segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Brasil deve R$ 1,5 bilhão a organismos internacionais


                
       O governo brasileiro tem uma dívida de R$ 1,5 bilhão com pelo menos 57 organismos internacionais como a ONU, a OMC (organização mundial do Comércio) e o Mercosul.

         Esse valor é referente a compromissos assumidos pelo governo, vencidos nos últimos anos até 2019. Tais atrasos são devidos ao aperto orçamentário do país. Em novembro, a situação era ainda mais crítica. O país devia US$ 415,8 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) às Nações Unidas.   

          Tais atrasos nos pagamentos têm feito o governo brasileiro ser cobrado. Em dezembro, o Brasil quitou dívida mínima de  US$ 126,6 milhões, para não perder o direito de voto na Assembléia Geral das Nações Unidas, em 2020.

        A ameaça foi feita pelo secretário-geral assistente das Nações Unidas, Chandramouli Ramanathan, por carta. A sanção, prevista no art. 19 da Carta das Nações Unidas, nunca foi aplicada ao Brasil, na história da instituição.

           Diante do risco, o MRE alertou o restante do governo sobre a situação na ONU: " O acúmulo de atrasos nos pagamentos do Brasil compromete a imagem do país, como cumpridor de responsabilidades internacionais", disse  o Secretário-geral das Relações Exteriores, Otávio Brandelli, em correspondência ao Ministério da Economia.


( Fonte: Folha de S. Paulo )

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Ofensiva contra Weintraub


                   
         Em função dos erros no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Ministro da Educação, Abraham Weintraub tende a tornar-se alvo da artilharia de parlamentares de vários partidos na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional amanhã, segunda feira, três de fevereiro.

            A crise provocada pelos erros nas notas do Enem levou deputados da Oposição a prepararem uma ofensiva contra esse Ministro. No entanto, o cronograma parece por ora jogar a favor  de Weintraub.  Se os trabalhos legislativos devem ser reiniciados amanhã, três de fevereiro, as comissões temáticas, como a de Educação, só voltem a reunir-se no fim do mês.  Com vistas a evitar essa pausa, dada a gravidade da matéria, parlamentares da Oposição não descartam tentar convocar o Ministro a depor no plenário ou pedir para que o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acelere a recomposição dos colegiados.

           Assinale-se que já na última quinta-feira, o presidente Maia atacara Weintraub publicamente, ao dizer que o ministro atrapalha o Brasil  e brinca com o futuro das crianças. Relator da  comissão externa que produziu um diagnóstico das ações do MEC no ano passado, o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) avalia como necessária uma nova convocação de Weintraub. Como assinala o Estado de S. Paulo, o trabalho de Rigoni apontara paralisia e ineficiência nessa Pasta.
            Nesse contexto, a integrante da Comissão de Educação, a  jovem deputada Tabata Amaral (PDT-SP) já solicitara  nova convocação do ministro  Weintraub, para que ele apresente explicações  "de forma técnica, transparente e detalhada" tanto sobre o erro, quanto sobre as providências adotadas pelo MEC.  
           Dada a importância da educação, e os seguidos erros do Ministro Weintraub, parece que seria cortejar o absurdo que o presidente Bolsonaro - como chegam a aventar deputados governistas - venha a favorecer  a posição do ministro diante dos ataques da Oposição, ainda que fundamentados na realidade do comportamento presidencial, que seria "ao contrário da lógica". 

          Como o barco da educação deva merecer cuidado e atenção de profissionais respeitáveis, não creio que o Presidente não tenha - especialmente nesse caso delicado e relevante - a sua atenção voltada para o perigo - inclusive político - de manter um ministro que tanto pode prejudicar a classe estudantil, que - como grita e clama o elementar bom senso - carece de muita competência profissional e não de alguém desse  abismal nível.

( Fonte:    O Estado de S. Paulo )                            

Perspectivas no Senado


                                           

      Ao invés de Maia, que declarou não pretender fazer movimentos para possibilitar sua reeleição à presidência da Câmara,  o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM - AP), tem a intenção de lograr esta mudança, no que tange à Câmara Alta. Alcolumbre também deseja deixar uma grande reforma concluída, v.g. a tributária.  Por ora, essa proposição não encontra consenso.  Nesse sentido, Alcolumbre classificou a reforma econômica como um esforço conjunto.
    
      "A aprovação da reforma da Previdência foi exemplo disso", disse."O protagonismo do Congresso foi  indiscutivelmente decisivo. Esse mesmo empenho será necessário em 2020."

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

A Presidência da Câmara


                                            

        Protagonista das últimas reformas econômicas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Dem-RJ) volta do recesso parlamentar amanhã,segunda-feira, dia três de fevereiro, com o desafio de continuar dando as cartas na relação entre Congresso e Planalto, dentro da perspectiva de perder o poder no fim do corrente ano.

           Por isso, o deputado  evita antecipar a própria sucessão.  Nesse sentido, não tem declarado apoio a ninguém, o que tende a aumentar-lhe o número de aliados de olho na disputa  pela sua cadeira, marcada para fevereiro de 2021.

          É um movimento calculado, e dentro desse contexto pretende arrastar a própria visibilidade até as eleições gerais de 2022.  Nesse quadro de prudência, ele afirma: "Só não posso apoiar quem antecipar o processo eleitoral (na Câmara)",disse o deputado ao Estado.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Resultado do Enem não é de todo confiável


                          
        Uma decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) de pular uma etapa no recálculo do Enem para apressar a resposta aos erros em notas no exame de 2019 abre dúvidas sobre os resultados da prova, afirmam funcionários do instituto e do Mec.
            O Inep reavaliou o desempenho dos participantes no exame após os erros virem à tona. Mas, uma vez que obteve  os novos índices de acertos, não recalculou os parâmetros  usados para atribuir peso às diferentes perguntas do teste.
             Como esse cálculo exigiria mais tempo para ser concluído, o governo Bolsonaro abriu mão dele para dar  uma resposta rápida aos erros e manter o cronograma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).
              Sem esse procedimento, uma espécie de recalibragem do exame, não é possível ter 100% de confiança nos resultados publicados, afirmam funcionários que falaram sob condição de anonimato.
               Na avaliação de técnicos da pasta, o recálculo dos parâmetros poderia reduzir o erro  padrão do exame e indicar variações nas notas - que provavelmente seriam pequenas, mas suficientes para alterar, v.g., a lista de aprovados em cursos concorridos.
                 A cúpula do instituto, entretanto, evita o retrabalho na base de dados com re- ceio de novos questionamentos da nota. O entendimento é que isso só será feito caso haja determinação da Justiça, segundo relatos obtidos pela Folha.
                   Após comemorar o que seria o melhor Enem de todos os tempos, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou que milhares de notas tinham sido divulgadas com erros.
                     Candidatos que haviam feito a prova de uma cor tiveram suas provas corrigidas como se tivessem feito outra - segundo o Inep, 5.974 foram afetados com o problema e seus resultados alterados.
                 A divulgação dos resultados do Sisu chegou a ser barrada na Justiça, mas o Governo conseguiu reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) na 3ª feira (28).
                        O Enem adota um conjunto de modelos matemáticos chamado TRI (Teoria da Resposta ao Item). Para atender ao modelo, os ítens da prova passam por pré- testes (a partir das respostas de um público similar ao que faz a prova, são estabelecidos parâmetros das questões, como os níveis de dificuldade).
                           Ocorre que nem todas as perguntas que caíram no Enem 2019 foram pré-testadas. Nota técnica do Inep, mencionada no recurso da AGU (Advocacia Geral da União) levado ao STJ, indica que houve calibragem de ítens na própria prova.
                             A adoção de ítens não pré-testados já ocorreu em anos anteriores por causa da escassez de questões disponíveis, segundo servidores, mas essa informação nunca fora confirmada oficialmente.
                               Para lidar com ítens não pré-testados, o Inep precisa realizar a calibragem a partir do desempenho real na prova. O órgão, então, seleciona uma amostra aleatória de participantes e, a partir dessas respostas, regula os parâmetros desses ítens.
                                 A amostra usada no Enem  2019 foi de cem mil participantes e, somente depois disso, os parâmetros gerais da prova foram estipulados, e as notas dos alunos, calculadas. Além de ter ítens novos na prova, os resultados de parte dos 5.974 participantes que estavam com as notas erradas por troca de gabarito fizeram parte dessa amostra.
                                    Foram 83 casos na prova de ciências da natureza e 105 na de matemática, segundo a própria nota técnica do Inep. Dessa forma, a calibração ocorrida na prova de ítens não pré-testados contou com respostas erradas e isso causou preocupação em integrantes do Inep e do MEC.
                                      As notas do Enem dependem não só do número de questões certas, mas também de quais foram assinaladas corretamente. A TRI identifica como um possível chute, por exemplo, o candidato que erra duas questões fáceis e acerta uma difícil - e isso tem impacto na sua pontuação.
                                         A Folha questionou o Inep sobre o assunto, mas não obteve resposta.
                                           Na nota técnica usada pela AGU, o órgão defende que "a proposta de selecionar  nova amostra, recalibrar os ítens e recalcular as proficiências (parâmetros), se apresentaria como medida inócua".
                                            O Inep menciona um estudo acadêmico que trata do tema e, com base neste estudo, argumenta que "a proporção de indivíduos com inconsistências encontradas na amostra não produziu efeitos significativos na estimação  dos parâmetros dos ítens frente ao tamanho da amostra".
                                          Ocimar Alavarse, professor da USP e especialista em avaliação educacional,diz que só é possível ter a real dimensão do problema se houver total transparência por parte do Inep e das escolhas feitas.
                                                "A melhor saída seria recalcular e fazer uma auditoria detalhada nas notas", diz. "O argumento de que o problema foi pequeno não se justifica porque, quando se trata de um vestibular, a nota tem que corresponder exatamente."
                                                  O professor Dalton Francisco de Andrade, do Departamento de Informática e Estatística da UFSC, por sua vez, afirma que o processo de calibragem está adequado pelas informações oferecidas pelo Inep.
                                                  "Se esses participantes (que depois tiveram notas alteradas) não tivessem entrado na amostra,teriam incluído uma pessoa com o mesmo número de acertos", diz.  "Esse processo não é afetado pelo fato de as (cerca de) 200 pessoas terem o gabarito lido errado.."
                                                    Não há informações de quantos ítens novos (sem pré- teste) figuraram  nas provas do Enem 2019. De acordo com um servidor do Inep, seriam ao menos 15 das 45 questões de cada prova.
                                                     Para chegar ao número de afetados, o Inep inicialmente identificou quatro casos com erros e fez cruzamentos em uma amostra de participantes que tinham divergências de notas parecidas com estes- casos com grandes diferenças entre os resultados das provas do primeiro e segundo dia.
                                                      O Instituto então cruzou os gabaritos corretos e também as outras opções de cor para encontrar inconsistências. Após esse processo é que se chegou ao número final de 5.974 casos.
                                                        O governo recebeu 172 mil reclamações de notas, Participaram do Enem 2019 cerca de 3,9 milhões de estudantes.

( Fonte: Folha de S. Paulo )

Novo Desafio para o Eurotúnel ?


                                
        Nem sempre cotejar gerações  implica em tarefa  relevante , ou pelo menos, motivante se se deseja ter ideia das possibilidades de crescimento de um  país. Não há dúvida que, com a surpresa da vitória do Brexit, a Inglaterra dá um passo para trás que é sujeito a dúplice interpretação. Na verdade, se aqui estivessem as gerações que levaram adiante, de parte britânica, o sonho da integração euro-peia, não subsistem dúvidas que aqueles pioneiros - que reuniam, na época, a nata da intelligentsia inglesa e que tanto lutaram contra o rochedo de Gaulle, na sua persistente negativa à adesão de Londres ao projeto da geral união europeia - de certo alimentada por velhos rancores ao generoso projeto europeu - teriam sentido desânimo e mesmo indignação contra a irresponsável atitude de um punhado de medíocres irredentistas,  que sonhavam com o retorno da Inglaterra rainha dos mares e senhora do mundo, consoante o panorama visto da ponte em princípios do século XX.
            Depois do fracasso da Associação de Livre Comércio, que seria uma espécie de resposta   da Inglaterra ao desafio de uma Europa unida em termos econômicos e comerciais, o passar dos meses e dos anos terá convencido a elite inglesa a reentrar nos caminhos da União Europeia, o que culminou com o êxito do ingresso de Londres na organização de Bruxelas.

            Há, no entanto,  um aspecto que acabaria por resultar na vitória do atraso, como o foi o plebiscito de 2016, realizado no pior período - ausência dos estudantes, que sem-pre representaram os maiores apoiadores para a permanência na UE, pela sua visão progressista (e não saudosista, como grande parte do núcleo dos apoiadores do regresso), dada a escolha do verão, época das viagens dos estudantes, grupo de grandes apoia-dores da UE, o que induziria a um baixo afluxo de votantes, com claro favorecimento à turma da nostalgia e do atraso. 

               A convocação de referendos refletia um perigoso sentido de que a opção do atraso e da volta ao passado representava apenas uma "compreensível" medida para contentar os saudosistas do tempo da Inglaterra, potência mundial e absoluta rainha dos mares, imagem que a Primeira Guerra Mundial viu apagar-se na guerra das trincheiras e no consequente enfraquecimento da antiga Potência dos tempos de Disraeli e da Rainha Vitória, quando a Inglaterra era a primus inter pares da Comunidade das Nações.  Na verdade, a convocação de referendos - e Tony Blair foi um deles nesse exercício, feito quase como se fora algo inconsequente, enquanto aceno aos nostálgicos ingleses da posição britânica no século XIX, e princípios do XX, até que a geral estupidez dos líderes europeus em princípios do século XX produzisse a carnificina da Primeira Guerra Mundial, com as brutais perdas econômicas e humanas produzidas pela primeira catástrofe.

        Inglaterra rainha dos mares, e hiper-potência no século XIX, é a ilusão que a guerra das trincheiras cuidaria de brutalmente mandar para os restantes grupelhos saudosistas ingleses. Os políticos ingleses, como o próprio infeliz último executor dessa estúpida prova, David Cameron, mostrariam lamentável miopia, que os afastava de qualquer cotejo com as gerações intermédias - a falsa saída pelo livre comercio, o veto de De Gaulle, e  a posterior reafirmação, depois da morte do velho general, da escolha pela unidade europeia. Como todo grande projeto, o ingresso do Reino Unido na UE nunca foi um capricho, como a geração dos tempos em que o ingresso na UE era ainda objeto de dúvidas, mas por uma circunstância infeliz tal escolha, uma vez tomada, não deveria ficar sujeita à estranha e ritual prova de submeter esta verdadeira opção ao perigoso ritual de submetê-la a repetidos referenda.   Infelizmente, tal opção sempre mostraria uma esquisita debilidade. eis que, por mais de uma vez, os líderes do gabinete inglês atenderia a estultos apelos de inconformados adeptos de bon vieux temps .  Os referendos eram montados como se seria impensável a opção da vitória do Não à continuação da aventura da União Europeia.  O próprio David Cameron terá pensado que vol-tar à beira do abismo era apenas uma formalidade, um aceno cortês aos saudosistas da Inglaterra, rainha dos mares e etc. Feito o passo, o pós-Brexit envergonharia toda a geração que soubera esperar que por fim passasse a borrasca do general  de Gaulle, e que afinal a escolha europeia de Londres se confirmasse.

             De qualquer forma, o retrocesso inglês afetará não sei quantas gerações. Boris Johnson é uma indicação premonitória de que o pior já está no poder. Se aquela maneira envergonhada de lidar com o falso problema colocado pela minoria saudosista de um mundo ultrapassado  - como foi o quadro da vitória ajudada pelo absenteismo do enésimo referendo para reexumar a falsa opção passadista - como convocado na medíocre visão de Cameron (aceitar duelos à beira do abismo já constitui, na prática, um inútil  pré-suicídio). Diga-se, apenas, que não é - nem nunca será - exemplo de fair play pôr em perigo a construção de uma geração clarividente, que teve a força e  determinação  indispensáveis para colocar a tralha saudosista no porão, e aceitar o desafio da união europeia.

               Que me perdoem os leitores, se volto ao tema. Mas os acertos, uma vez confirmados pela posteridade, olham com aquela velha segurança, que a realidade lhes trouxe. E que dizer das voltas ao passado, do regresso a alternativas que grandes políticos souberam criar?  Pois caro leitor, Boris Johnson hoje representa o regresso do passado.  Preparem-se, portanto, para i tempi bui, em que as meias ou falsas escolhas, com a sua arrogância habitual, tentam fazer crer como capazes de vencer o desafio do futuro, no caso tanto o mediato quanto o imediato.

                  Desses toynbeeanos desafios, uma das primeiras  provas, está na continuada operação a contento do Eurotúnel.  Como se implementará o futuro, se a preferência é dada às soluções do passado ?

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Maduro negocia venda da 'Petroleos de Venezuela'


         
       Como se sabe, a maior riqueza de que dispõe a Venezuela é a estatal PDVSA (petróleo de Venezuela sociedade anônima). Essa empresa, por um misto de corrupção e incompetência, vem sendo sucateada desde o governo de Hugo Chávez. Assinale-se que o petróleo de que dispõe a pátria de Bolivar é um dos mais valiosos da Terra. Foi necessário um misto de incompetência, negligência e desonestidade para que a PDVSA chegue ao seu nível atual, com perda de técnicos e da consequente competência para fazer valer esse maior bem da Venezuela, que pela sua qualidade intrínseca sempre representou o sustentáculo dessa economia.

        Em um resumo, o misto de desonestidade, falta de patriotismo e crassa incompetência é decerto o causador principal dessa tragédia, que pode ser resumida na notícia que transcrevo: "O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs entregar a maioria das ações e o controle da estatal  Petroleos de Venezuela (PDVSA)  para empresas estrangeiras, como forma de mitigar a crise econômica causada pela queda do preço do petróleo e pelo embargo americano.  De acordo com a Bloomberg, representantes de Maduro negociam com a Rosneft, da Rússia, a Repsol, da Espanha, e a ENI da Itália."  

        A idéia é que "essas empresas ocupem as instalações, reestruturem dívidas e recebam ativos da PDVSA !"

          Por um misto de desonestidade e incompetência, Nicolás Maduro entrega o maior bem da Venezuela - aquele que bancara no passado, quando a PDVSA era bem gerida, o progresso da economia e da sociedade venezuelanas. Depois de financiar as loucuras de Hugo Chávez e de cair nas mãos de seu sucessor, o ainda mais incompetente Nicolás Maduro, como se a Venezuela esteja em processo falimentar, o maior  bem do Povo venezuelano surge como a coroa da falência causada à pátria de Bolívar, pelas loucuras políticas e pela desonestidade de Nicolás Maduro e de sua quadrilha.

( Fonte: O Estado de S. Paulo  )