quarta-feira, 22 de maio de 2019

População da Venezuela encolhe 11,9%


              
       A patente incapacidade do governo Maduro de lidar com a grave situação demográfica na Venezuela está escancarada para quem se anime a olhar para o quadro do país. Por uma série de circunstâncias, dentre as quais cresce a da hiper-inflação a que a administração chavista ou não tem condições de confrontá-la , ou chega a pensar que um dia ela partirá por milagre divino,  a pobre Venezuela se arrasta, com grande e previsível maior sofrimento para a sua gente pobre e sem recursos, que ou se resigna a viver nesse peculiar inferno, ou parte para o imprevisível do exílio forçado.
         Os números estatísticos crescem e impõem atenção sempre maior. Segundo a Acnur, agência das Nações Unidas para os refugiados, a crise venezuelana tornou-se também demográfica, eis que a população encolheu 11.9% no total, e quase 10% nos últimos quatro anos.
          Não há necessidade de grandes perquisições e análises profundas. A situação social é calamitosa, em todos os seus aspectos. Falta segurança nas ruas e logradouros, o estado nos hospitais é caótico, pela falta de medicamentos, insumos e de corpos médicos em condições de enfrentar tal desafio. Nada fala mais alto sobre a total falta de condições do sistema médico-hospitalar venezuelano de prestar apoio de toda sorte àqueles que dele carecem se reflete nas idas de militares venezuelanos para hospitais em Roraima, diante do desamparo local.
            Dos 3,7 milhões de venezuelanos registrados atualmente no exterior, apenas setecentos mil emigraram antes de 2015, quando a crise médico-sanitária na Venezuela começou a intensificar-se dramaticamente. 
             Assim, mais de 1,4 milhão de pessoas receberam autorização de residência, vistos, de caráter humanitário ou de trabalho, para se estabelecer legalmente em países latino-americanos, o que inclui o Brasil.
              Os números de asilo mais do que o reflexo de situação politicamente caótica, espelham a grave crise social e a patente incapacidade do governo chavista de lidar de forma pró-ativa com esse desafio, clara e toybeeanamente perdido pelo incompetente e corrupto governo de Nicolás Maduro.
               As saídas do país, forçadas pelo caos e a falta de condições sanitárias, alimentares e mesmo sociais,  só fazem aumentar. Em 2015, o número de pedidos foi de 10.2 mil. No fim de 2018, 464 milhares fizeram tal pedido. Segundo as Nações Unidas, a maioria das solicitações são processadas em países vizinhos. De acordo com a Acnur, muitos refugiados da Venezuela conseguiram obter outros tipos de visto que lhes permitem frequentar escolas, sistemas públicos de saúde e trabalhar.
                  O grande êxodo venezuelano - que fogem da crise econômica e social - constitui por certo um dos mais importantes deslocamentos de gente na história recente da região. O número de refugiados da Venezuela não se inferioriza e muitas vezes ultrapassa aquele de países que se acham em aberto conflito, como o Mianmar e o Afeganistão.  
                   Essa deterioração social na Venezuela principia a agravar-se nos últimos anos do governo de Hugo Chávez, por força da hiper-inflação, da rampante corrupção e de uma administração incapaz de lidar com tal desafio, conforme comprovado por seu sucessor  Nicolás Maduro. Vige na Venezuela a opressão do abandono de um país que perdeu o controle, por força dessa hiper-inflação, e da deterioração social de uma sub-elite dirigente que não mais se ocupa da manutenção dos bens comuns, e daí decorrem as ameaças que pesam sobre a vida da população em geral, a segurança em todos os seus parâmetros, e  a falta de condições mínimas de manutenção de um padrão que se aproxime da usual normalidade. Tangidos por tal descomunal desafio, cerca de três milhões de pessoas deixaram o país desde 2015 (e o período fatídico que se inicia, com a morte de Chávez e a entrada plena em funções do corrupto e incapaz regime de Nicolás Maduro). Cerca de três milhões de pessoas abandonaram a Venezuela desde 2015.
                        Na Venezuela, em consequência, a crise econômica e a hiper-inflação fazem com que cerca de 90% das pessoas vivam na pobreza, beirando a indigência.  Segundo o FMI, a inflação neste ano de 2019 atingirá  10.000.000% (dez milhões por cento!)


Maia e Vitor Hugo se desentendem


            

      Segundo noticia o Estado, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, se desentendeu com o líder do governo na Câmara, Major Vítor Hugo (PSL- GO), em reunião fechada de líderes partidários.
          Os ataques, segundo veio à tona, foram motivados por mensagem encaminhada por Vitor Hugo, em um grupo de Whatsup, em que associa a negociação do governo com o Congresso com sacos de dinheiro. Maia teve acesso à satira e, segundo líderes, disse que representava uma agressão ao Legislativo.
           Ainda de acordo com essa versão, Vitor Hugo tentou explicar-se, afirmando que a mensagem fora tirada de seu contexto, mas Maia encerrou a conversa dizendo que não havia mais diálogo possível. 
             Após o encontro, Vitor Hugo disse ter sido surpreendido  com o ataque, e que apenas questionara a maneira como Maia conduzia as reuniões de líderes. Ainda sobre a mensagem, afirmou que se tratava de uma "charge" que compartilhara há dois meses com um grupo do PSL.
               Questionado sobre o episódio, Maia foi irônico: "Não tenho relação com ele, então não posso romper."
                 Vitor Hugo tem uma liderança contestada  no PSL, por isso tem sido alvo de fritura por líderes partidários. Um dos nomes cotados para assumir a função seria a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que já é líder do Governo no Congresso.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Sob pressão, Centrão abre mão de mais ministérios


        
     A despeito das ameaças, o Centrão acabou recuando, e decidiu votar hoje na Câmara a MP da reforma administrativa. O futuro político determinará se o Centrão, ou é a temível aliança de partidos que fazem crer seja um rolo compressor, ou na verdade é mera construção política, que depende, como qualquer outra, das circunstâncias.

      Com receio da opinião pública, esse grupo de partidos, sob o comando de Maia, abriu mão da cobrança para que o Governo recriasse os ministérios das Cidades e da  Integração Nacional.

      Sem embargo, os seus deputados ainda planejam tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)  da alçada do Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Para tanto,  eles dispõem do apoio da oposição, embora que movidos por motivações diversas.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

terça-feira, 21 de maio de 2019

Janaína ameaça deixar PSL


                                         

        Deputada mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a advogada Janaina Paschoal  se assinalara em 2016 no grupo de proponentes do impeachment de Dilma Rousseff.  Hoje, ela já sinaliza a sua  possível desfiliação do PSL, que no seu entender carece de um choque de realidade.

           Nos últimos dias Janaina publicou uma série de mensagens pelo Twitter em que afirma ser contra os atos que estão sendo convocados em apoio ao Presidente Bolsonaro. Para ela, é um erro envolver-se na organização de manifestações pró-governo, há pouco mais de semana depois dos protestos que ocorreram  em mais de 250 cidades do país contra os cortes na Educação.

             Sem embargo, Janaína ainda não está segura quanto às convocações. "Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Reflitam! "


( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Salvini não consegue impedir desembarque


                              

        O poderoso Ministro Matteo Salvini, cujo partido divide com o Cinque Stelle  a direção do governo na Itália, sofreu ontem, vinte de maio, contratempo na sua política anti-imigratória, eis que a Justiça italiana  autorizara o desembarque, na Ilha de Lampedusa, na Sicília, de 47 imigrantes que eram transportados pelo navio Sea Watch 3.
            Como a Justiça italiana agiu em função de causa humanitária, o exasperado  Salvini - que proibira o desembarque - reagiu ameaçando impor sanções contra a ONG alemã que é proprietária da embarcação.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

Ucrânia:: Zelenski toma posse, anunciando dissolução Parlamento


   
          O novo presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski anunciou ontem a dissolução do Parlamento, mas sem indicar a data das eleições antecipadas.

             Zelenski pediu aos deputados que adotem série de leis urgentes. O novo presidente ainda não tem representação no Parlamento - que é, de resto,  encarregado de designar o Premier.

              Pediu aos deputados, sem embargo,  que  destituam  diversos funcionários de alto escalão.  No dia de ontem, o premiê Vladimir Groisman anunciou a própria demissão.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )

General Heleno pede "bom senso"


                 

        Se não for votado pelo Congresso até o dia três, texto que reduziu as Pastas  para 22 vai perder  a validade.
          O General Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, admitiu ontem que há risco de o Congresso alterar a M.P. da reforma administrativa e obrigar o Executivo a recriar até dez ministérios.
            Ele, no entanto, espera que os parlamentares tenham "bom senso", e reflitam sobre os impactos que tais  alterações  poderão trazer para o futuro do País.

            Se ela não for aprovada, o governo poderá até ter de criar pastas já extintas, como a do Trabalho e da Cultura.
              Além disso, o robusto Ministério da Economia - hoje sob a direção de Paulo Guedes - seria dividido. Receberia de novo o nome de Fazenda e o Planejamento iria para outro ministério. O quadro se repetiria também na Justiça. Com isso, Sérgio Moro perderia a Segurança Pública, que sairia da alçada do ex-Juiz da Lava Jato.
                Entre outras mudanças, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)  seria retirado do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

                Há outras cinco medidas provisórias na fila da Câmara que precisam ser votadas antes da MP da reforma administrativa, entre elas a que vence amanhã, que abre o setor aéreo para o capital estrangeiro, e a que regula o setor de saneamento - que caduca a três de junho.

( Fonte: O Estado de S. Paulo )