conversas e dos bons livros que esperam pacientes por leitores com feeling e inteligência para perlustrá-los na sapiência que, en passant podem nos passar.

      O núcleo central da polis carioca pode ambicionar um novo re-nascimento. Ao invés de ruas mortas - que só servem para carros e taxis buscarem o caminho da Zona Sul ,  o centro do Rio mereceria conviver com a recuperação dessa parte central, que não carece de ser sufocada como se fosse inimiga do progresso. Os sebos,  livrarias e  bares são círculos potenciais de inteligência e não de atraso ou de velharias saudosistas, e como tal devem ser tratados, imãs que são da cultura, que é o reverso do abandono do  atual remanescente que não merecia ser decretado em processo de desfazimento.   

        Estou certo que o novo Prefeito volta à lide carioca consciente de que sua obra renovadora deve ser continuada, mas, creia-me, seria atar-lhe ao pescoço um peso desproporcional e - convenhamos - pouco condizente com a alma carioca que o velho Centro venha a ser  declarado inútil, quando ainda teria muito a trazer em termos de cultura, espírito   e inteligência à modernidade carioca. 

         Para tudo há tempo de repensamento e de reinvenção. Aquele velho centro do Rio, tinhoso talvez, pode nos ensinar a boa lição de que a cultura é também uma plantinha  que, com todos os seus anos, e com o seu mostruário de reviveres e de reencontrares oferece aos políticos inteligentes senhora oportunidade, sobretudo a eles  que guardam para a sua progressão com a velha mas provada arma da possibilidade de reinventar-se.  Para tanto, a experiência de uma pausa pode ser muito relevante, eis que ela dá a oportunidade de proceder nesse trabalho de reinvenção do centro carioca com a preservação de suas grandes características,     que na verdade aí estão solícitas e gárrulas como sempre, para mostrarem que dedos de prosa e estantes com bons  livros merecem a atenção que a cultura sempre fez por preservar e merecer.

          Senhor Prefeito Eduardo Paes, traga a gente da cultura e da conversa de volta ao centro do Rio. Com o seu tino e o seu espírito, afaste dele os fantasmas do abandono e da decadência. Traga a esse punhado de ruas de paralelepípedos e asfalto um senhor sopro de século XXI, bem ciente de que a grande maioria dessa boa gente vê com muita simpatia a sua força pela mudança, e por conseguinte, a natural projeção da própria  visão de um tempo melhor em que se abra largo espaço, generoso mesmo,  à inteligência, sem muito atentar para os trajes respectivos, e tampouco  para os seus costumes, eis que governar é a grande magia de abrir espaços - sempre generosos - e, se me permite, sendo Vossa Excelência ainda jovem, pode-se permitir conviver com todas as idades, desde que tragam consigo um sopro de esperança e o espírito da tolerância. Juscelino Kubitschek, com quem tive a oportunidade de praticar quando no esplendor de seu  governo, mas também na hora difícil do seu desterro, ele nos traz o perfil  do personagem que sobrepaira à paisagem e as eventuais contingências da sorte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Supremo na reeleição pretendida por Maia e Alcolumbre lavará as mãos com o facilitário da interna corporis

   

        O Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem do Estadão, vai   construir uma "solução jurídica" que abrirá caminho para a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e de Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao comando do Senado, em fevereiro de 2021, mas deixará a última palavra sobre o assunto com o Congresso...   

        Na verdade, nos bancos da Moncorvo Filho não era encontrável a solução "interna corporis", pois tal tipo grosseiro de "milagre jurídico" não está disponível . A Lei é a Lei, e essa estória não engana mais ninguém. 

         O famoso"jeitinho"serve apenas para a eventual caricatura, um grosseiro faz de conta que só engana aos cortesãos dos respectivos beneficiados... Não é um bom começo fazer de conta que os moldes da Carta Magna servem para disfarçar o continuismo que mesmo distorcido por palavras latinas não lhe mostra a pétrea face...


( Fonte: O Estado de S, Paulo )

    

Para Doria Vacinação deve começar em janeiro