terça-feira, 9 de junho de 2020

Estrela Solitária ?


                                           


         A Primeiro Ministro da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta segunda, dia oito de junho, que o país não tem novos casos ativos  de coronavírus.  

          Com efeito, não há registro de novas infecções nas grandes ilhas  que formam a Nova Zelândia há dezessete dias.  Na última semana, apenas um caso continuava ativo.  Ao todo, a Nova Zelândia teve 1.154 infectados e 22 mortes em uma população de cerca cinco milhões de habitantes, desde o registro inicial do novo coronavírus em fevereiro.

              Ardern, em entrevista coletiva, anunciou o relaxamento de todas as medidas de combate ao vírus no país, exceto as restrições de fechamento de fronteiras.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

Toffoli critica Bolsonaro


                   
              O presidente do Supremo, Dias Toffoli, declarou durante  lançamento de manifesto em defesa da Democracia e do Judiciário, que  Jair Bolsonaro deveria parar de ter atitudes 'dúbias' em relação  à Democracia.

                Segundo Toffoli, é necessária a trégua entre os Poderes para que o País enfrente a covid-19.

                Nesse sentido, sublinhou Toffoli:
                "Essa dubiedade impressiona e assusta a sociedade brasileira e a comunidade internacional".

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Bela Reação da Imprensa


                      
      Conforme noticia hoje O Globo a reação da imprensa, forçada pela inédita atitude governamental, revelou ao público nacional, através de um consórcio de veículos de imprensa (O Globo, Folha, O Estado de S. Paulo e outros) quais são os números da Covid-19 para o dia de ontem, oito de junho: 849 cidadãos morreram, o que monta a total de 37.312 mortos e 710.887 contagiados.

          Por sua vez, o ministro Alexandre de Moraes( STF) determinou  que o governo Bolsonaro volte a divulgar os dados das ocorrências.

           E a Organização Mundial da Saúde pediu transparência.

(Fonte: O Globo )

domingo, 7 de junho de 2020

O Presidente Bolsonaro e a questão dos dados da Covid-19


      
         Diante da situação referida no blog de ontem - basicamente a negação de passar em tempo oportuno à TV-Globo, no seu Jornal Nacional, a transmissão sobre a situação da Covid-19 no Brasil: assim, o número total atualizado de mortos até a data, bem como o número de mortos nas últimas 24 horas, agora sucede o seguinte:

             Ao invés de atender ao que semelha ser o interesse público, disponibilizando tais números aos telespectadores, o Presidente Bolsonaro determina ao oficial militar que ora ocupa a chefia do ministério da Saúde que retarde a divulgação para depois das 22 horas.

               Na compreensível confusão que se sucedeu, não tardou muito para que logo se difundisse  que o interesse do presidente seria o de negar ao telejornal da Globo a pronta difusão de dados que interessam ao Povo brasileiro, i.e. a notícia através do Jornal Nacional sobre a situação da Covid 19, como referido no primeiro parágrafo do blog.

                 Em meio à verdadeira cortina de fumaça - que vinca esse aspecto  da determinação presidencial - o escopo seria negar à Globo o ensejo de prestar tal serviço público aos telespectadores,  que compreensivelmente desejam saber da situação do drama da Covid-19,  no que tange às mortes da pandemia, tal drama nos concerne a todos os brasileiros. 

                  Na verdade, Sua Excelência não deveria perder uma ótima ocasião de limitar-se a acompanhar, como o restante do Povo brasileiro, a evolução deste drama, e que - em prática se desenvolve desde o surgimento das macabras consequências da pandemia de forma adequada, em respeito ao direito à informação que nos assiste a todos os brasileiros diante desse cruel desafio ao nosso corpo médico e a todos os compatriotas que compreensivelmente se interessem a tal descomunal desafio  e por conseguinte a seus dirigentes, prefeitos, governadores, e, com a devida vênia, a Sua Excelência o Senhor Presidente, que não poderia eximir-se, SMJ, em termos da informação ao Povo brasileiro em todos os procedimentos conducentes a que a Nossa Gente venha a ser informada da real situação que atravessamos. 

                     Diante desse toynbeano[i] desafio, defrontado com as múltiplas sugestões sobre o quê fazer para a expedita solução dessa dificuldade, surgindo toda sorte de indicação - inclusive a do Tribunal de Contas da União - quer-me parecer mais fundado, na minha experiência já concluída com cerca de dez lustros a serviço do Itamaraty, que seria o caso de confiar ao nosso Supremo Tribunal Federal o encargo de fazer ver a Sua Excelência o Senhor Presidente Jair Bolsonaro o quanto seria de interesse da Nação brasileira  que tal discussão em que não vejo porquê continuá-la, venha a ser, com a devida vênia presidencial atalhada, eis que existe diante de nós um interesse que sobreleva a todos: que se solicite, sem mais delongas, que esse problema seja de pronto afastado, e restabelecido, sem mais inúteis delongas o que antes se fazia: a transmissão de interesse público da Nação brasileira através da Rede Globo, devida e oportunamente informada pelos serviços do Ministério da Saúde, no formato anterior, que tão bem preenchia ao manifesto desejo de todos aqueles a quem concerne a situação de nossa luta contra a Cofid-19.

              Nesse sentido, a Justiça - através de sua mais alta representação - e a Presidência da República, na pessoa do Presidente de todos os brasileiros  dariam cumprimento ao dever da informação ao nosso Povo, que se realizaria de acordo com as condições anteriormente prevalentes, haja vista o manifesto interesse nacional em que o Brasil e a sua gente tenham pronto conhecimento da forma em que se realiza esse magno desafio que é enfrentado pelo esforço e a luta de nosso corpo médico e dos serviços de saúde, de modo a que ele  possa ser vencido de forma a que nos honre a todos nós brasileiros.

               Respeitosamente,

         Mauro Mendes de Azeredo, embaixador aposentado (2007). Prêmio Rio Branco, Medalha de Vermeil, Primeiro Lugar, CPCD-Instituto Rio Branco (1959). São cinquenta anos de carreira, que aí estão os anuários do Itamaraty para demonstrá-lo.             


[i] Arnold Toynbee, autor do clássico A Study of History (Londres, novembro de 1961), em doze volumes, em que o filósofo-historiador inglês disserta sobre os vários desafios que foram arrostados pelas muitas civilizações da História do planeta Terra, marcados pelos sucessos e fracassos determinados pelos meios e modos com que os diversos povos enfrentaram os desafios que confrontaram as respectivas civilizações.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Petróleo vaza na Sibéria


                                

        Um grande derramamento de petróleo no rio Ambarnaya, na Sibéria, forçou o Presidente Vladimir Putin a declarar, a quatro do corrente, estado de emergência. Furioso diante do tamanho do desastre ecológico - cerca de vinte mil tons. de combustivel invadiram o Ambarnaya. O mega-vazamento teve pioradas as suas consequências por uma série de confusões das autoridades locais, que foram repreendidas publicamente por gospodin[1] Putin, que as acoimou pela resposta ruim e lenta.
            Acima do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Rússia, um tanque de combustível em uma usina perdeu pressão no dia 29 de maio na cidade de Norilsk, causando o mega-vazamento de pelo menos vinte mil toneladas de petróleo e lubrificantes, ou mais de 2,4 milhões de litros.
              Temendo a reação das autoridades e, em especial, do Kremlin, os funcionários da estação tentaram conter o vazamento por conta própria,  e por isso não comunicaram  o acidente aos serviços de emergência durante dois dias, segundo informou o chefe do Ministério de Situações Emergenciais  Evgeni Zinichev. 

               O homem-forte da Federação Russa cuidou de convocar reunião na quarta-feira, três de junho, que presidiu acolitado por Evgeni Zinichev, em reunião que foi transmitida para o imenso império russo.
                Nesse contexto, o governador da região de Krasnoyarsk, Alexander Uss disse a gospodin Putin  que tomara conhecimento do derramamento de óleo no domingo, depois que "informações alarmantes apareceram nas mídias sociais."

                  Putin em seguida atacou Sergei Lipin, chefe da subsidiária proprietária da Usina - a Norilsk-Taimyr Energy. Co..  "Vamos ficar sabendo de situações de emergência pelas redes sociais?",  questionou o todo-poderoso presidente.  Em seguida, Putin afirmou que um estado de emergência nacional era necessário para obter mais recursos para os esforços com vistas à limpeza.
                         Ainda como parte da investigação, Viatcheslav Starostine, funcionário da usina termoelétrica foi colocado em prisão preventiva por um mês, segundo comunicou o tribunal da cidade de Norilsk.  Ontem, quatro de maio, lagos e cursos de água a mais de vinte km do local continham concentrações de petróleo em quantidade muito superior ao limite máximo permitido,  de acordo com a agência reguladora da Federação Russa para recursos naturais.

Grande desastre ecológico ?


                              O órgão ambiental responsável declarou que quinze mil toneladas de produtos petrolíferos penetraram no sistema fluvial e outras seis mil, no subsolo.  Segundo a Agência Nacional de Pesca, o rio carecerá de décadas para se recuperar do impacto.  O diesel estava armazenado para manter operações em caso de interrupção do fornecimento de gás.
                             Com  o derramamento do petróleo, uma grande extensão de água vermelha podia ser vista, de margem a margem do rio, em imagens aéreas divulgadas nesta semana. Em 2016, em outro desastre ambiental, o rio Daldykan ficara vermelho  e a suspeita foi de vazamento de minério.
                        De acordo com o Serviço de Emergência Marítima da Rússia, especializado em tais acidentes, os reforços enviados  para a área, muito isolada e pantanosa, enfrentam complexo desafio.  "Nunca houve um vazamento desse tipo no Ártico antes. Precisamos trabalhar muito rapidamente, porque o combustível se está dissolvendo na água", declarou  o porta-voz do Serviço de Emergência Marítima, Andrei Malov.
                                   Segundo Malov, seis rampas de contenção foram colocadas no rio para bloquear o fluxo de poluição para o lago, enquanto o combustível é bombeado para a superfície. As medidas, sem embargo, todas reativas, irritaram gospodin Putin.  "Pedirei às agências competentes de monitoramento e aplicação da Lei que descubram  que tipo de informação foi relatada, onde e qual foi a resposta de todos que deveriam agir de acordo com as instruções", afirmou o Presidente de todas as Rússias.
  
                                      O  Comitê de Investigação da Rússia declarou  que iniciou  um processo criminal por poluição e suposta negligência. A cidade de Norilsk tem 180 mil habitantes e se acha a trezentos km dentro do Círculo Polar Ártico. Ela está construída em torno da Norilsk Nickel, a maior produtora de níquel e paládio do mundo.

                                          O Greenpeace da Rússia descreveu ontem, 4 de junho, o derramamento como "o maior da história do Ártico", comparando-o ao derramamento de óleo do petroleiro Exxon Valdez,em 1989,  que encalhou e ensejou o derrame  de 750 mil barris de petróleo na costa do Alaska.  Agora, a limpeza no Ártico pode custar mais de US 86 milhões, de acordo com o Greenpeace.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )


[1] Senhor, em russo.

Democratas são contra acordos com Bolsonaro


        
        Em ação inédita contra o Brasil - que na prática barra qualquer pretensão de ampliar acordos comerciais com os EUA,  24 deputados democratas da Comissão Ways and Means (Orçamento e Tributos) da Câmara de Representantes informaram na quarta-feira o escritório comercial da Casa Branca que "têm fortes objeções à busca de qualquer acordo comercial ou à expansão de parcerias comerciais com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro".

          Dada a importância dessa Comissão do Congresso americano, na prática, como bem o assinalou o embaixador Rubens Ricupero, a carta dos democratas inviabiliza qualquer possibilidade de acordo enquanto a Câmara de Representantes tiver maioria democrática, e, por conseguinte, em oposição ao Presidente Trump.

            As posições anti-ambientalistas da atual diplomacia do presidente Bolsonaro tornam o Brasil uma espécie de pária internacional em termos de meio-ambiente. A destruição da Amazônia que vai contra qualquer expressão do bom senso e do orgulho nacional brasileiro em preservar essa pujante e maravilhosa floresta de que o Barão Alexander von Humboldt[1] foi o primeiro grande observador científico e estudioso, constitui para nossa vergonha o projeto antinacional desse governo que pelo seu caráter abstruso  ultrapassa qualquer barreira do bom senso e da compreensão intelectual.

( Fontes: O Estado de S. Paulo )        


[1] Alexander von Humboldt , Barão, Berlin, 1769-1859, Der Neue Brockhaus, vol. V

Brasil pode tornar-se produtor mundial de vacina contra Covid-19


            

        Segundo noticia o Estado de S. Paulo em primeira página, o Brasil está negociando para tornar-se um dos produtores mundiais da vacina contra a Covid-19.

          A vacina em tela está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca. A produção brasileira abasteceria a América Latina. Destarte,  a produção brasileira colocaria o Brasil na dianteira entre os que recebem a vacina, no caso em que ela seja aprovada nos testes (que já estão sendo realizados).

            Por outro lado, a AstraZeneca está fechando outros acordos para a produção de 1,7 bilhão de doses.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )